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Wimbledon: As Previsões da Equipa do “Bola na Rede”

Redação BnR · 7 min

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Cabeçalho modalidades

Campeã Feminina

Karolina Pliskova – Tantas vezes o cântaro vai à fonte que (no fim) lá deixa a asa. Já por diversas vezes se apostou na tenista checa para vencer um torneio do Grand Slam mas desta feita, aproveitando a ausência de Serena Williams e de Maria Sharapova, bem como a presumível falta de ritmo competitivo de Victoria Azarenka, esta parece uma hipótese (ainda) mais real. O primeiro serviço de Pliskova é portentoso, e essa é uma arma fundamental quando se joga em relva. (Francisco Sampaio)

Karolina Pliskova – A atual número três do ranking WTA apresenta-se num bom momento de forma e a relva é a superfície que mais bem serve o seu serviço chapado e as pesadas pancadas de direita e esquerda que saem disparadas da raquete da tenista checa. Vem de uma final em Eastbourne e, se em Roland-Garros perdeu na meia-final frente a Simona Halep em três partidas, na superfície relvada tudo joga a favor da checa quando defronta jogadoras que prezam mais a consistência do fundo do campo e longas trocas de bolas (raras, por sinal, em Wimbledon). (Henrique Carrilho)

Pliskova é uma das grandes apostas para o torneio Fonte: Karolina Pliskova
Pliskova é uma das grandes apostas para o torneio
Fonte: Karolina Pliskova

Petra Kvitova – A checa é considerada favorita nas casas de apostas e por bons motivos: Kvitova venceu o torneio em 2011 e 2014, tendo um recorde de 29-7 na relva londrina. O seu jogo é ideal para a superfície e sem Serena Williams ao barulho Kvitova é a favorita ao título. (Manuel Traquete)

Darkhorse Feminina

Petra Kvitova – O ténis tem particular afinidade com a superação e Petra Kvitova demonstrou recentemente que, a esse nível, ela é uma vencedora. A tenista checa parece estar a reencontrar a sua melhor forma e, sendo uma bicampeã de Wimbledon, tendo na relva a sua superfície favorita, e mantendo a pancada de direita avassaladora que sempre lhe foi caraterística, esta bem pode intrometer-se na luta pela conquista do Major londrino. Porém, atenção a Jelena Ostapenko que, pese embora não seja uma grande servidora, é alguém que consegue em poucas pancadas “matar” os pontos. (Francisco Sampaio)

Petra Kvitova – A tenista checa, atual 12ª classificada no ranking WTA, não tem tido uma época tão boa como as que teve em 2010 ou 2011. Porém, no primeiro torneio de relva no circuito feminino, disputado em Birmingham, Kvitova apresentou-se forte e cedeu apenas um set ao longo de todo o torneio, set esse perdido frente a Ashleigh Barty na final da prova. Devido ao sucesso nessa prova a checa prescindiu de disputar o torneio de Eastbourne e decidiu descansar fora de competição para tentar vencer pela terceira vez o Major londrino. (Henrique Carrilho)

 

Kvitova está no 12º lugar do ranking WTA
Kvitova está no 12º lugar do ranking WTA
Fonte: Petra Kvitova

Venus Williams – A mais velha das irmãs Williams ganhou for cinco vezes em Wimbledon, tendo chegado a oito finais. Sendo verdade que a última dessas finais foi em 2009, Venus tem voltado atrás no tempo este ano, tendo chegado mesmo à final no Open da Austrália. Sem a sua irmã no torneio, Venus tem excelentes hipóteses de ir longe e quem sabe ganhar o torneio pela sexta vez. (Manuel Traquete)

Primeira Tenista do Top-10 a Cair

Elina Svitolina – Este trata-se de um prognóstico arriscado sobretudo porque, na presente temporada, Elina Svitolina tem sido uma das principais figuras do circuito WTA. Porém, a tenista ucraniana está longe de ter na relva a sua melhor superfície (em Wimbledon nunca foi além da segunda ronda) e, logo na primeira ronda do torneio, terá que defrontar Ashleigh Barty tenista que, pese embora o seu baixo ranking, chegou ao quartos de final em Nottingham e foi finalista vencida em Birmingham (conseguindo, ainda assim, “roubar” um set a Petra Kvitova), num percurso até à final no qual deixou pelo caminho nomes como os de Barbora Strycova ou Garbiñe Muguruza. (Francisco Sampaio)

Simona Halep não é muito feliz nesta superfície Fonte: Simona Halep
Simona Halep não é muito feliz nesta superfície
Fonte: Simona Halep

Caroline Wozniacki / Simona Halep – São duas jogadoras muito semelhantes no que toca ao planeamento tático dos seus encontros: baseiam o seu jogo numa consistência notável, nunca dizem que não a uma bola e não têm problemas em trocar 15 ou 20 pancadas com as adversárias. Por norma, este estilo de jogo resulta bem em superfícies lentas, pelo que na rápida relva britânica, estas duas jogadoras terão de se adaptar a pontos curtos, muito rápidos, e isso deverá ser uma tarefa complicada especialmente para quem chegou tão longe em Roland-Garros (Wozniacki chegou aos quartos de final e Halep foi finalista). (Henrique Carrilho)

Simona Halep – O jogo de Halep não se adequa à superfície relvada e, com a enorme desilusão de ter perdido a final em Roland-Garros, Halep não deverá ter tido a preparação necessária para este torneio. (Manuel Traquete)

