Publicidade

3 fragilidades do FC Porto que o SL Benfica pode aproveitar

Rui Alves Maria · 5 min

3 fragilidades SL Benfica abraçados no início do jogo contra o Famalicão
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Serão estas 3 fragilidades suficientes para uma vitória encarnada?

O day after do clássico da passada quinta-feira entre SL Benfica e FC Porto para a Taça de Portugal abriu ainda mais uma ferida difícil de sarar no clube encarnado, ao ponto de Jorge Jesus ter colocado o lugar à disposição, aceite pelo Presidente Rui Costa.

Uma situação, diga-se, que já se previa após a derrota no Dragão. Era apenas uma questão de tempo num mês decisivo para o clube lisboeta em todas as competições, já que ao mínimo desaire a corda podia partir-se.

Nesse encontro da prova rainha do futebol português, tudo correu mal ao SL Benfica que logo aos 30 segundos de jogo entrou a perder e a partir daí o conjunto da Luz nunca mais se encontrou.

Os encarnados nunca conseguiram ter o jogo na mão, até mesmo quando ficaram em superioridade numérica. Os dragões controlaram o jogo como bem lhes apeteceu e rubricaram uma boa exibição frente a uma equipa amorfa e sem ideias.

O SL Benfica encara agora o desafio do campeonato frente ao FC Porto como o tudo ou nada em relação ao objetivo principal desta época. Ou vence e continua na corrida pelo título, ou, em caso de derrota, ser campeão nacional já esta época começa a ser uma miragem.

E o embate desta noite não se adivinha nada fácil, ainda para mais sem poder contar com três jogadores fulcrais da equipa, como são os casos de Nicolás Otamendi, Alex Grimaldo e Darwin Núñez.

Baixas de peso que poderão dificultar a vida à formação encarnada mas já se sabe que no futebol não há impossíveis nem equipas imbatíveis e a mentalidade dos jogadores terá de ser completamente diferente do jogo da Taça.

A questão agora é saber se o novo treinador do SL Benfica, Nélson Veríssimo, irá manter a mesma tática de três centrais que Jorge Jesus implementou para esta temporada, ou então voltar a utilizar esquemas mais clássicos como o 4-4-2 ou o 4-3-3.

Uma coisa é certa, Veríssimo já terá a receita para tentar levar de vencida os dragões e de certeza que passou os últimos três dias a estudar bem o adversário, no sentido também de descobrir os seus pontos fracos.

Embora o FC Porto esteja a passar por uma boa fase, especialmente na defesa onde não sofre golos há cinco jogos para as competições internas, há sempre uma ou outra fragilidade que o SL Benfica pode explorar para o encontro de hoje. Vamos, de seguida, enumerar algumas delas.

3. Passes em profundidade

3 fragilidades FC Porto SL BenficaJulian Weigl tem estado em ótima forma, e poderá ser fulcral nesta nova oportunidade frente aos bávaros
Julian Weigl tem estado em ótima forma
Fonte; Carlos Silva/ Bola na Rede

Um dos golos anulados ao SL Benfica por fora de jogo no encontro da Taça de Portugal frente aos dragões, surgiu num passe em profundidade que isolou Darwin Núñez. O golo não contou, é certo, mas foi por muito pouco que não era validado, pois o avançado encarnado estava adiantado apenas quatro centímetros.

Jogar no limite do offside tem sempre os seus riscos e o FC Porto sabe disso, mesmo tendo na defesa alguns jogadores sem muita experiência em desafios com um elevado grau de dificuldade como este.

Resta à equipa encarnada insistir novamente nessa estratégia e tentar furar com êxito a muralha portista, com passes longos a desmarcar os seus avançados. Pois já diz o ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

2. A (possível) ausência de Pepe

3 fragilidades FC Porto SL Benfica
Apesar da idade, Pepe continua a ser uma peça fundamental na equipa portista Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

É um facto, o FC Porto não tem sofrido golos, Pepe não tem jogado devido a lesão e está em dúvida para o clássico. Mas o internacional português faz sempre muita falta, não só pelas suas qualidades individuais como jogador que dispensam apresentações, mas também pela experiência e voz de comando que tem nos dragões.

Fábio Cardoso tem sido o seu substituto no eixo da defesa e, apesar dos seus 27 anos, é um jogador que ainda não tem muita experiência em jogos desta dimensão, pelo que o SL Benfica poderá aproveitar para colocar mais peso dentro da grande área portista de modo a forçar o erro do defesa azul e branco que, curiosamente, foi formado no clube da Luz.

Essa situação não aconteceu no jogo da Taça, já que foi Darwin Núñez, um avançado mais móvel, o escolhido para o onze das águias. Com a ausência do uruguaio devido a lesão, abre-se a porta da titularidade para Roman Yaremchuk ou Haris Seferovic, avançados mais fixos dentro da área.

1. Menos poder de fogo

Evanilson marcou dois golos ao SL Benfica no jogo da Taça, foi expulso e o FC Porto ficou sem um dos seus melhores marcadores para o jogo desta noite. O jovem avançado brasileiro tem estado em bom plano e já fez o gosto ao pé por  oito vezes nos 20 jogos que realizou até agora.

Quem também vai falhar a partida de hoje é Luis Díaz, que testou positivo à Covid-19. O extremo colombiano é o melhor marcador da equipa e o jogador mais influente dos azuis e brancos esta temporada.

Duas (grandes) dores de cabeça para Sérgio Conceição resolver mas vai, em princípio, manter o seu esquema habitual de 4-4-2, com Toni Martínez a ser o provável companheiro de Mehdi Taremi na frente de ataque portista.

No entanto, se o técnico português entender que o avançado espanhol neste momento não é a melhor solução, até poderá optar por fazer alinhar de início apenas um avançado, sendo Taremi a primeira escolha.

Nesse caso, o SL Benfica até pode abdicar do sistema de três centrais e colocar mais um jogador na frente de ataque, aumentando assim a probabilidade de concretização.

Artigo redigido por Rui Maria

Rui Alves Maria

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.