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A CRÓNICA: ENCARNADOS NÃO DESATARAM O NÓ ATÉ AOS 98 MINUTOS

A jornada nove da Primeira Liga portuguesa ditou a visita do SL Benfica ao reduto do recém-promovido FC Vizela, equipa que frente aos encarnados não conhece outro sabor sem ser o da derrota. As equipas não se encontram no campeonato desde 13 de janeiro de 1985, quando o FC Vizela foi goleado na Luz por 5-1.

O jogo iniciou-se e não tivemos de esperar muito tempo para vermos as primeiras oportunidades, quer de um lado quer do outro. Primeiro, excelente jogada do SL Benfica, que acabou com Yaremchuk a servir Darwin na perfeição, mas o uruguaio, que até passou pelo guarda-redes, demorou muito tempo a decidir e acaba por errar o passe para Grimaldo.

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Logo no minuto seguinte, na sequência de um contra-ataque, o FC Vizela chegou à frente, apertou Odysseas, obrigando o grego a errar e deixar a bola à mercê de Samu, que acaba por falhar na cara do guardião.

A segunda oportunidade da equipa vizelense iria chegar aos 25 minutos, após uma jogada pela esquerda, a bola chega a Marcos Paulo que encontra Samu solto na área e o médio vizelense obriga Ody a uma defesa complicada.

Aos 31, chegou também a segunda chance do SL Benfica chegar à vantagem, quando Diogo Gonçalves rematou potentíssimo para a baliza vizelense, valeram os reflexos de Charles.

A cinco minutos do final da primeira parte, ainda tivemos um belíssimo remate de Mendez, que Odysseas defendeu para a frente e Igor Julião não consegue dar a melhor sequência ao lance.

A segunda parte começou e a equipa do SL Benfica veio diferente do intervalo, tentando empurrar desde cedo os vizelenses às cordas. Ao minuto 51, a primeira grande oportunidade do segundo tempo. Investida de Diogo do lado direito, cruzamento picado ao segundo poste e Darwin a avisar Charles, obrigando-o a uma defesa difícil.

À passagem do minuto 62, o FC Vizela tem uma oportunidade de ouro para inaugurar o marcador. Recuperação de bola alta no terreno, Schettine fica na cara do guarda-redes, atrapalha-se com a bola e serve Nuno Moreira, que remata contra um adversário.

O SL Benfica até iria colocar a bola no fundo das redes, ao minuto 81, mas Rafa, o homem que fez o golo, estava em posição irregular. As águias, já perto do minuto 90, tiveram duas oportunidades perigosas, as duas com os mesmos protagonistas. Primeiro é Radonjic a amortecer para remate à figura de Taarabt e depois foi o marroquino que cruzou para o sérvio rematar para nova defesa de Charles.

E foi no último suspiro. Variação para o corredor direto benfiquista, onde Pizzi recebeu e cruzou rasteiro para Rafa decidir a partida, já no minuto 90+8. O SL Benfica, que teve muitas dificuldades, durante toda a partida, sai assim vencedor desta deslocação difícil ao terreno do FC Vizela.

 

A FIGURA

Rafa tem sido o principal agitador do SL Benfica
Rafa tem sido o principal agitador do SL Benfica e hoje deu a vitória aos encarnados
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa – Simplesmente decisivo. Não foi o jogo em que desequilibrou mais nem em que teve a sua melhor exibição, mas decide a partida já muito perto dos 100 minutos. Menção honrosa para Marcos Paulo que faz um jogo de um nível estratosférico.

 

O FORA DE JOGO

Darwin voltou a passar ao lado do jogo do SL Benfica
Darwin voltou a passar ao lado do jogo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Darwin – Não foi um jogo feliz para o uruguaio. Teve nos pés (e na cabeça) as melhores oportunidades do SL Benfica, mas não conseguiu finalizar. Na segunda parte não apareceu ao jogo, não sendo sequer solicitado pelos seus colegas.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O FC Vizela apresentou-se no 4-3-3 habitual, com Samu com mais liberdade do que Marcos Paulo e Claudemir no meio-campo. Álvaro Pacheco mudou algumas peças, principalmente no eixo defensivo, entrando Igor Julião e Aidara no onze, para os lugares de Koffi e Bruno Wilson. Entrou também Mendez para o lugar do lesionado Zohi.

Numa primeira fase de construção, o FC Vizela primou por sair apoiado pelos centrais, com os laterais não muito projetados a serem solução. Nenhum dos médios fazia uma linha de três para sair a jogar, mas ambos os médios mais recuados apareciam numa fase posterior a dar linha de passe, quer aos centrais, quer aos laterais. Num segundo momento, o FC Vizela tentou servir Schetinne na profundidade ou encontrar Samu entre linhas.

Sem bola, o Vizela esteve organizado e foi perigoso em praticamente todas as situações que recuperou a bola e conseguiu sair apoiado em transição.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles (6)

Ivanildo (7)

Aidara (5)

Igor Julião (5)

Kiki (6)

Marcos Paulo (8)

Claudemir (6)

Samu (7)

Mendez (6)

Nuno Moreira (7)

Schettine (6)

SUBS UTILIZADOS

Kiko (5)

Zag (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no seu habitual 3-4-3 e com praticamente todos os elementos que têm feito parte do 11 mais regular dos encarnados no campeonato. Linha de três centrais, com Grimaldo e Diogo Gonçalves abertos nos corredores laterais. João Mário e Weigl tomaram conta do meio-campo. Darwin e Rafa no apoio a Yaremchuk, em constantes trocas e a jogarem muito por dentro.

Numa primeira fase de construção, o SL Benfica tentou sair pelos centrais, tentando atrair o FC Vizela, que hoje não jogou num bloco muito alto, para depois ter algum espaço na zona interior do terreno, sendo João Mário e Weigl as principais soluções para, numa fase seguinte, levar o jogo para a frente.

Sem bola, o SL Benfica abordou o jogo numa pressão média/alta, porém teve algumas dificuldades em conter as transições ofensivas do Vizela, muitas vezes por falta de velocidade a chegar perto do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (5)

Verissimo (6)

Vertonghen (5)

Otamendi (5)

Grimaldo (5)

Diogo Gonçalves (6)

João Mário (6)

Weigl (6)

Darwin (4)

Rafa (8)

Yaremchuk (5)

SUBS UTILIZADOS

Radonjic (6)

Gonçalo Ramos (4)

Everton (5)

Pizzi (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR:  Depois de uma boa primeira parte, o Vizela teve um início de segunda parte bastante complicado, com o Benfica a entrar com tudo e a obrigar o Vizela a baixar linhas e a recuar no terreno. Entretanto, a sua equipa equilibrou forças e demonstrou uma grande qualidade até ao fim, mas acha que esse desgaste no início de primeira parte foi decisivo para a falta de discernimento na parte final da partida?

Álvaro Pacheco: Concordo plenamente. Falamos disso ao intervalo e sabíamos que o Benfica ia entrar forte na segunda parte, e também sabíamos que se não fizessem golos no início iriam ficar intranquilos e expor-se mais ao erro. Identificamos o espaço na profundidade e atrás dos médios e tentamos explorar isso. Depois não conseguimos chegar ao golo e num escorregão eles chegam ao golo.

SL Benfica

Jorge Jesus: Não foi possível fazer pergunta a Jorge Jesus.

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