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Depois da Europa, o Desastre Europeu

Pedro Afonso Estorninho · 2 min

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Foi mais um desastre e ainda nem chegou o Natal. O Benfica acabou eliminado da Taça de Portugal em Vila do Conde, e ficou, assim, aquém de mais um objetivo para esta temporada.

Pouco mais de uma semana depois do vergonhoso adeus à Liga dos Campeões, na Luz, com uma derrota por 0-2 frente aos suíços de Basileia, os encarnados ainda estenderam o jogo da prova rainha para 120 minutos, mas os vila-condenses repuseram a vantagem ainda na primeira parte do prolongamento, com o Benfica a jogar já com 10 unidades, devido a lesão de Luisão e ao facto de já ter utilizado as três substituições.

Na verdade, as águias até começaram bem o jogo e, na sua totalidade, não foi dos mais precários da época, mas, com alguma infelicidade, e com também mérito do Rio Ave, não foi o suficiente para continuar na luta pela prova rainha. Rui Vitória foi insultado no percurso até ao autocarro do clube, e a impaciência e frustração dos adeptos é compreensível. Vendo a equipa a vencer e a lutar por todas as provas durante épocas consecutivas, os adeptos encarnados vêm agora um panorama completamente diferente, com o Benfica a despedir-se das competições europeias sem qualquer ponto conquistado, e eliminado da Taça de Portugal antes do virar do ano.

Com o desastre europeu, esperava-se que pelo menos nas competições internas o Benfica tivesse uma palavra a dizer e batesse com o pé nas dúvidas que surgiam, mas com nova eliminação desta prova, a temporada está seriamente em risco de ser a menos bem sucedida dos últimos anos. Os adeptos agora pedem, e exigem, o pentacampeonato, por acharem que é o mínimo que se pode pedir depois deste hecatombe.

Quando tudo parecia estar a melhorar, após a goleada frente ao Vitória FC, seguiu-se o empate no Dragão, com uma exibição pouco convincente, a derrota na Luz frente aos suíços, uma vitória agradável contra o Estoril e, agora, a eliminação de uma das provas que se pedia ao clube que conquistasse, de modo a tentar fazer esquecer aquela que foi a pior prestação de uma equipa portuguesa na prova milionária.

Apenas inseridos em duas competições, os adeptos pedem ainda mais o penta Fonte: SL Benfica
Apenas inseridos em duas competições, os adeptos pedem ainda mais o penta
Fonte: SL Benfica

Sendo, assim, depois desta enorme desilusão que vai deixar marca nos adeptos, resta a Taça da Liga e a Primeira Liga. A primeira, é um troféu já bastante próximo dos encarnados, tendo vencido sete das dez edições, e poderia mostrar-se como um bom “pedido de desculpas” aos adeptos do clube, logo a iniciar o ano de 2018 com o pé direito; a segunda, é a tal prova que, desde o início, se apresentou obrigatória para Rui Vitória e companhia.

Pouco mais há para dizer sobre este assunto, pois iria-se acabar por bater sempre na mesma tecla: OBRIGATÓRIO vencer a Primeira Liga, e se possível também a Taça da Liga. Se assim for, os adeptos poderão esquecer estas pedras no caminho. Caso contrário, e se as exibições não começarem a melhorar já nos próximos encontros (não deixando fugir os rivais que partilham a liderança), há aspetos a repensar, tais como se Rui Vitória tem condições para permanecer no comando técnico de um clube com tamanhas ambições. Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

Pedro Afonso Estorninho

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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