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Salvio num Toto?

João Valente · 2 min

Salvio num Toto?

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O craque, o ídolo, adorado e acarinhado por todos os benfiquistas num efeito semelhante ao de Obama na América, na medida em que é aplaudido sempre que faz algo de bom, como os seus dribles e jogadas, mas que boa parte do tempo via os adeptos assobiarem para o lado sempre que o seu rendimento não correspondia. Toto Salvio é o perfeito exemplo do clássico jogador argentino e após a sua chegada à Luz fez muitos de nós pronunciar cada vez menos o nome de Di Maria. Contudo, no início da época anterior, contraiu uma lesão que pôs fim a série de exibições ao mais alto nível e abalou a confiança da massa associativa.

A equipa, fruto da qualidade do plantel e do raciocínio de Rui Vitória, acabou por não sentir a sua falta e realizar uma boa temporada, da qual Salvio só fez parte do trajeto final rumo ao 35, mas não à maneira dele. Há uns tempos atrás já se tinha lesionado embora não tenha sido uma lesão tão duradora quanto esta última e, quando voltou, a recuperação do ponto de vista exibicional também não foi rápida e coincidiu com um alegado interesse do Atlético de Madrid.

A lesão terá evitado a sua ida para Espanha numa venda que implicava encaixe financeiro significativo. O tempo passou-se, mas a pergunta continua a mesma: Ficar com ele, ou vendê-lo? Ficar significa voltar a passar pelo processo de lhe ir dando minutos não tendo a certeza que ele agarra um lugar no e inicial e correr o risco de “queimar” um jogador que pode vir a ter um rendimento melhor. Vender é ver o Benfica deixar sair um jogador que pode voltar a ser o que era e não pelo preço desejado.

O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio Fonte: SL Benfica
O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio
Fonte: SL Benfica

Nesta altura prefiro que o Benfica deixe sair o homem mesmo que seja por uma quantia que não se adequa aquilo que já vimos dele, mas que se ajusta ao que ele vale agora, e mais a mais, o SLB de Rui Vitória já provou que tem um bom rendimento quando perante a ausência de peças ditas “fundamentais” no onze.

Não sou religioso, mas depois do que vi o ano passado há que ter fé e acredito que esta situação será como um namoro que tive há uns tempos em que a jogadora em causa tinha qualidade, mas após uma lesão, não física mas emocional, ambas as partes chegaram a um entendimento em que o melhor a fazer era seguir jogo e apostar em novas frentes. Se tudo correr bem, tanto Salvio como o Benfica serão felizes e vão mantendo o contacto.

João Valente

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