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Os emojis são uma coisa cada vez mais séria no meio comunicacional. Vemo-los todos os dias, seja nas redes sociais ou em lojas que aproveitam a popularidade dos bonecos amarelos e os transportam, das mais diversas maneiras (peluches, carteiras, malas, porta-chaves) do mundo virtual para o real.
Também os vemos em… publicações desportivas. E não são publicações quaisquer. O ‘Bild’, prestigiado jornal alemão, publicou, na passada sexta-feira, uma foto do plantel do campeão Bayern Munique, substituindo a cara dos jogadores pelos tais emojis, seguindo-se uma descrição que justificava o “boneco” atribuído a cada jogador.
Uma iniciativa que ainda não foi feita em Portugal e à qual achámos tanta piada que decidimos transportar para cá, utilizando, também, o campeão do nosso país (Benfica), ontem encontrado.
Segue, portanto, o desfile dos campeões nacionais e os respectivos… emojis.
Fontes dos emojis incluídas na Foto de Capa e ao longo do texto: imore.com, emojipedia.org e getemoji.com
Foto de Capa: UEFA

Ederson – Sempre que a bola se aproximava, lá estava ele a cruzar os braços, como que a proibir o acesso à sua baliza, fosse ao sair da baliza de forma destemida e oportuna, ou a defender, entre os postes, revelando equilibrio emocional. Dono de um fortíssimo pontapé, não se esquece a assistência que fez para o golo de Jimenez no 2-0 do jogo do título, e que foi ensaiado durante todo o campeonato.

Lisandro – este não foi o melhor ano de Licha ao serviço do Benfica, contando apenas 587 minutos. Porém, sempre que foi chamado à ação, agiu prontamente, , qual polícia a controlar a sua zona de jurisdição!
Inesquecível o golo apontado ao FC Porto, no Dragão.

Grimaldo – Apesar da lesão abdominal contraída a meio da temporada, não se deixou perturbar, e manteve a intensidade de sempre, percorrendo, com a mesma concentração do emoji que lhe associamos, a ala esquerda do Benfica

Luisão – O grande capitão do Benfica voltou a manter a regularidade do costume e a reafirmar o que se já se sabe em Portugal e na Europa – é ele o xerife da Luz!

Fejsa – O sérvio teve uma das melhores épocas em termos de disponibilidade física e… tática. Como um furacão, foi vê-lo a varrer muitas das tentativas do adversário em furar o meio-campo encarnado, deixando para trás um rasto de destruição de ambição rival.

Filipe Augusto – Foi dos jogadores mais discretos do Benfica, e ainda é olhado com alguma desconfiança. Entrou a meio da época e foi demonstrando segurança e preocupação em manter tudo certinho no meio-campo encarnado.

Samaris – O seu temperamento prejudicou mais do que aquilo que beneficiou a equipa no decorrer da época (como em Moreira de Cónegos- ainda que a equipa tenha vencido o jogo, o “murro” que deu em Diego Ivo terá prejudicado o balneário depois).
Habitual opção para fechar o meio-campo (9 jogos como suplente utilizado), o grego usou muito da sua agressividade e viu 8 amarelos ao longo da época.

André Horta– Sagrou-se campeão na época de estreia (profissional) pelo clube do coração. Não podia querer mais. Ou até podia. Porque não foi tão utilizado na reta final do campeonato. Porém, há que reconhecer – ainda está em fase de maturação, é o “bebé” da luz.

Raúl Jimenez – Teve uma época marcada por algumas lesões e demorou a conseguir discutir, com argumentos firmes um lugar no onze. Mas conseguiu, e neste momento parece ter vencido a concorrência de Mitroglou.
Sempre que foi chamado, correspondeu… em grande estilo (como atestam os óculos de sol do emoji que lhe associamos). Como em Vila do Conde, onde foi decisivo (fez o 1-0 final), na jornada de véspera do jogo do título … na qual também marcou.

Jonas – Sempre que entra, a equipa parece gravitar à volta dele. Porque sabe que ele pode (e provavelmente vai) resolver. Como resolveu, no jogo caseiro diante do Estoril, com dois golos, um deles de forma sublime.
Esta época, apesar das lesões, viu-se muita da classe de Jonas a ser passeada quando descia no terreno para encontrar linhas de passe, quando entrava pelas entrelinhas do adversário em busca de uma nesga de terreno que lhe permitisse receber orientado (como ele sabe tão bem) e armar o remate ou assistir
Rui Vitória disse que Jonas estava para o Benfica como Messi para o Barcelona ou Ronaldo para o Real Madrid. Não esteve longe da verdade. Jonas é o sol deste Benfica.

