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CSKA Moscovo 2-0 SL Benfica: até para o ano, Europa

Nadine Gil · 3 min

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Mais uma quarta-feira, mais um dia de Liga dos Campeões, mais uma derrota para o Benfica. Com Eliseu, André Almeida e Filipe Augusto no onze inicial, o Benfica foi a Moscovo em busca da primeira vitória na fase-de-grupos que ditava ou não o afastamento das competições europeias, frente a um CSKA que lutava pela permanência na liga milionária.

A equipa russa começou por cima e o primeiro golo chegou logo aos 13 minutos. Nada de surpreendente, ainda que o golo tenha sido irregular.   Após constantes pressões na área dos ‘encarnados’, Schennikov desmarcou-se à entrada da área e não hesitou em colocar a bola na baliza de Varela, depois de passar por Jardel. Os homens do Benfica preferiram ficar a pedir fora-de-jogo, enquanto Schennikov teve tempo de fazer o que quis.

Com temperaturas negativas, o jogo ainda estava a aquecer e o Benfica não se deixou abater assim que os russos abriram o marcador. Houve logo uma grande oportunidade por parte de Jonas, que falhou um cabeceamento depois de um cruzamento de Diogo Gonçalves pela esquerda. Foi a única oportunidade de golo clara dos portugueses na primeira parte.

A equipa de Rui Vitória ia, no entanto, mostrando sérias dificuldades em travar os avanços do CSKA a partir do meio-campo. A equipa da casa ia tendo mais posse de bola e, motivada pelo golo célere, ia continuando a pressionar alto. Tanto que, aos 27 minutos, quase fez o segundo golo. Valeu Varela, que defendeu o remate forte de Dazgoev.

O Benfica somou a sua quinta derrota na Liga dos Campeões e está fora das contas Fonte: SL Benfica
O Benfica somou a sua quinta derrota na Liga dos Campeões e está fora das contas
Fonte: SL Benfica

A diferença de qualidade e de velocidade entre CSKA e Benfica era mais do que evidente. O CSKA avançava e deixava sempre os jogadores do Benfica para trás, enquanto as ‘águias’ não eram sequer capazes de fazer mais do que três passes consecutivos. O Benfica ia para o intervalo a perder e precisava de fazer, no mínimo, dois golos na segunda parte e de não sofrer mais nenhum para poder continuar a sonhar com a Europa.

O Benfica veio do balneário com Cervi no lugar de Diogo Gonçalves. Sem grandes perigos até aos 55 minutos, surgiu o segundo golo do CSKA. O Benfica ditou a própria sentença e Jardel marcou na própria baliza. Num lance confuso, a bola bateu no defesa brasileiro depois de um remate de Vitinho junto ao primeiro poste. Estava feito o 2-0. O cenário não era nada animador e os jogadores já não acreditavam. O CSKA não estava a ser demolidor; o Benfica é que não mostrava ideias nem criatividade técnica. Mostrava, aliás, medo dos russos. Parecia tudo decidido. O Benfica sentiu muito o segundo golo e o CSKA estava confortável e ia fazendo o seu papel sem grandes pressas ou sobressaltos.

Depois de um resto de segunda parte muito morno, o apito final ditava o adeus do Benfica às competições europeias, que fazia um penta de derrotas na Liga dos Campeões, assinalando a pior prestação de sempre do clube nesta prova. De notar que o guarda-redes do CSKA não terminava um jogo da Champions sem sofrer golos há 11 anos. Este Benfica foi claramente o pior cabeça de série que disputou (ou que tentou disputar) a taça ‘orelhuda’.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Fejsa – O sérvio foi o único homem dos ‘encarnados’ com a audácia de não mostrar medo dos russos. Isto é deveras preocupante.

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Jardel – O defesa brasileiro bateu o record de autogolos marcados na Liga dos Campeões (já vai em três).

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Nadine Gil

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