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Numa competição onde alinham as melhores equipas da Europa é muito importante não errar, pois os erros a este nível saem caros. Em partidas como esta, quem não marca sofre, coisa que aconteceu à turma de Rui Vitória: o grego Kostas Mitroglou teve nos seus pés duas grandes oportunidades de pôr o Benfica na frente do marcador quando o jogo ainda se encontrava a zeros, coisa que não concretizou.
A jogar em Itália, a equipa vermelha e branca passou uma imagem que em nada se assemelha ao futebol a que habituou os seus adeptos. Com duas alterações no onze inicial esperava-se um Benfica mais equilibrado a meio campo e mais desiquilibrador nas alas, coisa que não aconteceu.
Com um jogo horrível no “miolo”, o Nápoles foi subindo no terreno e, consequentemente, desequilibrando a equipa orientada por Rui Vitória, desequilíbrio este que se materializou em golos.
Não me lembro de ver um jogo tão fraco do Benfica há muito tempo. Muitos erros e muita instabilidade foram as diretrizes que pautaram esta partida.
Na quarta-feira notou-se a falta de caule e experiência no meio-campo. Apesar de achar André Horta um bom jogador, o mesmo ainda não tem “perfil” para estes voos. A sua falta de experiência e a sua tenra idade vieram ao de cima, o que fez com que o mesmo passasse ao lado do jogo.
Outro grande problema deste encontro foi o nosso guarda-redes. Recordei-me de uma frase que o nosso mister proferiu há uns tempos: “Joga quem estiver melhor”, pois nesse jogo foi bem claro que Júlio César não pode ser titular em jogos destes. Os seus erros saíram caros; bastante caros.
Apesar de gostar da ideia de apostar nos jovens, é notório que só isso não chega para ter uma equipa competitiva a nível europeu. Falta caule nesta equipa, falta experiência, e acima de tudo falta alguém que paute o jogo do Benfica nestes jogos mais complicados.

Fonte: SL Benfica
Apesar de Pizzi ter sido um dos jogadores mais influentes neste início de época, sozinho não consegue levar uma equipa para a frente, sozinho não consegue pôr o resto dos jogadores a jogar a um bom nível. Torna-se urgente muscular o meio-campo e acima de tudo dar-lhe “caule” porque, embora no campeonato nacional esta equipa mal ou bem consiga ir resolvendo os jogos, se queremos um Benfica forte na Europa, este não é o caminho.
Mesmo com esta derrota, as contas do nosso grupo continuam abertas, o que deve ser um tónico para motivar esta equipa para os próximos jogos desta competição, jogos estes onde é imperioso ganhar, não só pela componente desportiva mas também devido à componente financeira.
Agora é altura de voltar a pensar no campeonato nacional. O Feirense será o próximo adversário da turma da Luz,, que jogará em casa, perante os seus adeptos, tendo assim uma excelente oportunidade de se redimir deste resultado negativo.
Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica








