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Qual destes 3 dragões achas que vai ser decisivo?
Avizinham-se dois Clássicos de final de ano que prometem ajudar a decidir muito do que será o futuro mais próximo de FC Porto e SL Benfica. Não estranhem, portanto, um recrudescimento do número de artigos incidentes no duplo confronto entre dragões e águias nos próximos dias. Este é, desde logo, um deles.
No caso, elencamos os três principais jogadores portistas que, pela sua valia e pelas necessidades atuais dos encarnados, encaixariam bem no plantel comandado por Jorge Jesus.
É preciso notar que a lista não esgota as possibilidades – haverá mais do que 3 dragões com capacidade para vingar na Luz, num hipotético cenário. Não é, igualmente, uma lista plenamente objetiva – poderiam estar aqui outros nomes.
Todavia, são estes os três eleitos. Vamos a isso.
3. Vitinha

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Wendell seria um bom suplente para Grimaldo – de resto, os encarnados estiveram mesmo na corrida pelo lateral brasileiro de 28 anos. Poderia, assim, estar nesta lista. Matheus
Uribe seria uma boa adição ao meio-campo das águias e também ele poderia estar aqui. O mesmo se aplica a Otávio. O problema nesses casos é o seguinte: não são o Vitinha e eu gosto mesmo do “puto”.
Era incapaz de fazer este top sem que nele incluísse o “20” de 21 anos dos dragões. Confesso que teria dificuldades em aceitar a materialização da sua contratação, pelo espaço que iria “furtar” a Paulo Bernardo. Não obstante, neste cenário hipotético e num “one game deal”, Vitinha seria muito bem-vindo ao setor intermédio do SL Benfica.
Faz tudo e faz tudo bem. E fá-lo com uma confiança e uma naturalidade anormais para um futebolista de tenra idade. Consegue ditar os ritmos de jogo, pensa com grande antecedência em relação aos outros e executa da melhor forma o que lhe vem à cabeça.
Com Weigl poderia ser muito do que é com Uribe e aportaria à equipa características diferentes das que João Mário (o de encarnado) aporta. Sobejaria uma dúvida: num jogo grande, da dimensão do Clássico, conseguiria ele dar-se ao jogo e ser a melhor versão de si mesmo? É que se é para isso mais vale ficar com João Mário.
2. Fábio Cardoso

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O SL Benfica quer um central e precisa de um central. É, pelo menos, essa a indicação que Jorge Jesus dá a quem está de fora com a utilização de André Almeida como central pela direita.
Pepe e Mbemba seriam as escolhas mais óbvias, mas a sua ligação (e sobretudo a do primeiro) ao FC Porto é demasiado profunda para que fizesse sentido para ambas as partes uma contratação de um deles pelo SL Benfica.
Fábio Cardoso não tem essa ligação e não tem o estatuto e a posição na hierarquia de centrais que os dois suprarreferidos têm. Além disso, é um central mais novo do que Pepe (38 anos), somando os mesmos 27 anos de Mbemba.
Na conversa entram também as suas características: é um central veloz e capaz de controlar a profundidade nas suas costas, tem um profundo conhecimento do futebol português, tem um forte jogo aéreo – ofensivo e defensivo -, tem traços de liderança e tem escola.
Escola de SL Benfica. Foram oito épocas e meia nos encarnados (de 2006 a 2014), um trajeto que começou nos sub-13 e acabou na equipa B. Faltou um patamar. Falta um patamar. Neste momento, dava jeito. Muito jeito.
1. Luis Díaz

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Está aqui porque é o melhor jogador do FC Porto neste momento. É provável que fosse difícil encaixá-lo com Darwin, uma vez que ambos praticam o seu melhor futebol quando pisam terrenos pela esquerda.
E a verdade é que Darwin não tem rendido muito no centro do ataque. Ainda assim, um trio de ataque com Rafa, Luis Díaz e Darwin poderia revelar-se temível.
Com 15 golos, três assistências e muito futebol, a época do colombiano tem sido de altíssimo nível. Muito do perigo que o FC Porto cria e muito do receio que os azuis-e-brancos incutem nos adversários prende-se de uma forma muito direta com o momento de forma do seu número “7” e com as barbaridades que o ala/extremo de 24 anos tem jogado.
Num cenário de troca a la NBA, esta seria a melhor jogada estratégica que os encarnados poderiam colocar em prática: ganhavam um grandíssimo jogador e um “desequilibrador” nato e ainda fragilizavam o adversário, privando-o da sua melhor arma. Quem seguiria em caminho inverso? Um redator do FC Porto haverá de dizer.
A verdade é que, eventuais alterações táticas à parte, Luis Díaz seria “o” jogador do FC Porto que qualquer benfiquista gostaria de ver de vermelho-e-branco.












