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FC Zenit 3-1 SL Benfica: Apatia europeia em noite russa

Daniel Oliveira · 3 min

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O Sport Lisboa e Benfica deslocou-se a São Petersburgo com a obrigatoriedade de conquistar os 3 pontos e manter a possibilidade de crescer enquanto “Benfica Europeu”.
Na abordagem inicial ao jogo, Bruno Lage fez três alterações: optou pela força e experiência de Jardel, em prol da maior capacidade técnica e de antecipação do Ferro, lançou Tomás Tavares para o lugar do lesionado André Almeida e, principalmente, alterou a composição do meio-campo, favorecendo o jogo mais posicional com Gabriel em prol da maior capacidade do Gedson de pressionar alto.

Já Sergey Semak optou pelo usual 4-4-2, dando grande foco ao preenchimento dos espaços interiores e à superioridade nas acções no centro do terreno.

A primeira parte foi toda muito morna, apesar de um maior ascendente da equipa da casa. Sem forçar muito, o FC Zenit conseguia ir expondo as fragilidades do futebol deste SL Benfica. A equipa de Lage continuava sem conseguir ter jogo interior e apresentava uma tremenda falta de criatividade na zona de construção: três médios que nunca se aproximaram de Seferovic, deixando o avançado perdido entre os defesas rivais. Além disso, a pressão ao portador da bola continua a ser inócua e a defesa apresenta-se permeável a qualquer ataque adversário.

Muito por acção de Barrios, o FC Zenit conseguiu ir controlando os jogadores mais ofensivos do SL Benfica, ao preencher os espaços defensivos e por não permitir qualquer rasgo encarnado. Com bola, sempre que aceleravam, os russos criavam possibilidades de se aproximarem com perigo da baliza de Odysseas.

Foi uma primeira parte pálida do Sport Lisboa e Benfica e o russos, sem forçarem muito, foram controlando o jogo, criando algumas aproximações à baliza adversária, acabando coroados com o 1-0 em mais uma desatenção encarnada.

Nos primeiros 45 minutos destaca-se o posicionamento dos médios encarnados. Fejsa e Gabriel mais posicionais e Taarabt a vir buscar jogo nas costas destes, mantendo a criatividade e os apoios frontais bem longe dos jogadores de ataque.

O segundo tempo trouxe-nos um jogo com mais história. Os russos entraram melhor, mais afoitos e na procura de chegar ao segundo golo. Contudo, foi no primeiro momento de maior ascendente encarnado que este apareceu.

Foi uma primeira parte pálida do Sport Lisboa e Benfica e o russos, sem forçarem muito, foram controlando o jogo
Fonte: FC Zenit

Por volta do minuto 60, Bruno Lage resolveu abanar o futebol da sua equipa. Fez duas substituições, abdicando do 4-3-3 e apostando num clássico 4-4-2, com dois extremos mais abertos e dois pontas de lança na área adversária. Assim, saíram Pizzi e Fejsa e entraram Caio Lucas e Vinícius. Foi neste período, enquanto o Zenit se ia adaptando a estas mexidas nas marcações, que o Benfica conseguiu ter mais bola, aproximando-se aos poucos da baliza de A. Lunev, obrigando o adversário a recuar. Porém, um contra-ataque russo culminou num auto-golo de Rúben Dias – uma finalização fortuita, que não pode esconder a facilidade com que a defesa encarnada se desconstrói.

A partir desse momento, a equipa portuguesa perdeu totalmente o norte. Os russos chegaram ao 3-0, e ao 4-0, num golo com cheirinho a Basileia, mas que acabou por ser anulado.

Foi já com R.D.T. em campo que o Benfica ganhou um novo ânimo. Um tiro de fora da área fez Raúl De Tomás estrear-se a marcar de águia ao peito e deu novo fôlego aos jogadores encarnados. Contudo, faltava tempo e, principalmente, futebol.

Foi uma vitória justa dos russos e mais um pobre desempenho da Equipa das Águias. Além dos problemas tácticos já anteriormente identificados, foi assustador ver a fraca exibição individual da maioria dos jogadores do Glorioso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Zenit: A. Lunev, Smolnikov (Osorio, 63′), Ivanovic, Rakitskiy, D. Santos, Ozdoev, Barrios, Driussi, Shatov (Karavaev, 68′), Azmoun (Yerokhin, 81′), Dzyuba.

SL Benfica: Odysseas, T. Tavares, R. Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa (Vinícius, 60′), Gabriel, Taarabt, Pizzi (Caio Lucas ,60′), Rafa e Seferovic (Raúl de Tomás, 81′).

A FIGURA

Fonte: FC Zenit

Wilmar Barrios – O médio colombiano, durante mais de uma hora de jogo, anulou qualquer tentativa de ingressão encarnada pelo centro do terreno. Nem a velocidade, nem a agilidade de Rafa o fizeram tremer. Foi crucial no conforto que o Zenit pareceu viver em campo.

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Ala esquerda encarnada – Grimaldo e Rafa foram totalmente desastrosos. Duas estrelas do SL Benfica que viram a maioria das suas acções resultarem em fracasso. Rafa, ofensivamente, foi inofensivo; Grimaldo temeu a atacar, falhou a cruzar e ainda por várias vezes deu as costas aos ataques russos. De onde se esperava o maior inconformismo, surgiu a maior das apatias.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Daniel Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos