Rafa Silva | No meio está a virtude

    2015/2016

    Paulo Fonseca suportou o seu sucesso em Braga no 4-2-2-2, com dois playmakers que tornavam a clássica linha intermédia de quatro em algo muito mais compacto, preenchendo a zona central e libertando os alas de serviço, Baiano á direita e Marcelo Goiano á esquerda.

    Rafa e Josué eram esses elementos de ligação que jogavam de pés trocados e alimentavam a dupla de pontas-de-lança, o que resultava num futebol de muito toque que deu direito a uma Taça de Portugal, ganha exemplarmente ao FC Porto.

    A afirmação a nível nacional valeu-lhe lugar na comitiva que acabaria por ganhar o Euro 2016 e o protagonismo na maior transferência de sempre entre clubes portugueses – 16 milhões desembolsou por ele o Benfica.

    Na Luz encontraria concorrência de nível, o que lhe impediu destaque imediato. Salvio, Cervi e Gonçalo Guedes como opções preferenciais, Zivkovic e Carrillo faziam-lhe companhia no banco de suplentes – e por aqui dá também para ver o decréscimo de qualidade sofrido pela equipa ao longo das temporadas – e Jonas como estrela principal do conjunto, junto a Pizzi.

    Rafa era figura secundária e sempre como ala – nunca houve dúvidas acerca do seu talento, faltava-lhe a continuidade que só encontrou dois anos depois, com Bruno Lage.

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    Pedro Cantoneiro
    Pedro Cantoneirohttp://www.bolanarede.pt
    Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, o Benfica como pano de fundo e a opinião de que o futebol é a arte suprema.