A primeira de duas partes, relativa à participação de Francisco Benitez no BnR TV.

Meros dias após o conhecimento da pesada derrota nas eleições encarnadas, Francisco Benitez anuiu participar no Bola na Rede TV, escolhendo assim este canal para a sua primeira aparição pública de relevo após o ato eleitoral.

A conversa estendeu-se pelo comprimento temporal de uma partida de futebol sem prolongamento, mas a agradabilidade e noticiabilidade foram de uma constância tal que o tempo pareceu minguar.

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Ainda assim, houve tempo para tocar todos os pontos de relevo do passado, do presente e do futuro do Sport Lisboa e Benfica. Neste artigo de duas partes (estejam atentos à publicação da segunda metade), analisamos as declarações de Francisco Benitez.

Comecemos pelo princípio, que não tenho megalómanas pretensões de escritor requintado que só constrói narrativas com analepses. Viajemos, então, ao passado, com Francisco Benitez como guia.

“O SL Benfica foi criado por 24 homens”. O candidato derrotado e líder do Movimento Servir o Benfica lembrou a génese do clube de forma a fazer incidir uma luz mais clara sobre as atrocidades antidemocráticas do líder deposto Luís Filipe Vieira.

Foram recordados na conversa os atropelos aos pergaminhos da centenária instituição que é o SL Benfica, os tiques autocráticos do ex-líder e o derrube de pilares fundamentais dos encarnados.

Renovando o olhar sobre os estatutos do clube que já havia lançado em campanha, Benitez reiterou – e bem – que neles não há separação de poderes, o que considera – e bem – periclitante para qualquer sistema democrático. Igualmente nocivo para a democracia no seio do clube é a necessidade de reunião de 10 mil assinaturas para levar algo a discussão.

Um passado recente para esquecer… ou para recordar. Remanesce, todavia, a questão: se assim eram as coisas, como é que o reinado de Vieira alcançou a marca histórica de 17 anos? Eu tenho as minhas teorias. Francisco Benitez também as tem. Algumas coincidem. Como por exemplo? Ainda bem que perguntam.

Havia (quiçá, ainda há!) “toda uma máquina montada que transformava os deslizes em positividades”, máquina essa que incluía os canais de comunicação do clube, fazendo com que estes, ao invés de “aproximarem os sócios do clube”, os apartassem ainda mais do mesmo.

Para manter a máquina oleada, era utilizado, entre outros, o óleo do cabelo de alguns “comentaristas” autoproclamados benfiquistas, mas que nunca aparentaram quererem mais do que… Guerra.

Nos meandros da lavagem dos cestos da vindima de quase duas décadas, surgiram então duas das frases mais fortes de todo o colóquio estabelecido e transmitido via Youtube e Twitch: “foram 20 anos a lavar cabeças aos benfiquistas” e “lavar a cabeça a um burro é um desperdício de sabão”. Importa referir que esta última advém de um provérbio alentejano, mas a referência é percetível.

Ainda sobre Vieira, Benitez aproveitou para lembrar uma premissa, creio, básica: “quem ofende a honra do SL Benfica tem que ser expulso de sócio. Alguém que roube o clube (…) não deixa outra hipótese”. Entretanto, os mais impacientes indagam: “já chegámos ao presente”? Quase, rapazes, já se avista a costa. Neste caso, o Costa…

Continua amanhã…

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