A CRÓNICA: UM DÉRBI INVULGARMENTE DESEQUILIBRADO

No segundo capítulo do livro das meias-finais da Divisão de Elite do Campeonato Nacional de Voleibol, a ação mudou de cenário. Depois da vitória (2-3) do SL Benfica no Pavilhão João Rocha, foi a vez de o Sporting CP se deslocar ao Pavilhão n.º 2 da Luz. Este foi o terceiro dérbi na modalidade em menos de duas semanas.

As águias voaram para a vitória depois de um bom arranque. No decorrer do set inaugural, a equipa da casa criou uma vantagem confortável e conseguiu fechar o parcial com uma vantagem de nove pontos (25-16). Os leões, pelo contrário, cometeram alguns erros e, quando tentaram encurtar a desvantagem, já foi tarde demais.

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A fase inicial do segundo set parecia um seguimento do primeiro. O SL Benfica construiu um parcial de 5-0 e parecia confiante depois de uma série sem erros. Entretanto, durante os pontos seguintes, o Sporting CP reagiu e colou-se no marcador. No entanto, os vermelho e brancos voltaram a ligar o motor e arrancaram para o 2-0, com um parcial de 25-17.

Numa tentativa de relançar o encontro, os leões rugiram no terceiro set. Os erros não forçados dos comandados por Marcel Matz trouxeram a emoção prometida ao jogo. Porém, os encarnados voltaram à liderança e conseguiram fechar o jogo em apenas três sets. Ao contrário do que é normal, este foi um dérbi com pouca história.

As redes voltam a subir no próximo domingo, dia 21 de março, novamente no Pavilhão da Luz. Em caso de vitória, o SL Benfica garante um lugar na final da Divisão de Elite do Voleibol nacional. Os leões, por sua vez, para baterem as águias, precisam de vencer os próximos dois jogos e forçar a “negra”.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Bloco do SL Benfica – O sideout, o bloco e o serviço dos encarnados foram exemplares. Contra uma equipa do Sporting CP que dá sempre muito trabalho, os poucos erros foram fundamentais para uma vitória tão confortável como esta.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Exibição do Sporting CP – Depois da derrota do passado sábado, esperavam-se uns leões mais aguerridos. No entanto, a equipa comandada por Gersinho nunca conseguiu colocar gelo na superioridade encarnada.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A formação de Marcel Matz foi irrepreensível nos primeiros dois sets. Com poucos erros cometidos, o bloco e o serviço foram armas fundamentais para as vantagens confortáveis. Apesar de alguns erros não forçados no serviço durante o terceiro set, o embalo dos parciais anteriores pesou na recuperação que garantiu a segunda vitória na série.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Tiago Violas (7)

Theo Lopes (7)

Peter Wohlfahrtstätter (6)

Rapha (8)

Japa (7)

Ivo Casas (6)

Nuno Pinheiro (6)

Marc Honoré (7)

Hugo Gaspar (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os verde e brancos tiveram uma entrada em falso e nunca mais conseguiram acompanhar o ritmo do adversário. Com muitos serviços e bolas que embateram no bloco encarnado, foi cada vez mais difícil dar a volta ao resultado, que se revelou desnivelado.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

João Fidalgo (6)

Paulo Víctor (7)

Miguel Maia (5)

Dvoranen (6)

Renan Purificação (7)

Bruno Alves (6)

Vítor Hugo (8)

André Saliba (6)

Hélio Sanches (6)

Hugo Vinha (-)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola Na Rede

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