Jorge Jesus e a frente de ataque do Benfica

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Com a época a iniciar-se e com os reforços ainda em fase de ambientação, a confiança de Jorge Jesus, na frente de ataque, recaiu nos jogadores que já integravam o plantel.

À partida, Carlos Vinícius parecia ter lugar cativo no 11. No entanto, para surpresa de muitos, Haris Seferovic (vindo de uma época muito pouco positiva) começou a temporada como titular. A que se deveu esta opção do treinador do SL Benfica e afinal quem deve ser o titular na frente de ataque?

Comecemos por aquele que foi o melhor marcador da última edição da Primeira Liga: Carlos Vinícius. A qualidade do avançado brasileiro é inegável, mas Jorge Jesus parece não ser especial apreciador das características de Carlos Vinícius. É fácil de perceber o porquê. Vinícius terá muita dificuldade em adaptar-se ao modelo e às dinâmicas do treinador português.

Apesar de até ser relativamente rápido, Vinícius não é um ponta de lança que procure a tão discutida profundidade. Algo normalmente fundamental nas ideias de Jorge Jesus. A capacidade técnica do brasileiro também deixa algo a desejar, não sendo um jogador capaz de controlar e manter a bola quase como um pivot de futsal, como tantas vezes vimos fazer Slimani ou Cardozo. É igualmente fraco a recebendo a bola entrelinhas.

Defensivamente também lhe falta a intensidade no momento de pressão, que Jorge Jesus exige aos seus avançados. A capacidade de finalização de Vinícius foi disfarçando e compensando estas lacunas, mas agora inserido num sistema onde se exige mais do que golos ao avançado a sua vida complica-se. Sendo também um dos ativos mais valiosos da equipa das águias, a sua saída pode ser vista com bons olhos pelos responsáveis encarnados.

Já Haris Seferovic encontra-se num posição diferente, mas igualmente pouco segura. O avançado suíço encaixa, pelas suas características, na perfeição no sistema de Jorge Jesus. Seferovic é um jogador conhecido pela forma como ataca a profundidade nas costas da defesa e é consideravelmente mais intenso no momento defensivo. No entanto, a qualidade pura do jogador não está nem sequer perto do nível exigido por Jorge Jesus.

Desde a saída de João Félixc que Haris Seferovic tem tido mais dificuldades em chegar ao golo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Darwin Nunez, pelo que fez frente ao FC Famalicão e pelas qualidades que apresenta, parece já ter a titularidade assegurada. A forma como o uruguaio dá profundidade à equipa, mas consegue igualmente funcionar como um homem alvo na construção ou uma figura central dentro da área, dá uma enorme versatilidade ao ataque encarnado.

A tão discutida ideia da profundidade acaba por ser algo limitadora, sobretudo num campeonato onde boa parte das equipas se irá apresentar com linhas muito baixas e juntas. Darwin oferece essa versatilidade que mais nenhum avançado do  SL Benfica pode oferecer.

A forma como o uruguaio se associa com Luca Waldschmidt pode também ser muito importante para o sucesso da equipa de Jorge Jesus. Esta dupla dinâmica entre um avançado mais possante e outro mais técnico faz lembrar o SL Benfica de 2010, com Saviola e Cardozo na frente de ataque.

O alemão parece também já ter convencido Jorge Jesus. A qualidade que tem a ligar setores e a boa capacidade de finalização e remate de longe, tornam Luca Waldschmidt no jogador perfeito para desempenhar aquela função. O internacional alemão é o mais parecido com João Félix a chegar ao SL Benfica, desde a saída do prodígio do Seixal.

Darwin e Waldschmidt parecem ser a dupla por agora, mas se Vinicius ficar certamente que o avançado brasileiro trabalhará para recuperar a titularidade. O jovem alemão também não pode descansar, Pizzi e até mesmo Pedrinho podem roubar-lhe o lugar. Atenção também a Gonçalo Ramos! O jovem jogador continua semana sim, semana sim, a bater à porta.

As opções são muitas e de excelente qualidade!

Gonçalo Batista
Gonçalo Batistahttp://www.bolanarede.pt
O Gonçalo é atualmente aluno da Escola Superior de Comunicação Social, onde persegue o seu sonho de ser jornalista. Descobriu a emoção do desporto quando assistiu, juntamente com o seu pai, ao clássico entre o Glasgow Rangers e o Celtic. A partir desse momento o desporto tornou-se uma parte fundamental da sua vida. Apaixonado pela prática desportiva, segue o futebol em geral e a NBA religiosamente. Tem dois clubes de coração o Benfica, e o Clube Atlético de Queluz clube da terra, no qual é atleta desde os 6 anos.                                                                                                                                                 O Gonçalo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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