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Pedro Beleza · 2 min

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Vamos a meio de janeiro e a janela de transferências continua a trazer vários nomes associados ao Benfica. Dos nomes até agora enunciados, parece-me óbvio que o Benfica está interessado, pelo menos, na contratação de dois jogadores: Mukhtar, do Hertha de Berlim, e Jonathan, uruguaio do Peñarol.

Sobre o médio alemão (que, segundo a comunicação social, já está em Lisboa, pronto para assinar contrato) conheço muito pouco. Do que vi e li, Mukhtar é um jogador com potencial mas longe de ser uma grande promessa da sua geração, como Selke ou Stark. Ainda assim, é um jogador internacional pelas camadas jovens da Alemanha, tendo sido, aliás, capitão dos sub-19. Veremos se vem diretamente para a equipa principal ou se irá ter um período de adaptação a Portugal através da equipa B do Benfica.

Quanto a Jonathan Rodríguez, é um avançado ao estilo de Rodrigo: rápido, com muita mobilidade e agressivo no um para um. Apesar de não ter uma grande percentagem de eficácia em frente à baliza, esta época leva seis golos em 12 jogos na Liga Uruguaia. Tendo em vista a quebra de rendimento de Lima, o Benfica prepara já a próxima época, a nível ofensivo, com a contratação do avançado do Peñarol. Parece-me uma aposta segura e que facilmente agradará aos adeptos encarnados.

Se estas duas contratações realmente se tornarem oficiais, os dirigentes do Benfica confirmam um padrão demonstrado nos últimos anos, que é, evidentemente, marcado pela aposta em jovens valores da Europa e da América do Sul. São mercados com dezenas de jovens recheados de valor, ainda que nem sempre consigam afirmar-se no futebol de elite.

A substituição de Enzo Pérez será um caso sério para Jorge Jesus Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
A substituição de Enzo Pérez será um caso sério para Jorge Jesus
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Porém, após a saída de Enzo Pérez, o estilo de jogo de Jorge Jesus ficou abalado com a perda do motor da equipa. É curioso que, sabendo da importância da posição “8” no esquema tático do Benfica, os dirigentes encarnados não tenham, ainda, contratado um jogador capaz de pelo menos imitar, no imediato, o que Enzo Pérez fazia. A verdade é que o próprio Jorge Jesus defende que Talisca é uma solução viável e que Pizzi pode, também, ser o homem certo para o lugar que o argentino deixou vago. O brasileiro, pelo (pouco) que jogou até agora na posição de Enzo, não conseguiu oferecer a dinâmica necessária à equipa. E mesmo a defender mostra claras debilidades. Quanto a Pizzi, é muito cedo para se tirar alguma conclusão. Os escassos minutos de utilização mostraram qualidade e vontade de ajudar a equipa, mas é tudo ainda muito esforçado.

Infelizmente, inegável é que o Benfica chega a meio de janeiro, numa altura em que a equipa teria obrigatoriamente de estar oleada e com uma dinâmica de jogo inata entre os setores, com sérios problemas numa posição fulcral e altamente decisiva para o sucesso do coletivo. É, no mínimo, preocupante. E ainda faltam muitos jogos, muitas batalhas para que o 34.º Campeonato Nacional seja uma realidade.

Pedro Beleza

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