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O jogo começou frouxo, muito dividido a meio campo, com ligeira superioridade encarnada no que toca à posse de bola, e prova disso foram as nove faltas nos primeiros 12 minutos de jogo. Em contraste, apenas um remate. O Benfica foi crescendo, e destacou-se principalmente nos duelos individuais. Fruto disso foi o golo aos 26’, do miúdo Gedson. Um passe atrasado de Pizzi que tinha tudo para correr mal, acabou por ser aproveitado por André Almeida, acaba em Castillo a entregar a Gedson, este entrou na área, deixou os adversários para trás desviou do guarda-redes para iniciar aquela que seria a noite em que ele próprio se iria vestir a pele de diabo e dar início ao inferno dos turcos. E nós a pensar que seria ao contrário.

Fonte: UEFA Champions League
O Fenerbahçe acorda, tem mais bola, e já a fechar a primeira parte inaugura o marcador, através de uma cabeçada de Potuk. A segunda parte traz o aborrecimento da primeira, e esconde aquilo que foi a eficácia defensiva encarnada. O jogo para qualquer benfiquista foi chato, porque não houve um Benfica pressionante, mas a verdade é que em termos defensivos foi verdadeiramente bom.
Os turcos trouxeram outra atitude do balneário, mas foram esbarrando vez após vez na defensiva vermelha e branca. Até final, houve domínio de bola dos turcos, sem criar perigo iminente ou comichão a qualquer benfiquista. Nota para duas estiradas brilhantes de Vlacodimos, a fazer esquecer a insegurança que se sentiu na época transacta sempre que a bola ia à baliza. Nota também para um Ferreyra que continua a deixar muito a desejar.
O Benfica soube gerir o jogo, soube gerir os tempos e soube segurar a bola. Sai da Turquia com um resultado justo e com a certeza de que é mais equipa que este Fenerbahçe.
Onzes Iniciais:
SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson e Pizzi; Salvio (Alfa Semedo 72’), Cervi e Castillo (Ferreyra 34’).
SK Fenerbahçe: Volkan Demirel, Isla (Sener Ozbayrakli 79’), Neustädter, Skrtel, Kaldirim, Topal (Baris 65’), Elmas, Ayew, Giuliano, Valbuena (Soldado 65’) e Alper Potuk.
A FIGURA:

Gedson Fernandes- Muito se ouviu falar do inferno turco. Os seguidores do Fenerbahçe afincadamente invadiram as redes sociais benfiquistas dizendo que não sabia o que os esperava na Turquia. Ninguém imaginaria que este miúdo de 19 anos, iria chegar a Istambul e mostrar que afinal o inferno dos turcos seria ele. Marcou o golo, driblou, desarmou, interceptou, segurou a bola quando foi preciso, ganhou falta atrás de falta, e deixou os turcos perto de um ataque de nervos. Quem diria que o diabo viria de tranças amarelas e meias a Rui Costa. Jogou e fez jogar. Foi o melhor em campo, e provou aquilo que tem vindo a demonstrar mais timidamente. Que jogador! Com ele esteve ainda um grego de luvas vermelhas que foi gigante a tirar golos da boca dos turcos. Vlachodimos merece menção honrosa.
O FORA-DE-JOGO:

Fenerbahçe- Uma equipa que nos habituou a bom futebol a jogos muito complicados a ser um dos adversários a evitar, demonstrou pouca ambição de chegar mais longe na Liga dos Campeões e ´é claramente uma equipa uns furos abaixo do Benfica. A defender é a espaços competente a espaços desastrosa. A atacar é pouco eficaz e temível. Esperava-se mais da equipa turca, mas no final do dia, antes assim. A equipa portuguesa está mais perto da fase de grupos, e mereceu muito mais que este Fenerbahçe enfraquecido.
Foto de Capa: UEFA Champions League












