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A final de Braga

Alberto Conceição · 2 min

A final de Braga

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Quase como se de uma sina se tratasse, depois da derrota no Dragão e com a recta final do campeonato à vista, o Benfica tem necessariamente que estar a “dar as últimas” e a pôr termo a uma campanha louvável que vai ter que terminar, também de forma inevitável e necessária, com um descalabro no final da época. Não, ninguém encomendou esta novela ao Tozé Martinho.

Não é, de facto, remoto pensar que, à excepção da deslocação ao Dragão na última jornada, este jogo diante do Braga se assemelha o mais difícil para a equipa encarnada até ao fim do campeonato. Ainda assim, esta é uma leitura que não gosto nunca de fazer: quem diria que o Benfica iria ceder pontos ao Arouca em casa?; e as sofridas vitórias frente ao Olhanense e frente ao V. Setúbal (neste último que foi, possivelmente, o pior jogo do Benfica esta época)? Não vai o Benfica ainda a Arouca? Não vai o Benfica receber o V. Setúbal e o Olhanense naqueles em que alguns já dizem ser os jogos do título? Se há coisa que não há no futebol é linearidade e é sempre mais cauteloso e consciente aquele que pensar assim. No entanto, para além daquilo que é a “matemática da bola” ou as novelas que se possam escrever em relação ao futuro do Benfica, o jogo de Braga tem, de facto, a sua importância.

Na primeira volta as águias ganharam por 1-0 em casa Fonte: O Jogo
Na primeira volta as águias ganharam por 1-0 em casa
Fonte: O Jogo

Por um lado, é importante garantir que depois das casas que houve frente ao Estoril e à Académica, a Luz não mais se volte a despir até ao fim da temporada. Por outro, é inegável considerar que o conforto pontual do campeonato permite pensar as restantes competições com outra margem e com outra ponderação. Assim, o jogo frente a um Sporting de Braga que não é dos melhores das últimas temporadas – e que se vai apresentar desfalcado (nota para as ausências de Alan, Custódio e Nuno André Coelho) – é uma importante barreira a ultrapassar, assim como é a de ultrapassar todos os demais jogos. A filosofia de que o próximo jogo é sempre o mais importante deve imperar para que as aspirações benfiquistas não se esgotem antes de serem efectivamente alcançadas. O Benfica tem equipa, sistemas e soluções para vencer o jogo em Braga e geri-lo com qualidade e não acredito que a derrota no Dragão ou esta pressão para o jogo de domingo entre no balneário. Numa equipa como o Benfica, não pode sequer entrar.

Como diz um benfiquista e meu companheiro: “Uma época com o campeonato ganho nunca é uma má época”. Fora de “abracinhos” no Dragão e de polémicas baratas – também podia aproveitar este artigo para falar sobre a nomeação do árbitro –, quero acreditar, como já aqui referi, que Jesus sabe quais são as suas prioridades e que por isso mesmo prepara a sua equipa nesse sentido. Se assim será ou não, cá estaremos para ver.

Alberto Conceição

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