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WTA 1000 Roma | Swiatek volta a arrasar na terra batida

Pedro Marques dos Santos · 5 min

WTA 1000 Roma | Swiatek volta a arrasar na terra batida
Foto: WTA

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Naquele que foi o último torneio da mais alta categoria WTA antes de Roland Garros – o segundo Grand Slam da temporada tenística – os principais nomes do circuito feminino apresentaram-se em Roma para disputar o Open de Itália. Sem grandes ausências, o torneio marcou o regresso à competição de Serena Williams e viu algumas candidatas ao título desistirem por culpa de lesões.

                                                                                            Foto de capa: WTA

Surpresas iniciais e lesões preocupantes

Se o primeiro dia de competição viu as teóricas favoritas seguirem em frente na prova, com destaque para o confronto entre Sara Sorribes Tormo (número 51 do ranking WTA) e Camila Giorgi (83.ª), que se estendeu por 3h51 e sorriu à maratonista espanhola, terça-feira viu vários nomes importantes saírem de cena de forma prematura.

Johanna Konta (18.ª) caiu ao pés de Jelena Ostapenko (49.ª), Marketa Vondrousova (21.ª), finalista de Roland Garros em 2019, perdeu com Ajla Tomljanovic (80.ª), Elise Mertens (14.ª) sucumbiu com Veronika Kudermetova (28.ª), enquanto Belinda Bencic (11.ª) foi derrotada pela lucky loser Kristina Mladenovic (53.ª).

Isentas da primeira ronda, Serena Williams (8.ª), Sofia Kenin (5.ª) e Naomi Osaka (2.ª) foram derrotadas em apenas dois parciais por Nadia Podoroska (44.ª), Baraba Krejcikova (40.ª) e Jessica Pegula (31.ª), respetivamente.

Também infelizes foram as participações de Simona Halep (3.ª) e Ashleigh Barty (1.ª), duas campeãs de Roland Garros, que desistiram por lesão quando estavam a vencer os respetivos encontros.

A romena sofreu uma rotura muscular frente a Angelique Kerber (26.ª) na sua estreia no torneio. Já a australiana e atual número um mundial abdicou de continuar o seu embate – várias vezes interrompido pela chuva – com Cori Gauff (35.ª), nos quartos de final, devido a problemas no braço direito.

Pliskova de regresso aos bons resultados, Gauff, Ostapenko e Martic surpreendem

O torneio proporcionou também o regresso aos bons resultados de jogadoras que estavam a ter um ano menos positivo. Não era o caso de Elina Svitolina (6.ª), que já foi campeã em Roma por duas ocasiões, mas a ucraniana merece destaque por ter conseguido vitórias meritórias frente a Amanda Anisimova (39.ª) e Garbine Muguruza (12.ª), antes de cair frente a Iga Swiatek (15.ª), a atual campeã de Roland Garros, nos quartos de final.

Mais surpreendente foi o inesperado bom nível de Karolina Pliskova (9.ª). A antiga número um mundial, que estava a tentar um ano muito parco em resultados, mostrou, mais uma vez, que se sente muito bem na terra batida da capital italiana e conseguiu chegar, pelo terceiro ano consecutivo, à final do torneio, ao eliminar pelo caminho a talentosa Anastasija Sevastova (47.ª), a veterana Vera Zvonareva (113.ª), que tinha superado Petra Kvitova (10.ª) na ronda anterior, Jelena Ostapenko e Petra Martic (25.ª).

Estas últimas tenistas foram, a par de Cori Gauff, as grandes surpresas do torneio. Ostapenko foi responsável pela eliminação de Kerber e obrigou Pliskova a salvar match points num intenso duelo resolvido em três partidas nos quartos de final. Petra Martic não enfrentou nenhum grande nome do circuito até às meias-finais, mas a sua performance foi inesperada, uma vez que vinha de quatro derrotas consecutivas em encontros de estreia.

Por sua vez, a jovem norte-americana atingiu pela primeira vez as meias-finais de um WTA 1000 e de um torneio em terra batida, com uma vitória impressionante sobre Aryna Sabalenka (4.ª), recém-campeã de Madrid, e beneficiou depois da desistência de Barty. Tal como Svitolina, acabou derrotada pela polaca Swiatek, nas meias-finais, em apenas duas partidas.

Karolina Pliskova vs Iga Swiatek: Demonstração de força da jovem de 19 anos

Naquele que foi o primeiro embate as atuais ‘número um’ da República Checa e da Polónia, respetivamente, antevia-se um encontro interessante entre uma das mais credenciadas tenistas em atividade e vencedora do torneio em 2019, e uma das mais talentosas jogadoras da nova geração, que tem na terra batida os seus melhores resultados.

Apesar do melhor ranking e maior estatuto de Pliskova, os resultados de Swiatek no pó de tijolo na época transata e já nesta época davam-lhe algum favoritismo frente a uma tenista com mais dificuldades na adaptação do seu jogo à terra batida. Ainda assim, esta era a primeira final da polaca num torneio WTA 1000, pelo que havia a possibilidade de o nervosismo ser um fator importante a ter em conta ao longo do encontro.

Não foi isso que se verificou, contudo, uma vez que a número 15 do ranking entrou a todo o gás e quebrou, logo à primeira oportunidade, o serviço da checa. Pancadas fortes e profundas do fundo do court exploravam a menor capacidade de movimentação e cobertura do campo da antiga número um mundial. Em apenas dez minutos, Swiatek chegou ao 3-0, com dois jogos de serviço em branco.

Nem o serviço, a principal arma do jogo de Pliskova, esteve afinado durante o início do encontro. Várias duplas faltas permitiram à polaca novo break que praticamente sentenciou o primeiro parcial. Sem qualquer ponto cedido nos seus jogos de serviço e apenas quatro perdidos em todo o set, a jovem de 19 anos fechou, sem problemas, a primeira partida, com um esmagador 6-0, em apenas 19 minutos.

O segundo set começou da mesma forma e viu a número nove do mundo ceder o serviço com vários erros na segunda pancada e, eventualmente, com uma dupla falta. Ainda assim, aos 2-0, Pliskova teve as primeiras oportunidades no serviço de Swiatek, com dois pontos de break consecutivos, salvos de forma autoritária pela polaca para chegar ao 3-0.

Completamente subjugada pela sua adversária, o melhor que a tenista de 29 anos conseguiu foi tentar evitar o duplo 6-0. Teve várias oportunidades para o fazer, mas a polaca não ofereceu qualquer ponto à oponente e fechou mesmo o encontro, ao cabo de 46 minutos, por 6-0 e 6-0, numa exibição absolutamente imaculada.

Com esta vitória, Iga Swiatek vai estrear-se no Top 10 mundial, na décima posição, e conquista o seu terceiro troféu na carreira, enquanto Pliskova sobe um lugar no ranking e é agora a oitava da hierarquia.

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Marques dos Santos

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