Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

A hora de Morato | SL Benfica

Tiago Serrano · 2 min

Morato tem mostrado segurança na defesa encarnada
Foto: Carlos Silva/ Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Um dos jogadores do SL Benfica em destaque nesta fase inicial da temporada tem sido o defesa-central, de 20 anos, Morato.

O brasileiro, que foi contratado no Verão de 2019 ao São Paulo FC a troco de seis milhões de euros, teve uma ou outra oportunidade na equipa principal nos primeiros dois anos de águia ao peito. No entanto, jogaria essencialmente pela equipa B, tendo também jogado pelos juniores na Youth League.

No entanto, o internacional sub-20 pela canarinha parece ter conquistado a confiança de Jorge Jesus na resta final da temporada passada, tendo inclusive sido titular na final da Taça de Portugal, contra o Sporting Clube de Braga, tendo agora aproveitado a lesão de Vertonghen para agarrar um lugar em definitivo na equipa principal.

A verdade é que, desde que o vi jogar pela primeira vez, percebi que estava ali um jogador com bastantes potencialidades, que estava um nível acima dos outros centrais da sua idade, tanto do ponto de vista físico, como do ponto de vista técnico.

Morato tem mostrado segurança na defesa encarnada
Morato tem mostrado segurança na defesa encarnada.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, como é típico de um defesa vindo do futebol sul-americano, apresentava claras lacunas a nível do controlo de profundidade e do posicionamento em organização defensiva. Aspetos em que ainda não está no ponto, mas onde só poderá evoluir jogando regularmente a um nível competitivo.

Neste momento, parece que o central brasileiro já convenceu Jorge Jesus e tem tudo para vir a ser uma opção regular na equipa principal nesta temporada, devido ao sistema de três centrais, bem como às idades avançadas de Vertonghen e Otamendi, não descartando que haverá possibilidade de jogar pela equipa B quando não for opção para a equipa principal, visto que, na sua idade, o mais importante é jogar.

Muita gente questionou os seis milhões de euros que o SL Benfica pagou há duas épocas por um jogador de 18 anos que ainda não tinha competido a nível sénior. Agora, o jogador começou a justificar o investimento feito e tem tudo para poder tornar-se num dos maiores ativos do SL Benfica a curto/médio prazo.

Dando continuidade à sua utilização e ao seu desenvolvimento enquanto jogador, Morato terá tudo para se tornar num defesa-central de topo, chegar à seleção brasileira e render muito dinheiro aos cofres do clube encarnado.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.