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O sorteio da Liga dos Campeões ditou, novamente, um embate entre o Benfica e o Bayern Munique. Desta vez os jogos iram realizar-se ainda na fase de grupos. Primeiro jogo será em Lisboa, no estádio da luz, no dia 19 de setembro e o segundo, no dia 27 de novembro na Alemanha.

Muito mudou desde esse tal confronto entre estes dois gigantes do futebol europeu. Muitas caras novas e com algumas já bem conhecidas. No lado dos técnicos, Rui Vitoria por cá continuou mantendo-se como treinador principal. Pep Guardiola que na altura comandava a equipa bávara, está agora no atual campeão inglês, o Manchester City. Niko Kovac, o atual treinador, é o responsável por conduzir a equipa alemã a mais um ano recheado de novas conquistas.

Na altura em que o Benfica carimbou a passagem aos quartos de final da liga dos campeões, já se sabia que o patamar de exigência seria muito acima das possibilidades de uma equipa portuguesa. Para termos uma noção das prestações do clube da Luz, na liga milionária, só pela segunda vez nos últimos dez anos, é que chegou a atingir o pote dos oito finalistas.

A diferença abismal que existe entre os grandes tubarões e os outros clubes competitivos, torna-se quase impossível sequer pensar em chegar ao top-4 (meias finais). Mas a verdade é que a sensação que ficou presente naquela eliminatória, é que o Benfica poderia ter eliminado o todo poderoso Bayern.

Quando se pensou que seria outro desastre europeu, a lembrar os tempos de má memória como os 7-0 do Celta de Vigo, eis que o Benfica arranca um resultado muito curto na Alemanha e que chegou a surpreender tudo e todos. Para quem se lembra bem daquele jogo em Munique, ficou mesmo a ideia que o resultado até poderia ter sido outro.

O placar ficou se pela margem mínima. 1-0 foi o resultado. Todos os jornais na Europa realçaram a qualidade da equipa encarnada e a fantástica exibição personalizada que foi capaz de apresentar. Para alem de que, os vários holofotes surgiram-se nas pérolas jovens que Rui Vitoria tinha apostado nesse ano, como os casos de Ederson, Lindelof, Nelson Semedo, Gonçalo Guedes e Renato Sanches.

O jogo da segunda mão em Lisboa, fez lembrar aquelas míticas noites à “Champions”, que tanto um adepto de futebol sonha. Mas mais que um sonho, foi mesmo a sensação que por mais um pouco teríamos ganho o jogo e a eliminatória. O resultado na altura ficou 2-2, com golos de Jiménez e Talisca.

Apesar de o Benfica não ter conseguido ultrapassar o Bayern, os adeptos encheram-se de orgulho naquela equipa fantástica que foi capaz de se debater, cara a cara contra uma das equipas favoritas a ganhar a Champions, todos os anos.

Naquele ano, complicado devido ao verão escaldante que houve pelos lados de Lisboa, a expectativa dos benfiquistas, não foi a melhor de todas. Mas no final, em maio, foi celebrado mais um título de campeão nacional.

Aquela equipa que conseguiu bater de frente contra os alemães, resta apenas pouco mais de metade. Os maiores valores jovens que naquele ano ajudaram a concretizar grandes feitos, saíram para patamares muito superiores.

2015/2016 ficou marcado pela aposta nos jovens jogadores
Fonte: SL Benfica

Mas falando mais detalhadamente sobre o jogo em si, é de referir a equipa, os jogadores, o staff técnico, um a um. Em relação à equipa, o Benfica, não dispunha de um plantel largo, que fosse capaz de Rui Vitoria, fazer rodar os jogadores de competição em competição. Mas apesar de um plantel curto, tínhamos um onze bastante estruturado e compacto, capaz de executar na perfeição os trabalhos de casa indicados pelo treinador. A equipa como um todo, reunia várias características para várias situações distintas do jogo. Completavam-se dentro de campo. Muita experiência e irreverencia é o equilíbrio chave que fazia daquele Benfica uma equipa a ter em conta.

Ederson Moraes era o guarda-redes sensação na altura na Europa, e em que Pep Guardiola via nele um futuro de excelência. Hoje trabalham juntos, no clube inglês, em Manchester, por pedido expresso do técnico espanhol.

Victor Lindelof e Jardel foram os patrões do centro da defesa. Com uma fantástica forma de Jardel, que possivelmente foi o seu melhor ano até hoje no Benfica. O jovem Sueco vindo da equipa B, agarrou o lugar depois da lesão de Luisão, que nunca mais deixou fugir, somando excelentes exibições a bom nível europeu.

André Almeida e Eliseu tiveram a sorte de Nelson Semedo ter se lesionado logo no início e de Grimaldo ter vindo com problemas físicos do Barcelona. Mas nesse ano, e em especial nesse jogo, conseguiram cumprir sempre com os mínimos possíveis. Nunca deixando a equipa em maus lençóis.

No super meio campo e mais que reforçado, estavam, o tanque sérvio, Fesja, mais a locomotiva irreverente, Renato Sanches, um super Pizzi no lado direito e o génio argentino Nico Gaitan. Estes quatro, formavam um meio campo capaz de aguentar os 90 minutos em alto rendimento constante. Tanto atacar como a defender, o Benfica proporcionava num conjunto total e em harmonia, um espetáculo de eficiência pura.

Na frente de ataque, o recém-chegado Mitroglou, revelou um par perfeito para Jonas. Ambos marcaram mais de 50 golos em todas as competições. O grego era capaz de agarrar jogo na fase de construção, seja em bola aéreas ou rasteiras, libertando sempre o máximo possível, o magico eterno Jonas. Que por si só escusa qualquer tipo de apresentações.

Mesmo pela ausência de Jonas, no jogo da segunda mão, foi questionado por muitos, se com o brasileiro em campo, o Benfica teria tido outra sorte no resultado, apesar de Jiménez ter feito um dos golos mais celebrados no novo estádio da luz.

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Desde de 1993 que a cor que lhe corre nas veias é vermelha e branca! Quando era mais novo, chegou a jogar no clube rival de Lisboa, mas nunca escondeu que o seu grande amor era o Glorioso. Tem uma enorme admiração pelo Liverpool FC. Gostava de um dia ir a Anfield Road e cantar bem alto a canção que imortalizou os Gerry & The Pacemakers: "You'll Never Walk Alone!" A dar os primeiros passos como treinador de futebol, o seu maior sonho é treinar o clube de coração e alma, o Sport Lisboa e Benfica.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.