Publicidade

A caminho do Estádio da Luz – RB Leipzig empata FC Bayern de Munique

Daniel Oliveira · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Sport Lisboa e Benfica estreia-se na UEFA Champions League 2019-20 com a recepção ao actual líder do campeonato alemão – RB Leipzig. Após três vitórias manteve a liderança da Bundesliga ao alcançar um empate a uma bola no passado sábado frente ao FC Bayern de Munique no Red Bull Arena.

Nestes primeiros jogos do campeonato alemão a equipa de Julian Nagelsmann tem variado entre o 3-5-2 e o 4-4-2, tendo mesmo utilizado os dois sistemas neste jogo frente ao campeão alemão.

Na baliza actuou um dos alvos do SL Benfica no último Mercado de Transferências – Péter Gulácsi.

À frente deste 3 homens  – Mukiele, Konaté e o capitão Órban.

Na ala direita actuou o Klostermann e na ala esquerda o Halstenberg.

Na base do meio-campo jogou o austríaco Konrad Laimer apoiado pelos mais criativos Forsberg e Marcel Sabitzer.

O ataque ficou entregue ao gigante dinamarquês Poulsen e claro está ao craque da equipa Timo Werner.

O jogo começou mal para o RB Leipzig com um golo de Lewandowski logo no terceiro minuto.

Toda a primeira-parte foi muito inofensiva e desinspirada por parte dos homens de Nagelsmann que praticamente só criaram perigo no penalti que beneficiaram já no último minuto do primeiro tempo. Com o sistema de 3 centrais a não funcionar a equipa da casa regressou do intervalo com uma substituição e alteração táctica.

A saída de Klostermann para a entrada do médio Diego Demme, permitiu uma aproximação de um 4-4-2 mais clássico com o jovem Mukiele a assumir a lateral direita. Neste novo sistema o Leipzig transfigurou-se e disputou verdadeiramente o jogo com o FC Bayern de Munique nos segundos 45 minutos. O reforço do meio-campo permitiu que a equipa conseguisse pressionar mais alto, ganhar a bola em zonas mais ofensivas e causar maiores desequilíbrios na defensiva Bávara.

O sistema de três centrais do Leipzig é aconselhável num embate com uma equipa que se apresente com dois pontas de lança – como é o caso do SL Benfica – de forma a criar vantagem numérica naquela zona do terreno.

Timo Werner é a estrela da equipa mas o forte do conjunto alemão é o seu jogo colectivo 
Fonte: RB Leipzig

Contudo, o futebol e as dinâmicas da equipa de Bruno Lage não giram em torno dos dois avançados mas sim nos desequilíbrios que os extremos e médios podem causar pelo centro do terreno no espaço entre o meio-campo e a grande área adversária. Daí me parecer mais limitativo à qualidade do SL Benfica um reforço no meio-campo do que um reforço no centro da defesa.

O 3-5-2 do RB Leipzig terá as suas vantagens mas irá permitir à equipa de Bruno Lage superiorizar-se no meio-campo e libertar a criatividade tanto de Pizzi como de Rafa. Já o 4-4-2 poderá trazer um diferente equilíbrio ao meio-campo, menos espaço para os criativos da Luz e ainda uma capacidade de pressão a qual este SL Benfica ainda me parece demasiado verde para suster.

Já foi avançada a possibilidade de o Sport Lisboa e Benfica abdicar da dupla ofensiva jogando com o criativo marroquino nas costas no avançado. Esta opção aparenta ser a mais indicada para este jogo de Liga dos Campeões. Não só inutilizaria o sistema de 3 centriais alemão como ainda traria maior capacidade à equipa de lidar com o alternativa 4-4-2.

O RB Leipzig é uma equipa de qualidade mas a formar ainda uma identidade. Composta por vários jogadores fortes e também por vários jogadores rápidos. É capaz de de lançar ataques rápidos em cada momento e tem uma boa organização para pressionar alto eficazmente. O ás da equipa é sem dúvida o alemão Timo Werner mas o forte do conjunto alemão é o seu jogo colectivo principalmente sem bola.

 

Foto de Capa: RB Leipzig

Revisto por: Jorge Neves

Daniel Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.