A esperança não foi a última a morrer, e isto não acaba só quando a senhora gorda cantar. Uma reta final horrível, deixa-nos no limbo entre a Liga Milionária, e a Liga dos outros. Mas para muitos já foi o fim.

Perder com o Tondela foi perder o campeonato (que já parecia impossível). Mas mais que isso, perder com o Tondela significa que o nosso próximo jogo, com o rival da segunda circular, é o jogo que define se saímos daqui com dignidade, de cabeça levantada, e com possibilidade de fazer uns trocos a mais na próxima época.

Ora ir a Alvalade jogar um jogo que nos curará (mas pouco) a mágoa que foi não ter conquistado o penta, faz-me lembrar um pouco aquela expressão que nós estávamos muito acostumados a mandar para o ar, para o nosso amigo sportinguista: “ O teu campeonato é ganhar na Luz”.

O nosso próximo jogo, com o rival da segunda circular, define se saímos daqui com dignidade Fonte: SL Benfica

Neste caso o nosso campeonato será, depois de dois míseros desaires, este jogo, uma vez que põe em causa tudo o que será a nova época. Isto de ter que fazer contas para ir à Europa faz-me sentir o menino pobre que não pode ter as coisas que os meninos ricos podem.

Afinal depois de quatro anos em que esbanjávamos e tomávamos por garantida a Liga dos Campeões, o campeonato, e uma ou outra taça, imaginem como seria, perder numa semana os dois mais importantes.

Esta época seria quase como acordar depois de um fim de semana em Las Vegas e perceber que todo o nosso dinheiro foi à vida. Não temos carteira, não temos bilhetes de volta, temos a roupa com que desmaiámos e não sabemos dos nossos amigos.  Digo quase porque nunca tive a sorte de passar por isso, mas imagino que seja muito assim. Só nunca pensei que a empregada que nos encontra no chão do quarto de hotel, e nos faz realizar que perdemos tudo, neste caso, fosse o próprio Benfica.

Not cool.

Foto de Capa: CD Tondela

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O Alexandro acredita piamente que se existe um Deus a melhor obra dele é, sem dúvida, o futebol. Saído de uma família benfiquista ferrenha, a escolha acabou por ser óbvia. Divide a paixão que têm pelos encarnados, com a paixão e o sonho de ver o Académico de Viseu de volta à primeira. A escrita é algo que sempre esteve presente no seu percurso, sendo que em todos os seus textos tenta incluir o humor que lhe é tão característico. Nascido e criado em Viseu, decidiu há 5 anos rumar a Lisboa para poder estar mais próximo da Luz, ou como os pais lhe chamam, estudar.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.