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À data de junho de 2015, desde 2005, tinham sido contratados 18 – leu bem, dezoito – laterais esquerdos para o Benfica. Vamos tentar fazer um pequeno apanhado ao que se passou nesta posição que tem sido “negra” para quem veste de vermelho e branco ao longo destes anos.

Primeiro havia Léo, o brasileiro que vincou a sua presença regular como defesa esquerdo até ao inverno do ano em que Jorge Jesus tomou o comando da equipa técnica encarnada. Ao longo desses três anos de Léo na esquerda, houve Sepsi, Miguelito ou Jorge Ribeiro, mas nenhum que deixasse alguma recordação duradoura na memória dos benfiquistas. Porém, foi este último que jogou com maior frequência na última temporada de Léo. Além disso, também David Luiz foi “forçado” a adaptar-se à posição na esperança de que saísse dali a solução para a posição maldita.

Com Jorge Jesus no comando, Jorge Ribeiro era o detentor do lugar, mas dois novos jogadores vieram para competir pela posição: César Peixoto e Shaffer. No entanto, não foi nenhum destes a brilhar no lado esquerdo da defesa. O português ainda jogou a meio campo, enquanto que Shaffer pouco se viu em campo pois foi emprestado em janeiro. Na verdade, foi o jovem extremo, Fábio Coentrão, que, adaptado ao lugar vazio, fez a delícia em campo do treinador e dos adeptos. Com a ajuda do português, nessa temporada o Benfica ergueu o troféu da Primeira Liga.

Foi com Coentrão que o lugar amaldiçoado escondeu a sua maldição, mas a saída do português para o Real Madrid veio ressuscita-la. Vieram Carole, Capdevila, Luís Martins e Émerson – e quem não se lembra deste último?

O brasileiro mostrou-se ser a grande aposta nessa temporada, deixando no banco um campeão mundial por Espanha. Mesmo sofrendo a irritação dos adeptos, assobios e resmungões, Jorge Jesus manteve-se fiel à sua teimosia – quase tão grande quanto o seu ego – e fez o brasileiro jogar a grande parte das partidas disputadas pelos encarnados.

No ano seguinte, o extremo paraguaio, Melgarejo, foi o ‘novo Coentrão’ ao ser adaptado a defesa esquerdo ao longo da temporada inteira. O jovem não cumpria mal as suas funções, mas a comparação ao português doía e a cada momento que se notava a falta de um lateral esquerdo de maior qualidade, as mãos iam à cabeça.

Siqueira deixou saudades aos adeptos da Luz
Fonte: SL Benfica

Foi em 2013/14 que Bruno Cortez aterrou em Portugal, rotulado como o melhor defesa do campeonato brasileiro dois anos antes, mas logo se viu que entre ele e o Benfica não ia funcionar. Com a saída de Melgarejo para a Rússia, os encarnados não tinham lateral esquerdo acertado, mas a salvação veio com o nome de Siqueira.

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