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3 reforços ideais para o Benfica no mercado de inverno

Duarte Rêgo · 2 min

José Mourinho Benfica
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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O mercado de janeiro já está aberto e José Mourinho procura agora algumas soluções para ajustar o Benfica às suas ideias de jogo e questões táticas, uma vez que o treinador português chegou com a época já em andamento e não teve a oportunidade de escolher o plantel.

Com a janela de janeiro, tem agora a possibilidade de fazer algumas alterações, tendo já recebido Sidny Cabral.

1.

Arseniy Batagov (Trabzonspor) – É o dossier mais complexo e dispendioso, mas a possível saída de Nicolás Otamendi, no fim da temporada, torna-o prioritário. O Benfica carece de um defesa central canhoto com capacidade de construção. Arseniy Batagov destaca-se não apenas como defensor, mas como um construtor de jogo recuado. A sua qualidade no passe longo encaixa na filosofia de José Mourinho de explorar a profundidade rapidamente. Sendo canhoto, oferece uma fluidez na saída de bola pela esquerda que nem Nicolás Otamendi (destro adaptado), nem os restantes defesas garantem. A ligação ao empresário de Georgiy Sudakov pode ser importante para desbloquear uma possível negociação.

2.

Uefa Champions League: S.L.Benfica vs Nápoles
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Lorenzo Lucca (Nápoles) – O ataque do Benfica vive da mobilidade de Vangelis Pavlidis, mas o plantel revela-se curto quando é necessário ´chuveirinho´ ou presença física na área contra blocos baixos em jogos da Primeira Liga. Com 2,01 metros, o internacional italiano é uma torre. Oferece um domínio do jogo aéreo inexistente no atual plantel, sendo a arma ideal para desbloquear jogos através de cruzamentos laterais ou bolas paradas ofensivas. O jogador procura também manter-se nas opções da seleção italiana. Um empréstimo com opção de compra seria a solução financeiramente responsável, permitindo ao Benfica adicionar uma variante tática de peso sem comprometer o orçamento de transferências definitivo.

3.

Mika Godts (Ajax) – Com Dodi Lukebakio perto de voltar de lesão, o Benfica precisa de um desequilibrador equivalente no corredor esquerdo. Andreas Schjelderup estagnou e o jovem belga do Ajax é a peça que equilibra o tabuleiro. Mika Godts é um extremo de pé trocado (destro na esquerda). Isto permite replicar na esquerda a dinâmica que o Benfica já tem na direita, receber aberto, encarar o defesa lateral e fletir para dentro para rematar ou assistir. Ao contrário de extremos que procuram a linha de fundo, Mika Godts procura a baliza. Tem uma capacidade de drible curto em espaços reduzidos e uma facilidade de remate e assistência que fazem dele o parceiro ideal para um ataque móvel. É a oportunidade de mercado de um Ajax em crise, trazendo irreverência e golo para a ala esquerda.

Duarte Rêgo

Redação Bola na Rede · ver artigos