Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli e Pablo Rosario lançam o duelo da Champions League entre FC Porto e PSV
Publicidade

Em Casa do Sr. Vitória

João Valente · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sl benfica cabeçalho 1

Em semana de dérbi olha-se para todas as estatísticas e mais algumas em prol de fazer uma análise o mais meticulosa possível. Vêem-se os golos, os resultados anteriores, o número de argelinos que participaram em jogos destes, quantas queijadas foram vendidas nos últimos 15 jogos entre Benfica e Sporting no Estádio da Luz; enfim, conta tudo.

Como tal, e porque o pessoal que faz isto, por vezes, se esquece de algumas que fazem sentido e até têm alguma curiosidade, eis mais uma para o saco daquilo a que eu gosto de chamar: “Informação para Futebol-o Dependentes”.

Tinha eu dez anos quando fui pela minha oitava vez ao Estádio da Luz ver o Glorioso. A minha companhia era a do costume, a personagem responsável por me incutir este hábito e esta paixão pela camisola encarnada, o meu tio Miguel. Das outras sete vezes pouco importava contra quem era; o que interessava era ter ali uma tarde/noite bem passada entre sobrinho e tio. Mas, naquele dia, foi diferente.

Rui Vitória tem um registo positivo no encontro frente aos rivais da 2ª Circular Fonte: SL Benfica
Rui Vitória tem um registo positivo no encontro frente aos rivais da 2.ª Circular
Fonte: SL Benfica

Era de noite e eu sabia que algo mudara. O ambiente na chegada ao recinto era outro. Havia tensão, nervos, suspense, e tudo aquilo era um pouco novo, pelo menos para mim. Perguntei ao Miguel o que é que se passava; ele disse que se ganhássemos éramos campeões. Como devem calcular, miúdo de dez anos ouve a palavra “campeões” e pensa logo em festa, bolo, Coca-Cola, hambúrgueres, tudo!

Notoriamente satisfeito por saber daquilo, a pergunta óbvia que se seguiu foi: “Contra quem é?”. Por entre os bafos do Lucky Strike, um olhar semicerrado, e uma clara suspeita e intranquilidade, ouvi: “Sporting”. Logo de seguida percebi o porquê de o meu tio ter reagido daquela forma. Ele explicou-me que a confiança dele para os dérbis dependia muito de quem estava no banco a comandar as tropas e da experiência dele nestas coisas de vencer sportinguistas.

Se continuar o resto da história vocês vão perceber que foi a primeira vez que bebi cerveja “à séria”, que festejei como um homem grande, que vi o Benfica ser campeão. Mas aquele dado, embora simplista, ficou-me retido na memória: O homem do leme em jogos destes.

Rui Vitória vai para o seu segundo dérbi, em casa, frente ao Sporting. O primeiro, como se sabe, não lhe correu de feição. O Benfica perdeu por uns absolutamente abissais e entristecedores três a zero. Mas Rui Vitória sabe o que é ganhar em casa ao Sporting. Ora vejamos.

Logo na época de estreia no principal escalão do futebol português, Rui Vitória, então treinador do Paços de Ferreira, começou a época de 2010/2011 com um triunfo em casa frente ao Sporting, com um golo de Mário Rondón. Não está mau.

Depois do Paços, seguiram-se quatro épocas de Guimarães. Na primeira de todas, derrota em casa frente aos leões, com golo aos sete minutos de Diego Capel. Lembram-se, verdes e brancos, do “Mochilas”?

Nova época e, tal como em 2010, arranque em casa frente à equipa de verde, desta vez com um nulo no marcador. Apenas desinteressante. Na época seguinte, nova derrota por zero a um, com ajuda de Slimani aos noventa, mas a cereja de Vitória sobre o Sporting vem no ano 2014/2015.

O Vitória de Guimarães, na última época em que o vila-franquense foi treinador no berço, recebeu e venceu por três a zero, com golos de Saré, um autogolo de Maurício, e um golo do agora portista e personificação daquele sketch dos Gato Fedorento, onde uma criança foi baptizada no cume de uma montanha e por isso o seu segundo nome é igual ao primeiro, André André.

Olhando para a estatística, são duas vitórias, três derrotas, a do ano passado, e um empate. Ou seja, um registo não muito inspirador. Infelizmente, já sei que o Miguel não vai estar particularmente confiante para o jogo de domingo, mas, sendo eu fruto de uma nova geração que supostamente é diferente da anterior, acredito que Rui Vitória vai fazer esquecer estas duas derrotas mais recentes e ajudar o Benfica a conquistar três importantes pontos, em casa, frente ao Sporting.

Foto de Capa: SL Benfica

João Valente

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.