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Pedrinho e Waldschmidt | O que terá falhado?

Tiago Serrano · 2 min

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Pedrinho e Waldschmidt foram dois dos reforços mais sonantes do defeso do verão passado e acabaram a época sendo duas desilusões, pelo que lhes é, atualmente, apontada a porta de saída.

A contratação do brasileiro seria fechada em fevereiro de 2020 (outra situação bizarra) a troco de 18 milhões de euros, ainda com Bruno Lage no comando técnico da equipa. Já o internacional alemão era um desejo antigo dos responsáveis do clube, reforçando o SL Benfica em agosto de 2020, rendendo 15 milhões de euros aos cofres do SC Freiburg.

No caso do avançado alemão, este até teve um início de época muito positivo, mostrando que teria potencial para se tornar no MVP da Primeira Liga. Apesar disso, Luca Waldschmidt nunca foi um titular indiscutível no SL Benfica, sendo que Jorge Jesus referiu numa conferencia de imprensa que tinha dificuldades em comunicar com ele pelo facto de não saber falar português nem inglês. Contudo, os melhores momentos dos encarnados na época foram momentos em que Luca marcava presença no onze da equipa.

Já Pedrinho teve mais dificuldades em integrar-se na equipa devido a uma lesão que o afastou durante grande parte da pré-época. Depois de recuperado, era mais vezes opção a partir do banco do que no onze inicial, mas sempre que tinha oportunidades, era um jogador que mostrava ter um toque de bola diferenciado.

Tanto Pedrinho como Luca Waldschmidt são jogadores que possuem aquele toque fantasista e criativo. Com eles em campo, a equipa ganhava maior capacidade em organização ofensiva e de ligação em zonas interiores do terreno de jogo, podendo estes jogadores acrescentar coisas à equipa que mais ninguém acrescentava.

Waldschmidt nunca foi uma aposta constante no onze inicial
Waldschmidt nunca foi uma aposta constante no onze inicial
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, tendo em conta o contexto coletivo em termos técnico-táticos, verificamos que a equipa procura criar ocasiões através de transições rápidas e jogadas diretas. Como tal, jogadores com este perfil, que se destacam pela capacidade de pensar o jogo e de jogar curto, sentem-se desconfortáveis numa equipa que passa mais tempo a ver a bola no ar do que a tê-la no pé.

Com isso, Pedrinho e Waldschmidt acabam por ser alvo de certos rótulos e preconceitos por parte dos adeptos, sendo acusados de serem jogadores que não têm atitude, de serem lentos e preguiçosos e de serem pouco dados a correrias e grandes esforços, visto que hoje em dia os adeptos, no geral, dão mais importância à disponibilidade física do que à criatividade e à capacidade de pensar o jogo.

Para além disso, todos os problemas que se têm verificado no SL Benfica em termos diretivos e estruturais também se têm espelhado no rendimento destes jogadores, tornando o contexto ainda menos propício para que os novos jogadores se afirmem.

Pedrinho e Luca Waldschmidt são dois dos jogadores mais talentosos do plantel e correm o risco de sair do clube pela porta pequena pelo facto de estarem inseridos num contexto que não favorece nem potencia as suas qualidades, fazendo com que possam deixar a Luz sem nunca terem mostrado o seu real valor.

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos

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