Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
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Que desastre!

Dinis Mestre · 2 min

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sl benfica cabeçalho 1Que pesadelo, que noite para esquecer. Na segunda partida que o Sport Lisboa e Benfica disputou esta temporada na Liga dos Campeões, os encarnados brindaram os seus adeptos com uma exibição a roçar o medíocre.

Numa competição onde alinham as melhores equipas da Europa é muito importante não errar, pois os erros a este nível saem caros. Em partidas como esta, quem não marca sofre, coisa que aconteceu à turma de Rui Vitória: o grego Kostas Mitroglou teve nos seus pés duas grandes oportunidades de pôr o Benfica na frente do marcador quando o jogo ainda se encontrava a zeros, coisa que não concretizou.

A jogar em Itália, a equipa vermelha e branca passou uma imagem que em nada se assemelha ao futebol a que habituou os seus adeptos. Com duas alterações no onze inicial esperava-se um Benfica mais equilibrado a meio campo e mais desiquilibrador nas alas, coisa que não aconteceu.

Com um jogo horrível no “miolo”, o Nápoles foi subindo no terreno e, consequentemente, desequilibrando a equipa orientada por Rui Vitória, desequilíbrio este que se materializou em golos.

Não me lembro de ver um jogo tão fraco do Benfica há muito tempo. Muitos erros e muita instabilidade foram as diretrizes que pautaram esta partida.

Na quarta-feira notou-se a falta de caule e experiência no meio-campo. Apesar de achar André Horta um bom jogador, o mesmo ainda não tem “perfil” para estes voos. A sua falta de experiência e a sua tenra idade vieram ao de cima, o que fez com que o mesmo passasse ao lado do jogo.

Outro grande problema deste encontro foi o nosso guarda-redes. Recordei-me de uma frase que o nosso mister proferiu há uns tempos: “Joga quem estiver melhor”, pois nesse jogo foi bem claro que Júlio César não pode ser titular em jogos destes. Os seus erros saíram caros; bastante caros.

Apesar de gostar da ideia de apostar nos jovens, é notório que só isso não chega para ter uma equipa competitiva a nível europeu. Falta caule nesta equipa, falta experiência, e acima de tudo falta alguém que paute o jogo do Benfica nestes jogos mais complicados.

É urgente balançar esta juventude com experiência Fonte: SL Benfica
É urgente balançar esta juventude com experiência
Fonte: SL Benfica

Apesar de Pizzi ter sido um dos jogadores mais influentes neste início de época, sozinho não consegue levar uma equipa para a frente, sozinho não consegue pôr o resto dos jogadores a jogar a um bom nível. Torna-se urgente muscular o meio-campo e acima de tudo dar-lhe “caule” porque, embora no campeonato nacional esta equipa mal ou bem consiga ir resolvendo os jogos, se queremos um Benfica forte na Europa, este não é o caminho.

Mesmo com esta derrota, as contas do nosso grupo continuam abertas, o que deve ser um tónico para motivar esta equipa para os próximos jogos desta competição, jogos estes onde é imperioso ganhar, não só pela componente desportiva mas também devido à componente financeira.

Agora é altura de voltar a pensar no campeonato nacional. O Feirense será o próximo adversário da turma da Luz,, que jogará em casa, perante os seus adeptos, tendo assim uma excelente oportunidade de se redimir deste resultado negativo.

 

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

Dinis Mestre

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2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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