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A terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões joga-se esta terça-feira e põe frente-a-frente o PAOK e o SL Benfica, mas também um duelo de portugueses: a equipa de Salónica é treinada por Abel Ferreira, ex-SC Braga, e as “águias” são comandadas por Jorge Jesus.
O encontro terá lugar na Grécia (estádio Toumba), mas o favoritismo é dos “encarnados”, não só pelo forte investimento feito – mais de 80 milhões de euros gastos -, mas também por todo o historial ao longo das décadas na prova.
O PAOK parte para este jogo sem pressão, visto que, qualquer que seja o resultado da eliminatória, o clube grego vai disputar competições europeias e fazer melhor do que a época passada. Por outro lado, o Benfica tem o favoritismo, mas também a pressão de entrar na Liga dos Campeões e começar a justificar o forte investimento feito esta época.
SUGESTÃO DE APOSTA BET.PT: SL Benfica e PAOK jogaram quatro vezes desde 2014. O favoritismo está do lado encarnado com três vitórias e um empate. A média de golos é de 2,3 por jogo. Como tal: Vitória do SL Benfica e +2,5 golos.
Apresentamos cinco dados estatísticos que podem fazer a diferença no encontro que se aproxima.
5.

Época até ao momento – O anfitrião deste jogo, o PAOK, tem mais andamento do que o Benfica no que à época 2020/2021 diz respeito. Os gregos tiveram uma longa pré-época de preparação e já realizaram dois jogos oficiais.
No primeiro, a contar para a segunda fase de qualificação da Liga dos Campeões, os comandados de Abel Ferreira ganharam tranquilamente ao Besiktas por 3-1, onde Tzolis, um rapaz de 18 anos, estreou-se com a camisola principal do PAOK e marcou dois golos em pouco mais de 15 minutos.
No outro jogo oficial, a contar para o campeonato grego, o PAOK recebeu e venceu por 1-0 o Larissa, também com um golo de Tzolis ao minuto 16. Num jogo mais equilibrado, o PAOK sobe gerir o resultado, nunca passar por grandes “calafrios” e garantir, assim, os primeiros três pontos do campeonato.
Por outro lado, o Benfica ainda não realizou qualquer jogo oficial e conta “apenas” com oito jogos de pré-época. Os oito jogos acabaram em vitórias com 26 golos marcados e quatro golos sofridos.
Ainda que alguns dos jogos tenham sido contra equipas modestas (Benfica B, Farense, Estoril), alguns dos resultados foram obtidos contra formações fortes como o Sporting de Braga, o Bournemouth e o Rennes, e mesmo nesses embates a equipa de Jorge Jesus conseguiu triunfar e mostrar alguns sinais daquilo que vai ser o Benfica nesta época.
4.

História entre os dois clubes – PAOK e Benfica têm um historial relevante nos últimos 20 anos: seis encontros com quatro vitórias para os “encarnados”, um empate e apenas uma vitória para os gregos, em 1999.
O mais recente confronto entre ambas as equipas ocorreu precisamente numa eliminatória da Liga dos Campeões em 2018/2019, mas dessa vez no play-off de acesso à fase de grupos. Nesse embate, então agosto de 2018, o Benfica recebeu a equipa de Salónica e empatou 1-1, mas acabou por cilindrar os gregos em sua casa por 4-1.
O confronto anterior ocorreu na época 2013/2014, quando se defrontaram nos dezasseis avos de final da Liga Europa. Na altura, as “águias” levaram a melhor com um agregado de 4-0.
3.

Estilo de jogo – Uma coisa certa na vinda de Jorge Jesus é a mudança no estilo de jogo. Nos últimos tempos de Bruno Lage e depois com Nélson Veríssimo, o Benfica apresentava um futebol pobre, sem soluções a nível ofensivo e com muitos problemas no setor defensivo.
Com Jorge Jesus – daquilo que conhecemos da sua anterior passagem na Luz e no Flamengo, os “encarnados” vão apresentar um nível de jogo intenso, a pressionar alto, com constantes trocas entre os jogadores da frente e com pouco jogo direto, privilegiando a construção de jogo desde trás.
O PAOK, treinado por Abel Ferreira, apresenta um estilo de jogo parecido, sempre a impor a construção desde trás, com muita posse de bola e com grande capacidade ofensiva. Ainda que tenha muito menos condições ofensivas e defensivas no plantel, espera-se que o PAOK tente manter a bola em vez de a entregar por completo às “águias”.
2.

Favoritismo – O jogo de terça-feira vai colocar frente-a-frente dois treinadores portugueses. Jorge Jesus, recém chegado ao Benfica, comanda uma equipa milionária (para o paradigma português) e parte como clara favorita para este duelo.
Depois de bater o recorde de gastos numa só época – mais de 80 milhões, o ex-Flamengo aponta alto para esta época e um dos seus principais objetivos é, indiscutivelmente, o de construir uma equipa forte e capaz de lutar por todas as competições ao longo da época. Assim, um dos focos dos “encarnados” passa pela qualificação para a fase de grupos, mas para isso terá de derrotar o PAOK e o Krasnodar no play-off da prova milionária.
Ainda que o Benfica jogue na Grécia e frente a uma equipa forte, e capaz de causar grandes dificuldades às “águias”, o clube da Luz parte como claro favorito, não só pela diferença brutal na equipa como também pelos objetivos que cada clube apresenta nesta fase da época.
1.

Reforços – O mais importante dado estatístico para este jogo são os reforços e o investimento feito por ambos os clubes. Começando pelo mercado da equipa grega: foram gastos apenas 850 mil euros em Nikoloz Ninua, proveniente do Dinamo Tblisi, enquanto as restantes transferências (Schwab, Vrakas e Zivkovic) foram a custo zero.
Relativamente a vendas, o PAOK apenas conseguiu retorno financeiro por Nikolaos Botis que se transferiu para o Inter de Milão por 600 mil euros. Todas as restantes saídas são relativas a fins de contrato (Vieirinha, Maurício, Stoch, etc).
Em sentido totalmente contrário encontra-se o Benfica: 80 milhões gastos e cerca de 900 mil euros recebidos. O balanço financeiro é negativo, visto que os “encarnados” apenas encaixaram dinheiro através dos empréstimos de Yony González e Jhonder Cádiz, ambos para a MLS. Todas as restantes saídas (Bruno Varela e Zivkovic) foram a custo zero. Existe ainda a saída de Zlobin para o FC Famalicão, mas os valores do negócio não foram revelados.
Contudo, o investimento de 80 milhões de euros – algo nunca feito em Portugal, é algo a realçar: 24 milhões por Darwin Núñez, 20 milhões por Éverton “Cebolinha”, 18 milhões por Pedrinho, 15 milhões por Waldschmidt e 3 milhões por Gilberto. A outra contratação sonante (Jan Vertonghen) foi a custo zero.
Artigo revisto por Joana Mendes









