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Os 5 dérbis mais encarnados dos últimos tempos

Jorge Baptista Laires · 3 min

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Todos os anos sentimos o mesmo. O mesmo nervosismo, a mesma ânsia, o mesmo peso e importância do jogo que se avizinha. São os dérbis e os clássicos as partidas mais antecipadas, e factualmente as mais decisivas, que levam todos os adeptos de futebol ao delírio momentâneo. Então quando o título de campeão nacional está em causa, o país para por completo.

Tendo em conta que tivemos não só um, mas dois Clássicos da Segunda Circular dentro de quatro dias desta semana, decidi relembrar quais foram os melhores cinco dérbis entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal do passado mais recente.

5.

Fonte: SL Benfica

Sporting CP 1-3 SL Benfica, 10 de dezembro de 2012 – Uma partida que veio a confirmar a má prestação no campeonato que o Sporting viria a ter ao longo dessa época. Com um hat-trick de Cardozo, as Águias tiraram grande proveito da crise que o Sporting CP estava a passar neste ano, no qual teve três treinadores diferentes e dois presidentes, e a acabar no sétimo lugar na liga. Apesar desta vitória pesada em Alvalade, o Benfica não venceu o campeonato, depois do famoso golo de Kelvin desolar o sonho benfiquista e fazer Jorge Jesus ajoelhar.

4.

Fonte: SL Benfica

Sporting CP 2-4 SL Benfica, 3 de fevereiro de 2019 – Não há dúvida que os adeptos benfiquistas estavam a precisar de uma vitória desta dimensão e sobre o rival da capital. Depois do despedimento de Rui Vitória face aos maus resultados desta época e da falta de qualidade exibicional, Bruno Lage trouxe uma lufada de ar fresco ao clube. Foi uma exibição de luxo por parte dos encarnados, um espetáculo de futebol com muitos golos (para além dos corretamente anulados) e que veio a enaltecer a qualidade de alguns jogadores do Benfica que anteriormente não a puderam mostrar ao comando de Rui Vitória.

3.

Fonte: SL Benfica

SL Benfica 2-0 Sporting CP, 11 de fevereiro de 2014 – Naquele que foi o primeiro ano a contar para a conquista do tetra, os argentinos Nico Gaitán e Enzo Pérez marcaram para dar a vitória ao Benfica, e ampliar a diferença de pontos na tabela classificativa. Num jogo em que o Sporting apenas fez um remate à baliza num total de apenas quatro remates, e o Benfica marcou dois golos em seis remates à baliza, num total de 18 remates. Foi de facto um jogo com uma seta apontada à baliza leonina.

2.

Fonte: SL Benfica

Sporting CP 1-1 SL Benfica, 22 de abril de 2017 – O golo espetacular de livre direto do central sueco Victor Lindelöf, que praticamente deu o campeonato ao Benfica. Este empate foi de extrema importância para a conquista do campeonato, pois o Porto estava a três pontos do Benfica a cinco jornadas do fim, e em caso de derrota do Benfica, e vitória do Porto, muito provavelmente não teria havido tetra encarnado. O que aconteceu foi mesmo um empate em Alvalade, e um empate do FC Porto no Estádio do Dragão na mesma jornada, frente ao Feirense.

1.

Fonte: SL Benfica

Sporting CP 0-1 SL Benfica, 5 de março de 2016 – Saudades, Mitroglou. Na vigésima quinta jornada do campeonato, o Benfica ia a Alvalade a um ponto do primeiro lugar ocupado pelo Sporting. Um golo solitário do grego Konstantinos Mitroglou deu a vitória ao Benfica, que ficou dois pontos acima do Sporting até ao final do campeonato, ao não perder nem empatar nenhuma partida desde aí. Assim se conquistou o tricampeonato de 2016.

Foto de Capa: SL Benfica

Jorge Baptista Laires

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Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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