Mitroglou – A referência é óbvia: o grego esteve endiabrado, sobretudo na hora de visar a baliza contrária, e é, actualmente, o melhor marcador da equipa na Liga com 15 golos apontados.
Inesquecível, para os adeptos encarnados, o momento em que decidiu o jogo contra o SC Braga na Pedreira.

Júlio César – Teve uma época atípica na sua carreira, passando mais tempo no banco que no campo, mas quando foi chamado a intervir, apareceu, imperturbável, tal e qual um guarda real britânico.

Lindelof – O Iceman, como é carinhosamente apelidado, revelou a sua frieza ao longo da época. Fosse a dobrar o patrão da defesa ou os laterais, com plena noção do espaço, fosse na hora de visar a baliza… como aconteceu em Alvalade

Carrillo – O peruano não se conseguiu afirmar na Luz na sua época de estreia, chegando mesmo a ouvir assobios quando pegava na bola. Porém, também demonstrou promenores de qualidade, ainda que passasse a maior parte do tempo… escondido do jogo.

Zivkovic – Só começou a ser utilizado com regularidade com o aproximar da época e voltou a desaparecer gradualmente. Enquanto esteve presente, porém, revelou promenores de fino recorte técnico. Impecáveis, como o emoji que lhe atribuímos.

Salvio – Foi um dos jogadores mais utilizados por Rui Vitória, somando 2010 minutos divididos por 29 jogos, 26 dos quais a titular.
Quando era solicitado (e foi muito), ele piscava o olho, como quem diz “contem comigo”.

Eliseu – Revelou alguma solidez e fez uso da sua experiência ao longo da época, impulsionado pelo amor que sente ao clube. Porém, não se livrou de algumas críticas.
Como a última imagem é a que fica, decidimos deixar-lhe uma mota. Tal e qual a que usou nos festejos do título

Gonçalo Guedes – Partiu a meio da época e a equipa ressentiu-se. Até lá, conseguiu-se afirmar perante a ausência de Jonas, com um futebol enérgico, assente na garra e na vontade de singrar. Um modo de jogar que emanava… alegria.

Pizzi – O transmontano fez uma época incrível. Foi o coração e a alma do meio-campo encarnado, assumindo o papel de criador principal da magia benfiquista.
Da sua cartola (de magico-mor) sairam muitas jogadas que acabaram no fundo das redes contrárias. Pizzi foi um dos que mais mereceu este tetra.

Cervi – Teve um começo de época promissor, acalmou, mas voltou a mostrar um futebol eletrizante.
O argentino fartou-se de correr, entrando em piques de velocidade que foram aumentando as cargas positivas na Luz.

Rafa – Teve apontamentos interessantes como a assistência para o golo de Salvio contra o Sporting ou o golaço ao Tondela, ambos ao Tondela.
Esteve longe, porém, do que se esperava dele (e dos 16 milhões pagos), sobretudo no momento da decisão, ainda que revelasse sempre um espírito de luta e de… desconfiança por cada bola que parecesse perdida. Foi a todas, com garra e determinação.

Jardel – Terá sido a época mais azarada da carreira de Jardel ao serviço do Benfica, no plano pessoal. Foi fustigado por lesões e só cumpriu 90 minutos.

André Almeida – Vive o clube de forma apaixonada, e comprovou essa mesma entrega em Vila do Conde, quando saiu disparado do banco de suplentes para festejar o golo da vitória.
Não sendo um titular, foi o habitual jóquer do Benfica.

Nélson Semedo – Na hora de discutir cada lance com quem se aproximasse dele, foi vê-lo a cerrar os dentes. Foi à luta por cada nesga de terreno e, depois de ganhar bolas na raça, lá percorreu, com toda a vontade e velocidade, o flanco direito encarnado.
Nota: Pedro Pereira, Paulo Lopes e Hermes não constam nesta lista por ainda não terem somado minutos; Danilo, Celis, Jovic e Zé Gomes também não aparecem por não terem tido, no nosso entender, um papel tão relevante no título quanto os nomes que apresentamos.












