Publicidade

O caminho para a cura ou a evidência do mau momento?

Patrícia Ribeiro Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Será que podemos continuar a falar em crise? Cinco jogos consecutivos sem ganhar para uma equipa com a grandeza do Benfica não pode tratar-se só de uma crise.

Para o coração de muitos benfiquistas isto é uma doença, quase fulminante até, que tira a vontade de comer, beber ou ver qualquer jogo de futebol que seja porque desanima e contamina o estado de espírito. Mas está doença tem cura: é só preciso ganhar e assim o Benfica cura mais de 6 milhões de adeptos.

Foto de Patrícia Ribeiro Fernandes.
Queremos voltar a ver este grupo a festejar
Fonte: SL Benfica

No entanto, não se pense que vencer o próximo jogo sarará todas as maleitas, não será o desafio com o Olhanense que irá mudar o chip dos Benfiquistas. Precisa-se, não de uma vitória mas de várias, e recuperar a confiança na equipa para voltar a ser rolo compressor, como nos tinha habituado.

Olhando para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, que se vai realizar sábado, entre o Olhanense e o Benfica no Estádio do Algarve, antevejo a apresentação de um onze encarnado com mexidas e testes do treinador a alguns jogadores, após duas semanas de treino em conjunto e com uma grande parte do plantel ao dispor. Normalmente, estas paragens são benéficas para aumentar a carga física e ter tempo para treinar esquemas táticos mas também, a verdade é que jogos de 3 em 3 dias, com deslocações internacionais incluídas, acabam por não trazer grande vantagem.

Contudo, acho que vamos encontrar um Benfica com os jogadores mais integrados e cientes do que o treinador espera deles. Acho também, que o esquema tático se alterará para um 4x3x3, com Svilar na baliza, no meio campo, Krovinovic, mais recuado que o habitual, de forma a ter condições de arrancar com a bola e decidir bem o último passe para a frente de ataque, juntamente com Fejsa e Pizzi. Acredito que Rui Vitória aproveite ainda a oportunidade para ver em condições físicas em que se encontra Douglas e, no ataque, creio que apostará num tridente muito móvel composto por Cervi, Zivkovic e Raul.

Falando um pouco da prova rainha, que tanto valor tem para o Benfica pela sua mística, faz exatamente um ano, Olhanense e Benfica disputaram jogo em que as águias saíram vitoriosas. Quanto aos algarvios, o campeonato tem-lhes corrido bem, apesar de virem de uma derrota, a primeira da época, com o Oriental, e garantidamente, que entrarão em campo para lutar pelo resultado.

Em suma, mais do que um pontapé na crise, o jogo com o Olhanense é um exame que vai demonstrar se os testes efetuados pelo Rui Vitória nestas duas semanas serão um passo para a mudança no caminho da glória ou mais um passo para o abismo

Foto de capa: SL Benfica

Patrícia Ribeiro Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.