Publicidade

Gil Vicente 1-1 Benfica: O galo de Oblak, Jesus e Cardozo

Francisco Vaz de Miranda · 3 min

Gil Vicente 1-1 Benfica: O galo de Oblak, Jesus e Cardozo

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

benficaabenfica

Foi um Benfica moralizado com o tropeção do Porto nos Barreiros aquele que entrou no lamaçal de Barcelos. Num relvado próprio para râguebi e não para futebol, durante a primeira parte o que faltou em futebol sobrou em faltas, apitos de um dos piores árbitros portugueses e lama pelo ar. Para o registo ficam apenas dois lances de perigo por parte do Benfica: o primeiro de Rodrigo, assistido por Lima (soberba visão de jogo de Nico Gaitán), que, num campo em mínimas condições, teria feito golo; o segundo num excelente pontapé de meia distância de Siqueira, a rasar a trave da baliza gilista. Chegava o intervalo com um 0-0 que se justificava perante tamanha inércia das duas equipas.

No segundo tempo surgiu um Benfica com mais vontade, dinâmica e velocidade. Depois de deixar passar em claro uma grande penalidade evidente cometida sobre Rodrigo, Bruno Paixão expulsou Siqueira aos 58 minutos. Quando o Benfica parecia mais perto do que nunca de conseguir furar a muralha do Gil Vicente, duro golpe para as contas de Jorge Jesus, que se preparava aí para lançar Cardozo. Recuou, manteve o Tacuara no banco e acabou por ser mesmo através de um penálti sem margem para dúvidas, cometido sobre Gaitán, que Lima inaugurou o marcador. Pedia-se um Benfica solidário e ciente da importância deste resultado nas futuras contas do campeonato.

Os gilistas não se deixaram intimidar e aos 73 minutos festejavam o empate Fonte: Mais Futebol
Os gilistas não se deixaram intimidar e aos 73 minutos festejavam o empate
Fonte: Mais Futebol

Com mais um homem em campo, o Gil tentava atacar de forma envergonhada. Luís Martins assustou num livre lateral: canto e, num pontapé de ressaca, Vítor Gonçalves contou com a preguiça de Oblak (miúdo, deixa as defesas com estilo para outro tipo de jogos…) para chegar ao empate. Estava feito o 1-1 e o Benfica reduzido a 10 teria de ir buscar forças às pernas já desgastadas pelo lamaçal barcelense. Faltavam 20 minutos para o fim quando Cardozo foi mesmo lançado, três meses depois da última aparição, que ainda deverá tirar sono aos sportinguistas. E foi mesmo o paraguaio a ter nos pés uma enorme oportunidade de golo, quando à boca da baliza rematou para uma defesa por instinto de Adriano. O Benfica carregava e desesperava por um golo importantíssimo que lhe valesse os 3 pontos, mas sempre com muito coração e pouca razão. Já nos descontos, Djuricic, em pés de veludo na lama, ganhou um penálti duvidoso e Cardozo quis coroar o regresso da lesão com um golo. E quão importante seria. Marcou mal, muito mal, e falhou. De uma possível vantagem de 2 pontos para o Sporting e 6 para o Porto, vamos acabar por entrar para o derby muito pressionados pela provável igualdade pontual com o Sporting.

Bem sei que o Jesus se costuma dar bem com o clube de Alvalade, mas também sei como está talhado para falhar nos momentos decisivos, como hoje. Se posso desculpar Cardozo pela fome de bola e do golo, tenho de culpar o treinador por não ser minimamente inteligente ao perceber o enorme risco corrido ao entregar tal responsabilidade a quem regressou hoje de uma ausência de 3 meses. Daqui para a frente as coisas são fáceis de prever: vencer o Sporting para a semana e guardar essa vantagem até ao Sporting–Porto, que está para breve. Queria só lembrar que, com um treinador competente e condenado ao sucesso, teríamos por esta altura DEZ (!) pontos de vantagem sobre o Porto. Pensem nisso.

Francisco Vaz de Miranda

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.