Campeão Masculino

Roger Federer – O melhor tenista de sempre está, em 2017, de regresso à sua melhor forma. Em piso rápido tem sido praticamente imbatível e agora, de regresso à sua superfície de eleição, parece quase impossível pensar noutro favorito quando, do outro lado da rede, está um tenista que sabe fazer serviço-volley, que tem tantos recursos ao nível do serviço, que tem uma pancada de direita tão fulminante, e que recorre agora a uma eficaz esquerda batida a somar às suas extraordinárias esquerdas em slice. (Francisco Sampaio)

Roger Federer – Depois de um início de época sobre relva desastroso em Estugarda, o suíço mostrou a todos em Halle o porquê de ter vencido por sete ocasiões o torneio de Wimbledon. Se o suíço se apresentar no All England Club a um nível semelhante àquele que exibiu no último torneio que disputou, será certamente o favorito a levantar o troféu pela oitava vez. (Henrique Carrilho)

Roger Federer já ganhou sete vezes Wimbledon Fonte: Roger Federer
Roger Federer já ganhou sete vezes Wimbledon
Fonte: Roger Federer

Roger Federer – O suíço conquistou Halle pela nona vez na semana passada e deve ter bastante energia no seu tanque depois de ter “tirado folga” durante toda a temporada de terra batida. Apesar de todos os títulos que conquistou em todas as superfícies, a carreira de Federer será sempre definida acima de tudo pelo sucesso obtido e ténis praticado neste que muitos consideram o palco mais importante do ténis mundial; o suíço fará tudo o que estiver ao seu alcance para ganhar Wimbledon pela nona vez e parece estar em melhor posição do que os seus rivais para o fazer. (Manuel Traquete)

Darkhorse Masculino

Nick Kyrgios – É certo que Marin Cilic, pelo seu momento de forma atual e pelo facto de Wimbledon se disputar em relva poderá também, em certa medida, surpreender. Porém, Kyrgios tem um dos melhores serviços do circuito ATP, gosta de jogar em relva e, acima de tudo, transcende-se nos grandes momentos. Poderá ter que vir a encontrar Andy Murray logo na quarta ronda, mas mesmo aí é sabido que um super-Kyrgios é capaz de vencer quase todos os tenistas do circuito. (Francisco Sampaio)

Feliciano López está no lugar m25 do ranking ATP Fonte: Feliciano López
Feliciano López está no lugar m25 do ranking ATP
Fonte: Feliciano López

Feliciano López – Desengane-se quem pensa que todos os espanhóis vêm a relva de Wimbledon com maus olhos. Feliciano López tem mostrado que, aos 35 anos, um bom serviço, jogo de rede consistente, e um slice de esquerda fulminante pode ser a solução para combater alguns problemas que a idade trouxe, e a relva é sem dúvida a superfície indicada para este estilo de jogo. Prova disso foi a chegada à final nos dois torneios que disputou sobre relva nesta temporada: perdeu primeiro em Estugarda frente a Lucas Pouille em três sets fantásticos, e na semana seguinte levantou o troféu no Queen’s Club tendo eliminado sucessivamente Berdych, Dimitrov e Cilic. O espanhol está pronto para Wimbledon. (Henrique Carrilho)

Juan Martín del Potro – O argentino não vem com grandes expectativas para Wimbledon, mas já se sabe que é sempre perigoso. Se tudo correr como esperado enfrentará Novak Djokovic na terceira ronda e, se conseguir surpreender o sérvio, terá caminho aberto para fazer um grande torneio. (Manuel Traquete)

Primeiro Tenista do Top-10 a Cair

Milos Raonic – Não é certo que seja o primeiro tenista do top-10 mundial a cair, mas é muito provável que não chegue à segunda semana de competição. Raonic tem um excelente serviço, algo que o favorece a jogar em relva. Contudo, já não vence qualquer tenista do top-10 mundial desde janeiro, tem sido atormentado por lesões desde há cerca de um ano a esta parte e, recentemente, terminou a sua relação profissional com o seu treinador. Todos estes dados levam a crer numa eliminação precoce em Wimbledon. (Francisco Sampaio)

Dominic Thiem tem sofrido derrotas surpreendentes Fonte: Dominic Thiem
Dominic Thiem tem sofrido derrotas surpreendentes
Fonte: Dominic Thiem

Dominic Thiem – Desde que atingiu a meia-final de Roland-Garros (onde foi “cilindrado” – com direito a 6-0 no último set – por um Rafael Nadal imparável) o jovem Thiem, que tem vindo a encantar tudo e todos ao longo da época sofreu duas derrotas, no mínimo, surpreendentes. O austríaco perdeu na segunda ronda em Halle frente a Robin Haase não tendo ganho qualquer set, e uma semana depois em Antalya teve a mesma sina frente a um “desconhecido” Ramkumar Ramanathan, na ronda inicial da prova. Esperemos para ver se os ares londrinos inspiram o número oito da hierarquia mundial. (Henrique Carrilho)

Marin Cilic – O croata é conhecido pela sua inconsistência, mas a relva costuma ser uma boa superfície para ele. As más notícias são que Cilic está emparelhado com um dos adversários mais difíceis que poderia enfrentar na primeira ronda, o alemão Philipp Kohlschreiber. Não seria uma surpresa assim tão grande ver Cilic perder na primeira ronda. (Manuel Traquete)

Foto de Capa: Wimbledon

Previsões de Francisco Sampaio, Henrique Carrilho e Manuel Traquete

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