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Iluminismo: Consequências das toupeiras, e-mails e Lex’s

Gonçalo Borbinha · 3 min

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O caso prolongar-se-á indefinidamente. Há toda uma rede de “exímios” profissionais das suas áreas que é acusada de participar em crimes de violação do segredo de justiça, de dívidas ao fisco, branqueamento de capitais, entre outros. O amontado de casos análogos (Casos dos e-mails, Operação Lex, E- toupeira) faz com que o público não tenha bem noção do que realmente difere entre cada caso. Isto tudo acontece porque muitos órgãos de comunicação social de renome aplicam a máxima de “sermos os primeiros”: mal se vê um advogado do SL Benfica à porta de um tribunal ou um elemento da estrutura encarnada a dar um passeio pelo Terreiro do Paço, a notícia aporta nos sites dos respetivos meios de comunicação social.

A imundice é já tanta e a quantidade de factos que poderão comprovar os alegados crimes são tão abundantes, que é natural que sejam colocados todos no mesmo saco: Luís Filipe Vieira e, infelizmente, irremediavelmente, Sport Lisboa e Benfica. E esta é a parte grave, porque não afeta só um Presidente e todos os alegados cúmplices, prejudica milhões de pessoas.

Quais poderão ser as consequências de todos estes casos para a instituição SL Benfica?
Fonte: SL Benfica

Deixando de lado o discurso “romântico-clubístico”, no qual se reveem a maioria dos adeptos benfiquistas, é elementar conferir quais as consequências para a marca Benfica, cuja popularidade foi vangloriada pelo Presidente encarnado.

O “faz tudo”, Soares Oliveira, que foi o mesmo senhor que já veio falar da compra de um clube da Premier League, que já surgiu ao público afirmando que o Benfica é um dos clubes mais vanguardistas da europa, que já se reuniu com investidores chineses, pronunciou-se sobre os efeitos desta desonra: «Estudamos tudo o que pode afetar a marca Benfica». Depois desta declaração tudo fica em águas mais brandas, até porque a prestigiada Fly Emirates nem está a ponderar afastar-se das camisolas vermelhas dos jogadores do Benfica: antes não fosse ironia. De acordo com o jornal “O Jogo”, os patrocinadores do Benfica estão preocupados com as consequências para as suas marcas, devido à exposição mediática do Benfica com os casos que afetam o clube encarnado – empresas como Emirates, Sagres, Coca-Cola, NOS e Huawei, “querem ouvir explicações sobre tudo o que tem sido tornado público e sobre a responsabilidade do Benfica em cada processo e as soluções pensadas para proteger a marca do clube e, por inerência, os seus investidores” – escreveu o jornal “O Jogo”.

O contrato do Benfica com a Fly Emirates é válido até 2018. Uma das maiores companhias aéreos do mundo decidiu fechar contrato com a equipa da Luz há três anos atrás: o acordo foi de 8 a 10 milhões por ano consoante a concretização de objetivos. Nos dias que correm reúnem-se as condições necessárias para a cisão do vínculo: o contrato está a findar, o Benfica não atingiu nada além de 0 vitórias na Liga dos Campeões, e acrescenta-se ao caso toda a polémica dos últimos meses.

Poderá a marca Benfica sair afetada?
Fonte: SL Benfica

Até é compreensível que as empresas Sagres, Coca-Cola, Huawei, Adidas, Repsol, BetClic, Nos, entre outras, estejam mais preocupadas com o esclarecimento dos processos polémicos do que com a preparação de uma declaração formal ao público para se justificarem – uma vez que podem estar a patrocinar uma entidade alegadamente infratora.

Resta apenas esperar para perceber se a equipa especial que Luís Filipe Vieira destacou para “combater” os ataques do inimigo está ou não a conseguir defender os interesses do Benfica: defendendo o clube das injustiças ou se, pelo contrário, a equipa de “combate” serve para proteger o Benfica dos erros do seu Presidente.

Foto de Capa: SL Benfica

Gonçalo Borbinha

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