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Foi sob o fundo verde da mata do Jamor que o azul e o encarnado se fundiram nas bancadas do Estádio Nacional, o mais antigo de Portugal.

Belenenses SAD e SL Benfica partiam para este encontro embalados pelos resultados positivos da primeira ronda da Liga NOS, na qual os azuis do Restelo viajaram até Portimão para resgatarem um ponto com sabor a Dom Rodrigo e os homens da Luz aplicaram uma manita aos recém-promovidos Paços de Ferreira.

O relvado, abundantemente regado antes do apito inicial, foi o mote para a mota de Rafa ligar-se logo nos primeiros minutos do encontro, com Koffi a tirar o pão da boca ao extremo do Benfica. Minutos depois, foi a vez de Raúl de Tomás ter visto negado os seus intentos pelo elástico guarda-redes do Burkina Faso emprestado pelo LOSC Lille; na sequência deste lance, Seferovic fez o mais difícil e falhou à boca da baliza aquele que seria o primeiro golo do encontro.

O Belenenses SAD iam sentindo-se confortáveis com bola, recuperando-a cada vez mais à frente do terreno, fruto da pressão alta imposta por Jorge Silas.

À passagem dos vinte minutos, o espanhol de ascendência dominicana ligou o ambientador e cheirou a golo no Estádio Nacional: diagonal de Rafa pela direita e Raúl, de primeira, atirou a centímetros do poste esquerdo de Koffi.

Com dificuldades em assentar o seu jogo mais apoiado, o SL Benfica ia apostando nas transições ofensivas, explorando da melhor maneira o espaço entre o setor avançado e intermédio da turma do Restelo.

As limitações ofensivas de David Tavares iam condicionando a asa direita da águia, o que obrigava os encarnados a dependerem quase exclusivamente da individualidade de Rafa, ainda que a espaços Ferro tentasse através de passes verticais que rompiam as linhas azuis lançar as transições.

Mas quem com ferros mata, com ferros morre e o Belenenses por pouco não saíram em vantagem para o intervalo: Kikas, o ponta da lança que os azuis seguravam para ferir a defensiva encarnada, recebeu no peito uma bola lançada nas costas da defensiva encarnada e só não contrariou a previsão do nulo ao intervalo porque Vlachodimos travou aquela que seria a odisseia do avançado azul. O jogo esteve equilibrado durante a primeira parte.

O jogo na primeira parte foi muito equilibrado e houve oportunidade de perigo para ambos os lados
Fonte: Carlos Silva/ Bola Na Rede

Dois minutos da segunda parte e os “encarnados” começaram logo a criar perigo junto da baliza adversária. Seferovic apareceu nas costas da defesa e rematou com estrondo ao poste esquerdo da baliza do Belenenses SAD. O avançado suíço estava em fora de jogo e passou o perigo para a equipa de Silas, que voltava para a partida algo distraída.

A pressão do SL Benfica era cada vez maior e a bola praticamente nem saía do meio campo do Belenenses. Desta vez foi Grimaldo e Raúl de Tómas a serem protagonistas. Grande cruzamento do espanhol e cabeçeamento de Raúl de Tómas, mas estava novamente assinaldo fora de jogo aos comandados de Bruno Lage.

Foi ao minuto 59 que, finalmente, o golo surgiu na partida. Grande atrapalhação na grande área do Belenenses e no meio de tantos jogadores surgiu um “pequeninho”. Como só ele sabe fazer, Rafa apareceu e de primeira meteu a bola no ângulo direito para alegria de muitos “benfiquistas” no estádio. Foi um remate sem hipóteses para Koffi que ficou pregado ao chão. Era a vantagem por apenas um golo para o SL Benfica, mas mais do que merecido.

Rafa num momento de magia para conseguir marcar o primeiro da partida
Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

O jogo entrou num momento de atrapalhação das duas equipas, tal como já se tinha verificado durante grande tempo da primeira parte. Muitas perdas de bola e era ataque “encarnado” e resposta imediata do Belenenses SAD e vice-versa. Notava-se o cansaço tanto nos jogadores do Belenenses SAD como nos do SL Benfica.

Aos 78 minutos, Nuno Tavares quase que estragou tudo com um erro grosseiro após um alívio mal feito. Depois o remate do Belenenses SAD acabou por ser muito torto e sair ao lado da baliza de Vlachodimos. Passou o perigo, mas engane-se que este jogo estava resolvido, porque havia uma equipa ainda bem viva no jogo: a de Silas.

Grande jogada coletiva do SL Benfica, ao minuto 84, e a bola só parou dentro da baliza. Tudo começou do lado direito e no final da jogada bastou aparecer Chiquinho nas costas da defesa e passar para o lado para o avançado suíço encostar. Porém, houve uma longa paragem no jogo para que Carlos Xistra, o VAR da partida, verificasse a posição do avançado do Benfica. Fábio Veríssimo foi ao VAR ver as imagens do lance e marcou mesmo fora de jogo… Que pena, porque a jogada coletiva que terminou em golo valia o preço do bilhete.

E se um é bom, o segundo não tardou muito. Mais um grande trabalho de Rafa a galgar metros e metros ao longo do campo e a encontrar do lado direito Pizzi, que não vacilou. O médio português parou a bola, esperou e depois rematou cruzado e a bola só parou lá dentro. Este contou mesmo e estava feito o 0-2 para o Benfica.

Até final, nota para as entradas de Taarabt e de Carlos Vinícius, que ainda tentaram deixar a sua marca no jogo envolvendo-se nas transições ofensivas encarnadas.

O Benfica segue assim líder, contabilizando os dois jogos realizados até ao momento por vitórias. Já o Belenenses, pese embora o bom jogo que protagonizou frente ao atual campeão nacional, mantém-se com o ponto trazido de Portimão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Belenenses SAD – Koffi (GR), Kau (Farak, 79′), Varela (A. Chima, 56′), Licá, Kikas (Nico Velez, 63′), Matija, Calila, André Santos, Gonçalo Silva, Lucca, Nuno Coelho

SL Benfica – Odysseas Vlachodimos (GR), Grimaldo, Rúben Dias, Ferro, Nuno Tavares, Florentino, Samaris, Pizzi (Taarabt, 93′), Rafa, Raúl de Tómas (Chiquinho, 74′), Seferovic (Vinícius, 93′)

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