Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
Publicidade

Boavista 0-1 Benfica: Sem arte, teve de ser à força

André Conde · 3 min

Boavista 0-1 Benfica: Sem arte, teve de ser à força

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cabeçalho benfica

Sem convencer, o Benfica venceu no dia em que o Estádio do Bessa voltou a ter jogos da Primeira Liga. A apadrinhar esse regresso esteva o campeão nacional, que foi ao Bessa depois de uma vitória caseira frente ao Paços.

Foi sempre um jogo mais de força e garra do que engenho e arte. O Boavista apresentou-se como pôde, a fechar espaços ao Benfica, com uma atitude defensiva. Do lado do Benfica, sem Enzo, Jorge Jesus apostou em Amorim e Talisca, mas as coisas não correram muito bem. Rúben Amorim lesionou-se e teve de sair e Talisca a oito não dá. Demasiado frágil para discutir lances, com vários passes errados, o brasileiro nunca se adaptou muito bem ao lugar, e neste momento todos os benfiquistas rezam para que Enzo não saia e para que Samaris se adapte rapidamente. Para fazer de Talisca um bom jogador, Jorge Jesus tem muito trabalho pela frente. Também Jara continua a mostrar-se o mesmo da pré-época: não é jogador para o Benfica. Esforçado mas pouco mais do que isso, ainda não se percebeu como é que Jesus o vê como jogador para o Benfica. Precisamos de um avançado urgentemente. Num jogo onde o Benfica, apesar de controlar e de ter bola, não foi perigoso, teve de ser à lei da bomba para marcar. Eliseu, à entrada da área, desfez o nulo. Ao intervalo, a vantagem aceitava-se mas pedia-se muito mais a este Benfica, que só à força conseguiu derrubar o xadrez.

Manel do Laço teve um companheiro especial para assistir ao jogo
Manel do Laço teve um companheiro especial para assistir ao jogo
Fonte: Zerozero.pt/ Catarina Morais

Ao intervalo, Jesus foi expulso e teve de ver o jogo na bancada, ao lado do ilustre adepto Manel do Laço. O treinador não estava contente com a exibição do árbitro, que não viu uma grande penalidade.

Na segunda parte, o Boavista cresceu. Tem garra, tem determinação, mas ainda falta algo a esta equipa. Tem muitos jogadores a estrearem-se na Primeira Liga, e Petit tem muito trabalho pela frente. Ainda assim, conseguiu incomodar o Benfica. A equipa axadrezada soltou-se e foi lá à frente tentar fazer estragos. Chegou a fazer balançar a baliza por duas vezes, mas ambas as situações foram anuladas pela equipa de arbitragem. Numa, o fora-de-jogo é evidente, na outra fica a dúvida, apesar de o jogador que está em posição irregular também discutir o lance. A arbitragem foi má. As três equipas não contribuíram para um bom espectáculo, mas a de arbitragem foi a pior em campo.

Eliseu foi decisivo Fonte: Zerozero.pt/ Catarina Morais
Eliseu foi decisivo
Fonte: Zerozero.pt/ Catarina Morais

No final, o que conta são os três pontos, mas fica para o registo uma exibição fraca do Benfica. Deu para perceber que há jogadores que não estão preparados para vestir esta camisola e que nos falta um avançado. Enzo continua a fazer muita falta nesta equipa. É claramente o motor, e todos desejamos que dia 31 chegue o mais depressa possível. Quanto ao Boavista, sai de cabeça erguida pela atitude na segunda parte, mas ainda é pouco para conseguir a manutenção. Veremos se com o tempo esta equipa consegue melhorar.

A Figura

Eliseu – Conseguiu quebrar a barreira do Boavista e antes já tinha feito outro grande remate. Para o que se dizia dele na pré-época, até tem surpreendido. Está solto e confiante, embora não esteja ainda na melhor forma.

O Fora-de-Jogo

Talisca/Jara – Já foi tudo dito no texto sobre estes dois jogadores, que não mostraram capacidade para jogar no Benfica.

André Conde

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.