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Com a época a uma jornada de terminar e com o título de campeão nacional entregue ao FC Porto, é importante meter a mão na consciência e refletir sobre o que, dentro da nossa esfera, correu mal. Muitos acusam os árbitros, outros dizem ter sido falta de sorte, porém a verdade é que, ao longo desta época, muitos foram os fatores que fizeram a “missão penta” falhar. Hoje falamos dos que, a meu ver, foram os 5 principais.
5.

Medo de ganhar frente aos rivais – Os fracos resultados frente aos rivais foi um dos principais fatores que fez o SL Benfica perder a corrida ao penta. Apesar da nossa caminhada ter sido feita um bocado aos “trambolhões”, a verdade é que tivemos bastante perto do 37 mas, no momento da verdade, isto é, no momento em que tivemos a oportunidade de encostar o FC Porto à box, falhámos! Falhámos também logo na primeira volta do campeonato, ao empatar frente ao FC porto e ao Sporting CP em casa por uma bola, assim como voltámos a falhar no passado fim de semana no jogo em Alvalade, não conseguindo melhor que um empate sem golos, que nos afastou também do segundo lugar. Nestes jogos faltou muita coisa, mas se houve coisa que não faltou ao SL Benfica foi medo de ganhar, deixando todo o mundo benfiquista num estado de frustração tremendo.
4.

Fator Pizzi – Um verdadeiro ferrari não seria um verdadeiro ferrari sem o seu motor. Na época do Tetra, Pizzi foi o motor (e que motor!) que nos ajudou a alcançar o 36º campeonato. Esta época o motor parece ter gripado. Vimos um Pizzi aquém do esperado, muito apagado e com uma baixa taxa de sucesso nas construções de jogo, chegando inclusive a ser substituído temporariamente por Krovinovic que, após a sua lesão, deixou de novo o lugar disponível para Pizzi, que regressou deste modo ao 11 inicial. A sua falta de garra, eficácia e destreza fizeram todos nós sentir falta do Pizzi que, na época passada, arrecadou várias vezes o título de Melhor Jogador em Campo. Foi uma das peças que faltou a este Benfica que andou bastantes vezes perdido no meio campo.
3.

“Jogos à Benfica”- É impossível não sentir falta dos típicos “jogos à Benfica” como sentimos falta do dinheiro que gastámos no final do mês. Habituámo-nos, época após época, a vibrar com jogadas perfeitas, passes de fazer qualquer um meter-se de pé e golos que faziam até o mais sério ir à loucura. Porém, esta época, apenas conseguimos ver apenas um vislumbre ou outro desses fervorosos “minutos à Benfica” que tanto fazem parte do nosso ADN. Em vez disso, vimos muitas vezes uma equipa desinspirada, que não conseguia ser criativa e que muitas vezes se mostrou desmotivada frente às adversidades. Faltou o ‘clique’ que nos fazia tão únicos e tão temidos pelos rivais.
2.

Decisões (muito) duvidosas do treinador Rui Vitória – É verdade que, caso tivéssemos ganho o penta, Rui Vitória teria sido visto como um herói! Mas com ou sem penta, muitas foram as decisões feitas pelo treinador das águias que deixaram todos nós à beira de um ataque de ansiedade. Manter Rafa Silva, Zivkovic e Krovinovic “na bancada” no início da época talvez tenha sido a verdadeira razão para termos começado tão mal. Mais desesperante ainda foi assistir, como já referi, à pouca vontade de vencer frente aos rivais diretos, tendo optado por jogar em todos os confrontos “à sombra da bananeira”. Todos nós queríamos o nosso Benfica de volta, mas víamos o nosso treinador sem alternativas e sem condições de apresentar um plano B coeso o suficiente para nos fazer acreditar no penta. O excesso de dependência de Jonas foi também um dos erros mais apontados a Rui Vitória que, muitas vezes, fez girar todas as suas decisões em volta do ponta de lança brasileiro. Será preciso fazer bem melhor na próxima época.
1.

Falta de investimento no plantel – O principal “calcanhar de Aquiles” do Benfica esta época. Com a saída de jogadores como Nélson Semedo, Lindelof e Ederson, seria de esperar contratações que mantivessem o nível competitivo do plantel. Não aconteceu! Svilar e Bruno Varela não inspiraram confiança na baliza e Gabriel Barbosa, apesar de ter feito um golo a contar para a Taça de Portugal, não fez, de todo, jus ao rótulo de estrela que trouxe consigo. Douglas, suposto substituto de Nélson Semedo, revelou ser um verdadeiro ‘flop’, assim como Seferovic, que apenas se destacou no início da época, talvez também por culpa de Rui Vitória que o encostou à box. Apenas Krovinovic, o croata que veio do Rio Ave, encaixou no plantel das águias como uma luva, tendo feito a diferença em diversas ocasiões e tendo deixado a equipa novamente desnorteada após a sua lesão. No que à formação do Benfica diz respeito, apenas vimos atuar no planetel principal Rúben Dias, apesar de todas as promessas feitas pelos dirigentes do clube no que toca a apostas na formação. A falta de investimento em jogadores deixou o Benfica sem alternativas de peso no banco, ficando apenas a contar com ‘desenrasques’ em caso de lesões ou expulsões, o que muitas vezes acabou por suceder.
Foto de Capa: SL Benfica













