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O dilema das guarda-redes no futebol feminino | SL Benfica

Tiago Serrano · 2 min

Katelin Talbert num jogo entre o SL Benfica e o Sporting CP.
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Benfica

Na equipa de futebol feminina do Sport Lisboa e Benfica, uma das posições onde é quase consensual que é necessário reforçar é a baliza.

Na minha opinião pessoal, tanto a internacional portuguesa Rute Costa como a norte-americana Katelin Talbert são das melhores guarda-redes a nível nacional, mas ambas são muito curtas para um contexto internacional ao mais alto nível. Ou seja, se o Benfica quiser ser mais competitivo na Champions, precisa de uma guarda-redes de maior qualidade.

No entanto, essa busca pode ser mais complicada do que parece. Quem costuma acompanhar futebol feminino sabe que, mesmo em jogos ao mais alto nível, é bastante frequente ver golos onde as guarda-redes ficam muito mal na fotografia. Dentro do pouco que eu acompanho de futebol feminino, eu diria que existem duas principais causas para isto acontecer:

A primeira causa é o facto de que a meu entender, as balizas são demasiado grandes para as mulheres. Quando se avalia uma guarda-redes feminina, é preciso entender que as mulheres não possuem as mesmas características fisiológicas que os homens: altura, impulsão, agilidade, elasticidade, etc. Isto significa que as mulheres podem sofrer golos em lances que um homem defenderia com relativa facilidade.

A segunda causa, é que se por um lado, há golos que as mulheres sofrem em lances onde são claramente desfavorecidas, há outros golos que as mulheres sofrem porque cometem falhas de abordagem clamorosas. Mas afinal de contas, porque é que isto acontece?

A meu entender, eu creio que a posição de guarda-redes é aquela que no futebol feminino, tem uma formação mais atrasada e menos desenvolvida. Em grande parte dos países (com excepção de alguns que possuem uma tradição mais antiga no futebol feminino), o trabalho específico de guarda-redes ainda é uma coisa relativamente recente no futebol feminino.

Embora não esteja por dentro dessa situação, acredito plenamente que muitas das guarda-redes que competem actualmente ao mais alto nível, não devem ter feito específico na formação. E isso faz com que estas não adquirissem os princípios básicos de jogo na posição.

O portal desportivo Soccerdonna tem apontado Katelin Talbert a clubes estrangeiros. E em contrapartida, tem associado ao Benfica a guarda-redes alemã Lena Pauels, guarda-redes do Werder Bremen, internacional pelas selecções jovens da Alemanha.

Desconhecendo completamente o seu valor como guarda-redes, é uma aposta que caso de confirme, me deixa agradado pelo único e simples motivo de vir de um país que é uma das principais escolas no futebol feminino e que formou algumas das melhores guarda-redes do mundo.

E isso leva-me a acreditar que ela possa ter tido uma formação mais desenvolvida e que tenha adquiridos os princípios básicos de jogo, que podem servir de base para possa ser trabalhada e desenvolvida por cá.

Tiago Serrano

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