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13 Anos do imperial Estádio da Luz

Pedro Afonso · 4 min

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Foi a 25 de outubro de 2003 que se ergueu e inaugurou esta bela, monumental e magnífica estrutura de betão e metal. Em São Domingos de Benfica, o novo Estádio do Sport Lisboa e Benfica (nome oficial) ocupou o lugar do seu antecessor com a mesma denominação. Esta mítica obra de arquitetura faz este mês 13 anos de vida e vamos reviver os momentos com o popularmente chamado de Estádio da Luz.

Foi em 2002 que se iniciou a demolição do antigo estádio. Apesar de já não poder contar com algumas bancadas e de ter visto a sua capacidade diminuir dos 120.000 para os 50.000 o Benfica jogou em casa até à 26ª jornada do campeonato nacional de 2002/03. O último jogo frente ao Santa Clara dos Açores deu a vitória para os encarnados com golo de Simão Sabrosa, tendo assim uma honrada despedida. O estádio encheu pela última vez antes de dar lugar ao seu descendente.

Mas eis que surge a “Nova Catedral”. Um estádio mais moderno, mais pequeno, com melhores condições, mas sem nunca perder a identidade. As camadas de betão vistas por fora do estádio ganham ainda mais beleza quando se sabe o seu propósito: a lembrança do antigo palco do Benfica. O clube da Luz nunca quis perder as recordações do primeiro grande estádio da equipa e eternizou-as no novo.

A imperialidade do Estádio da Luz em pleno fim de tarde Fonte: SL Benfica
A imperialidade do Estádio da Luz em pleno fim de tarde
Fonte: SL Benfica 

À sua volta foi construída a Megastore do Clube e o museu Cosme Damião. Além disso, conta ainda com pavilhões para as modalidades e ainda um sintético para os escalões mais baixos do clube. Considerado um dos mais belos estádios de futebol do mundo, o Estádio da Luz tem grande renome pela Europa. O Estádio do Sport Lisboa e Benfica entrou logo na história europeia quando, antes de fazer um ano de existência, foi um dos palcos do campeonato europeu de futebol em 2004. Recebeu 3 jogos da fase de grupos, um dos quartos de final e ainda a trágica final que os gregos levaram a melhor contra o anfitrião Portugal.

Em 2007, a cerimónia das “Novas Sete Maravilhas do Mundo” deu-se no Estádio da Luz. Em 2010, viu e festejou quatro golos portugueses contra zero dos campeões do mundo (Espanha) num jogo amigável a celebrar a candidatura ibérica para o mundial de 2018-2022. A abertura do torneio iria ser feita nesse preciso estádio. Contudo, a candidatura não venceu. Dez anos após a final do Euro 2004, o Estádio da Luz volta a ser palco de uma final europeia. Desta feita, recebeu a primeira final da Liga dos Campeões em Portugal. Duas equipas espanholas, vindas da capital Madrid, disputaram o auge das equipas da Europa. No fim, história foi feita no estádio do Benfica. Um jogo até ao último dos 90 minutos. Já na compensação foi feito o empate que levou o jogo para prolongamento. Após 120 minutos o Real Madrid levantou o troféu pela décima vez.

Além disto tudo, o estádio viu o Benfica sagrar-se campeão nacional por 5 vezes, disputar grandes jogos europeus, garantir finais, golos fantásticos, lágrimas de alegria e tristeza, sorrisos, disputas, cânticos e centenas de jogadores diferentes a carregar em si o manto sagrado. Por eles, gritos foram libertados, lágrimas derramadas, abraços dados. Quando há lá jogo, uma enorme família se reúne para apoiar a equipa encarnada.

Não é por acaso que este monumento da história desportiva do país não passa ao lado dos turistas e para muitos faz parte do roteiro turístico. Nos jogos, vemos imensa gente que dedica 2 horas do seu tempo de turismo apenas para poder disfrutar de um jogo na Catedral encarnada. Os olhos notam-se maravilhados com todo aquele ambiente emblemático à volta de um clube e de um estádio. As fotografias nunca são esquecidas. Milhares de recordações são imortalizadas nas camaras e telemóveis de por quem lá passa e tem a oportunidade de estar na presença deste histórico edifício que embeleza a capital Lisboa.

Desde pequenino que passava pelo estádio e os olhos brilhavam. A primeira vez que fui ao estádio, vi o Benfica ganhar por uma bola a zero ao Anderlecht com golo do meu ídolo da altura, Simão Sabrosa. Fui o último a sair e saí a mandar beijos ao estádio mais bonito que já tive a oportunidade de meter os olhos em cima. Agora moro em Benfica, vejo-o todos os dias. Vou lá ver os jogos do meu clube. Sempre que o vejo aqueles arcos vermelhos, aquela sensação de alma benfiquista, toda uma nação reunida num pequeno espaço de terreno. Apesar de passar por ele todos os dias, o brilho nos olhos é sempre o mesmo e mantém-se como o de quando tinha apenas 9 anos e fui lá pela primeira vez.

Obrigado por todos os momentos.

Saudações Benfiquistas!

Pedro Afonso

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