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A paciência é uma arte difícil de dominar

André Eusébio · 1 min

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Glóbulos Vermelhos

A paciência é uma qualidade alcançável para poucos. Pior, mesmo quem a possui por natureza nem sempre consegue detê-la por muito tempo, o tempo, por vezes, necessário. E o adepto do Benfica, como aliás é facilmente compreensível, consegue não tê-la de todo. Mas nem sempre é assim. Há jogadores que por, mesmo estando as suas exibições a desiludir, que dão tudo, correm, ajudam a equipa, defendem. Esses merecem mais do que outros, um bocado mais de paciência.

Rodrigo saúda o novo 10 / Fonte: www.zimbio.com
Rodrigo saúda o novo 10
Fonte: zimbio.com

Provavelmente, quando se soube da transferência de Filip Djuricic para o Benfica todos pensaram: já temos 10. E não é que não tenhamos, mas é preciso calma. É um miúdo com muito talento, ponto final, mas também se nota que ainda não entrou completamente nos mecanismos da equipa, como é perfeitamente normal. Mas os passes não enganam, a visão de jogo também não, precisa é de jogar. Outro apontamento que não o favorece é a teimosia de Jesus em jogar com dois pontas de lança, não quero entrar nas opções técnicas, mas a constante alteração táctica não lhe dá tempo para impor o seu jogo.

Contudo, tenho uma grande convicção que se tornará um jogador de classe, com uma carreira de sucesso no Benfica e umas coroas a entrar no cofre. Antes disso, tem que se ser paciente. Não é por não estar ainda a demonstrar o que já vimos dele no Heerenveen que é um flop, e ainda há uns quantos no nosso plantel. Djuricic tem tudo para ser um fantástico nº10. E para nos fazer esquecer a ausência do eterno Aimar. Se assim o deixarem. Se não, paciência.

André Eusébio

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2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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