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Há muitas épocas que o Benfica tem vindo a jogar com a posição 8 e talvez este seja o ano em que há uma maior oferta de jogadores com diferentes características.

Começando pelo nosso “Zidane”, o camisola 21, Pizzi, é sem dúvida um dos elementos mais importantes do 11 e oferece ao jogo uma qualidade que o destaque dos seus colegas. A visão de jogo, a técnica e os passes a rasgar, principalmente, para as alas, mostrar que Pizzi pode, muito em breve, ser alvo dos milhões do estrangeiro. Já com 27 anos, se ambiciona voos mais altos, está na hora de dizer adeus e distribuir todo o seu talento por outros estádios. A sua já vasta experiência fazem dele uma opção também para as alas do Benfica; um fenómeno muito frequente na estratégia de Rui Vitória.

Krovinovic ainda não se viu esta época. O médio que chegou do Rio Ave aterrou em Lisboa e sofreu cedo uma lesão que o afastou até da preparação para a época. As suas características de posição 10 fazem acreditar que pode pecar defensivamente se for utilizado na posição 8. Contudo é um croata que tenho bastantes esperanças e que pode, a médio longo prazo, ser uma alternativa para Pizzi no 11 da Luz.

André Horta desapareceu do mapa. Alguém sabe dele? Chegou, mostrou futebol, foi desaparecimento e agora até parece estar a procurar um clube que lhe dê os minutos que pretende. No Vitoria era um 10 e adaptou-se muitíssimo bem ao esquema do Benfica, tendo até cumprido com às ordens de Rui Vitoria, quando pede que os médios joguem lado a lado. A sua situação no Benfica é claramente uma incógnita para todos os adeptos e com tantas alternativas é preciso que André Horta mostre trabalho para ganhar a corrida aos colegas de trabalho.

Chrien estreou-se oficialmente na última partida para a liga e mostrou muito pouco futebol. A juntar ao pouco futebol também se notou um nervosismo em lances mais rápidos. Parece-me que precisa de um empréstimo ou umas “férias” na equipa B com o objectivo de crescer individualmente para no futuro chegar aos seniores da Luz com uma maior qualidade.

Filipe Augusto é para mim um 6 mas tendo em conta que já foi muitas vezes usado a 8, vejo-me obrigado a falar dele. O Filipe é um caso claro para mim: não serve para a posição 6 e dá-me alguma tranquilidade se jogar a 8. Ponto. Tem consigo melhores características defensivas do que ofensivas e mostrou, na última partida, um bom trabalho a substituir Fejsa. Caso não queira jogar nesta posição tem um remédio santo, ser vendido.

A posição 8 pode ainda contar com um nome que, a meu ver, oferece qualidade para essa posição: João Carvalho. O 10 e extremo da formação encarnada pode facilmente ser adaptado a uma posição mais recuada e ser a próxima pérola do Seixal a ser lançada na Luz.









