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Embaló pronto para outros voos

Nadine Gil · 2 min

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Úmaro Embaló está de saída do Benfica para o RB Leipzig, da Alemanha. O jovem tem apenas 16 anos e poderá render cerca de 20 milhões de euros aos ‘encarnados’. Embaló joga pelos juniores do Benfica e tem-se destacado a nível internacional pelas fantásticas exibições que tem feito em várias competições (nos últimos dois anos foi muitas vezes considerado o melhor jogador em alguns torneios).

Luís Filipe Vieira já esteve na Alemanha a alinhavar os trâmites burocráticos e, caso a transferência se concretize, o extremo será o jogador de 16 anos mais caro de sempre da história do futebol. Úmaro Embaló é o jogador mais cotado desta geração. Muito veloz a partir do flanco direito, tem-se destacado nos últimos anos, não só ao serviço do Benfica, como também da seleção nacional portuguesa. Considerado uma estrela em ascensão, Embaló é jogador que mexe com muitos resultados.

Embaló é uma pérola do futebol português Fonte: FPF
Embaló é uma pérola do futebol português
Fonte: FPF

Este é mais um pau de dois bicos no universo de Vieira e na sua congruência (ou falta dela). A pessoa que em novembro de 2017 dizia que “nenhum jovem formado no Benfica” iria sair é a mesma que, dois meses depois, se prepara para vender por 20 milhões de euros um jogador que ainda nem se estreou na equipa B. Não se pode, de todo, dizer que seja um mau negócio (estamos a falar de um miúdo que pode vir a representar a maior transferência de um sub-19 português). Mas, em boa verdade, o projeto de aposta na formação fica, mais uma vez, posto de parte e o ‘ataque’ ao mercado não deixa de ser uma constante.

Basta lembrarmo-nos de nomes como Bernardo Silva, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro, e outros tantos, que foram vendidos por dá cá aquela palha, sem terem tido hipótese de se mostrarem no Benfica. É que uma coisa é formar, aproveitar o rendimento e, mais tarde, vender, e outra (muito diferente) é formar para vender e ir lá fora buscar jogadores que deixam muito a desejar. A pergunta a fazer a Luís Filipe Vieira é: quais são, então, os verdadeiros objetivos desportivos do Benfica? Apostar realmente nos jovens da formação ou vendê-los por valores chorudos antes de completarem sequer o último passo, que é a estreia e afirmação na equipa A? A doutrina ‘made in Seixal’ parece não estar ainda muito bem definida; parece mais balançar conforme o lado mais favorável.

Ao jovem Embaló, toda a sorte do mundo, porque a qualidade está lá. Espero que não se perca e que não se deixe deslumbrar, porque, afinal de contas, está prestes a jogar na Bundesliga, pelo atual vice-campeão alemão.

Foto de Capa: SL Benfica

Nadine Gil

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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