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Os 5 melhores momentos de Pizzi de vermelho e branco

Daniel Oliveira · 4 min

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Luís Miguel Afonso Fernandes. O 21 do Sport Lisboa e Benfica. Pizzi no mundo do futebol.

Da Covilhã a Paços de Ferreira, de Braga para Espanha com passagem pelo Club Atlético de Madrid, RC Deportivo da Coruña e RCD Espanyol de Barcelona. E, finalmente, para o SL Benfica.

Foi construindo o seu legado no Estádio da Luz passo a passo. Do banco para o relvado, da direita para o centro e de volta à direita. Apoiado e apoiando jogadores como Lima, Nico Gaitán, Mitroglou, Seferovic, Rafa e o genial Jonas. Agora, sem o craque brasileiro nos relvados da Luz, Pizzi tornou-se o nome maior do actual Sport Lisboa e Benfica.

A época 2019-20 está a confirmar-se como aquela em que mais decisivo se tornou. São 25 jogos oficiais com 19 golos marcados e 10 assistências concedidas. E o seu futebol é muito mais que estes números… Um verdadeiro playmaker.

Assim, inspirado pelo grande golo concretizado na Taça de Portugal contra o SC Braga, nada mais justo que aproveitar esta pausa de inverno para destacar aquilo que Pizzi tem dado ao jogo do Benfica com um top 5 dos seus melhores momentos de águia ao peito.

Entre tantos momentos – vários de enorme classe, como a assistência para Rafa no golo da vitória no Dragão na época transacta – optei por destacar os seguintes:

5.

Fonte: SL Benfica

Golo frente ao Rio Ave FC em 2016/2017 – Em Dezembro de 2016 o Benfica recebeu o Rio Ave na sua caminhada para o tetra. Nesse jogo, Pizzi decidiu dar lustro à sua chuteira. Já depois de ter colocado a bola no pé do Mitroglou para este abrir o marcador, o transmontano dos encarnados arrancou a 40 metros da baliza, com um movimento subtil e uma mudança de velocidade saiu do meio de três adversários, à entrada da área tabelou com Rafa e, com uma simulação, quebrou o último adversário e por fim picou a bola sobre o guarda-redes. Um golo para se ver e rever num loop incansável. Um golaço.

4. 

Fonte: SL Benfica

Supertaça Chapa Pizzi – Um troféu de arranque de época, um derby efervescente e um playmaker a abrir caminho para uma goleada histórica. No registo do jogo ficam só dois golos e uma assistência, mas a influência de Pizzi vai muito além. O 5-0 final não espelha as dificuldades dos encarnados até perto do descanso. Já sem Jonas, valeu ainda por lá andar Pizzi. Já perto do intervalo, rasgou o jogo com um passe a isolar Rafa para o 1-0, quebrando assim por completo o rival de Lisboa. No segundo tempo, resolveu em definitivo o troféu, concretizando o 2-0 a passe de Rafa e, mais à frente, com toda a classe que já lhe é característica, com uma recepção orientada, retirou Neto da jogada e colocou a bola nas redes para o 4-0. Superlativo.

3.

Fonte: SL Benfica

De primeira para o sonho da Champions – Já este ano, e após um péssimo arranque na Liga dos Campeões, o Sport Lisboa e Benfica recebeu o O. Lyon com obrigação de ganhar. Quando tudo parecia encaminhado para mais uma noite europeia depressiva em pleno Estádio da Luz, eis que, aos 85 minutos, aparece Pizzi com toda a classe, a aproveitar um erro do guardião Anthony Lopes. É que se, aos 84′, já tinha enviado uma bola ao poste, um minuto depois o 21 do Benfica não perdoou. De primeira, e a mais de 40 metros da baliza, relançou o sonho milionário e europeu na Luz. Uma finalização de categoria, para um golo crucial para a época encarnada. Um vendedor de sonhos.

2.

Fonte: SL Benfica

Hat-trick para a Reconquista – A época 2018-19 arrancou envolta em desconfiança pela perda da possibilidade de alcançar o Penta três meses antes. O Sport Lisboa e Benfica recebeu o Vitória SC e, aos 38 minutos, já os encarnados venciam por 3-0. Pizzi, Pizzi e Pizzi. Hat-trick. O seu primeiro hat-trick ao serviço do Benfica. O jogo iria terminar 3-2, mas para a história ficaram três pontos e três golos do decisivo Pizzi. Foi o arranque para a Reconquista, pautado pelo pé transmontano do playmaker encarnado. À entrada da área parece FIFA, com o R2 pressionado e a bola sempre colocada junto ao poste. Reconquistador.

1.

Fonte: SL Benfica

Superchapéu Cândido Oliveira – Em Agosto de 2016, o Sport Lisboa e Benfica conquistou mais uma Supertaça, mas num enganador 3-0 frente ao Sporting Clube de Braga. A perder por 1-0, os arsenalistas foram cheirando o empate e, quando os adeptos encarnados já iam roendo as unhas de nervosismo, apareceram os craques a brindar as bancadas com toda a sua classe e a garantir mais uma taça para o palmarés do Benfica. Jogo tremido e a caminhar para o fim, minuto 74 e Jonas recebe a bola, pica sobre o defesa adversário em direcção ao pé direito de Pizzi; o 21 domina a bola enquanto temporiza para, com um segundo toque, isolar Jonas frente ao guardião do Braga. E, dos génios, nasceu o 2-0. Mas o toque de classe a assistir Jonas não foi suficiente para satisfazer Pizzi. E assim, aos 92 minutos, de fora da área, decide picar a bola sobre toda a área arsenalista, sobre o guardião e sobre o central que se encontrava em cima da linha de golo. Um chapéu de tirar o chapéu ao Luís Miguel. Pizzi adornou a cereja no topo de mais uma conquista. Magistral.

Foto de capa: Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

Daniel Oliveira

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