sl benfica cabeçalho 1Duplas. Há um longo historial de duplas funcionais como Bonnie e Clyde, Marge e Homer, Peter e Lois. Detectam um padrão? Todas estas duplas, fazendo mais ou menos bem, são duplas de romance. Trabalham juntos, amam-se (peço desculpa Gustavo Santos), crescem em prol do que o outro faz e ajudam-se um ao outro. Isto é o que falta à defesa do Benfica, uma dupla de centrais apaixonada.

Não estou com isto a sugerir uma espécie de Brokeback Mountain em pleno Estádio da Luz. Era só feio, demasiado público e podia trazer mais problemas do que os que já temos. Apenas apelo a um consenso. O chegar de um acordo entre duas partes, duas pessoas, que se entendem, que trabalham juntas, partilham experiências e que fazem o resto funcionar.

É tudo aquilo que se deve pedir a uma dupla de centrais, para além do óbvio talento. Em matéria de talento apresento a minha primeira proposta para a dupla, Rúben Dias. Jovem que começou a emergir na equipa principal este ano até se ter lesionado o que levou ao regresso da velha dupla Luisão/Jardel.

Não me interpretem mal, acho que Luisão e Jardel, no seu tempo, foram uma dupla bastante completa e com devido uso. Acontece que nesta altura é preciso algo mais e melhor. Rúben Dias já é visto por alguns adeptos encarnados como o futuro líder da equipa.

Rúben Dias é a primeira opção para fazer parte da dupla de centrais perfeita Fonte: SL Benfica
Rúben Dias é a primeira opção para fazer parte da dupla de centrais perfeita
Fonte: SL Benfica

A braçadeira, num cenário hipotético, assenta-lhe bem. Se juntarmos esse tal espirito de liderança, ao talento, à qualidade, ao saber sair a jogar, coisa que nenhum outro central do plantel do Benfica consegue fazer e a confiança temos central para durar muitos anos ou sair daqui a 3 anos por 20 milhões em mais um episódio do: “Jorge Mendes Negoceia”

O que leva à outra parte desta parceria, um reforço. Temos de ser honesto, o Benfica precisa de ir às compras. Precisamos de um guarda-redes, apesar da chegada do tal miúdo alemão em Janeiro, de um lateral-direito, de dois médios, de um extremo-direito como deve ser, que se lixe o Salvio, de um atacante em melhor forma do que Jonas, tudo bem que são 17 golos mas metade foram de penalty, e de um defesa-central.

A meu ver é por este defesa central que passa a existência de uma nova parelha defensiva no Benfica. É ter Rúben Dias e mais um, na ordem dos 4/5 milhões de euros, dado o reduzido orçamento de 20 milhões dados por Vieira para gastar em reforços, que passa a construção de uma nova equipa e de uma nova defesa.

Bem sei que 20 milhões soa a pouco, mas isso vão ser núpcias para uma crónica em Janeiro quando já existirem nomes em cima da mesa e negócios fechados. Já agora, se der para vender o Rafa, o Gabigol, o Douglas, o Salvio e um ponta de lança, seja Jiménez ou Seferovic, melhor. Ah, e o Vitória.

Foto de Capa: SL Benfica

Comentários

Artigo anterior120s de Bola #112 – Antevisão ao Arsenal FC – Liverpool FC
Próximo artigoSC Covilhã 3-0 Gil Vicente FC: Domínio covilhanense traduz-se no resultado
João Valente é um apaixonado pela arte do futebol. Nascido e criado durante boa parte do tempo em Lisboa, começou a seguir este desporto com uns tenros quatro anos e, desde então, tem sido um namoro interminável. É benfiquista de gema – mas não um que só vê Benfica à frente! É alguém que sabe ser justo quer o Benfica ganhe ou perca e que está cá para salientar os porquês, na sua opinião, dos resultados. Como adepto de futebol que é não segue só a atualidade do futebol português; faz questão também de acompanhar a par e passo o que de mais importante acontece nos principais campeonatos. A conjugar com o seu interesse pelo futebol, e pela malha, desporto que descobriu porque o seu avô era campeão lá na rua, veio a escrita, forma que encontra de expor os seus pensamentos na esperança de um dia se tornar num grande jornalista de desporto, algo que dificilmente acontecerá mas, tudo bem, ele um dia há-de perceber isso.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.