Publicidade

SC Braga 1-3 SL Benfica: Águias passam em teste complicado

Redação BnR · 6 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sl benfica cabeçalho 1

Décima oitava jornada da Liga NOS e foi no relvado do Estádio AXA que o Braga recebeu o Benfica numa partida onde os minhotos tinham a oportunidade de igualar as águias ou os campeões nacionais podiam distanciar-se da equipa de Abel Ferreira. O Braga entrou em campo com o esquema tático de 4-2-3-1 enquanto que o Benfica jogou em 4-3-3 com Fejsa a regressar ao 11 inicial. Nota para o frio e chuva que se fez sentir na casa do Braga mas que não interferiu com quase casa cheia de adeptos dos dois clubes.

Cinco minutos de jogo e o Braga causa os primeiros problemas aos defesas visitantes, lance pela direita a colocar Fábio Martins sozinho mas o jovem jogador a não conseguir chegar a tempo ao esférico. Ficou o aviso às redes de Bruno Varela. Nem dois minutos depois, foi a vez de Danilo aquecer as mãos de Varela com um forte remate de fora de área. Resposta encarnada com Salvio a destacar-se na direita e a obrigar Matheus aquela que foi a primeira defesa do brasileiro. Dez minutos da primeira parte e é de realçar acima de tudo muito jogo de meio-campo com a dupla bracarense a conquistar mais bola que o trio encarnado.  Nem um minuto decorrido e o Benfica faz o primeiro da partida. Salvio a aproveitar uma desatenção da defesa minhota e a rematar com calma e rasteiro para dentro da baliza da equipa da casa. Excelente movimentação do extremo argentino a supor o possível passe de Cervi e a não desperdiçar.

Do lado do Braga a resposta voltou a ser de Fábio Martins: o criativo aproveitou o passe de Danilo, cruzou em trivela, apanhou o ressalto e rematou para cima da baliza do Benfica. O golo sofrido fez Abel Ferreira reagir ao nível da tática e a pedir a Danilo, parceiro de Vukcevic, para jogar em terrenos mais adiantados, quase ao lado de Fábio Martins. Os segundos dez minutos de jogo trouxeram mais do mesmo com o Braga a ser a equipa com jogadas de ataque mas o Benfica a responder bem às movimentações do adversário e a tentar, com “caixinhas”, a chegar mais perto da baliza do Braga.

Por três vezes, o Benfica apanhou o Braga em contrapé para chegar ao golo Fonte: SL Benfica
Por três vezes, o Benfica apanhou o Braga em contrapé para chegar ao golo
Fonte: SL Benfica

A primeira meia hora de jogo é o exemplo do discurso de Rui Vitória, um Benfica a jogar inteligente e a ganhar com eficácia máxima (ou quase): dois remates, um golo. Do lado do Braga viu-se até ao momento a equipa também quase ideal (não fosse o golo sofrido), jogo de ataque e um meio-campo forte e unido. Este meio-campo do Braga, se até agora elogiei, tenho agora que criticar pois não foram uma nem duas nem três as vezes que perderam bolas fáceis de controlar e adiantar no terreno  (últimos quinze minutos do primeiro tempo).

Trinca e quatro minutos de jogo e o Braga, após queda de Grimaldo, subiu pela direita e criou talvez o lance de mais perigo para a equipa da casa: a bola rasou a linha da baliza de Bruno Varela com grande velocidade, mas não encontrou ninguém para finalizar. Dois minutos depois e disparam os alarmes no banco da equipa lisboeta com Varela caído e a pedir a aproximação do arbitro e Grimaldo a pedir assistência e troca de chuteiras.

Jogo bastante físico nesta reta final da primeira parte com bastantes faltas para apenas avisos de Artur Soares Dias. E por falar em senhor do apito, Ricardo Esgaio recebeu o primeiro cartão do jogo aos quarenta minutos por agressão. Nota para a continuação das faltas constantes nestes últimos minutos do primeiro tempo e para um pormenor interessante: a dupla ofensiva do triangulo do meio-campo da Luz a subirem bastante no terreno e a complicarem os movimentos ofensivos da defesa e meio-campo da equipa da casa. Foram, em muitos momentos, parceiros de Jonas (quase vá).

Dois minutos de compensação e pouco houve mais na partida, as equipas regressaram aos balneários com o Benfica a vencer por 1-0 e, aos poucos, travar as tentativas de ataque do Braga. Do lado da casa, bom inicio de jogo mais ao longo desta primeira parte perderam alguma qualidade ofensiva e pouco ou nada assustaram a defesa campeã nacional. Resume-se assim a primeira parte deste jogo e com muita vontade que a segunda parte traga tanto ou mais espetáculo.

A segunda metade começou com um canto para os lisboetas e Jardel a saltar mais alto que a defensiva bracarense. Na sequencia, pediu-se penalty, mas o árbitro mandou seguir. Ambas as equipas entraram com vontade de chegar ao golo e, pouco depois, foi o Braga a tentar chegar lá num livre a que o Benfica respondeu num rápido contra-ataque que só parou numa defesa a dois tempos de Matheus. De parte a parte tentava-se criar perigo, mas sem grande sucesso, enquanto nas bancadas se faziam ouvir estoiros da pirotecnia das claques (ou lá o que sejam, porque nenhum dos dois clubes tem claques legalizadas).

O evento seguinte de nota foi o amarelo para Pizzi, bem desnecessário ao parar um bracarense a meio do campo quando tinha atrás de si o quarteto defensivo bem organizado. Na sequencia, Xadas isolou-se, mas deixando-se apanhar na armadilha do fora-de-jogo. Após um primeiro quarto de hora de parada e reposta, mas semm grande qualidade na definiçao do assalto à baliza contrária, tudo mudou e seguida. Primero, os da casa obrigaram Bruno Varela a por duas vezes consecutivas sacudir para canto belos remates e depois foi a vez do Benfica acertar com a baliza e com eficácia. O inevitável Jonas a bater Matheus com um cruzamento com efeito a passe de André Almeida.

O Braga respondeu logo de seguida, com Xadas a tirar dois adversários do caminho e descobrir Fábio Martins isolado, mas a perder ângulo no tempo que demorou a desembaraçar-se da mancha de Bruno Varela e acabando por cruzar para corte da defensiva benfiquista. Também fora das quatro linhas foi tempo dos arsenalistas tentarem mudar o rumo dos acontecimentos com o treinador Abel Ferreira a fazer uma dupla substituição para colocar João Carlos Teixeira e Wilson Eduardo em campo nos lugares de Xadas e Fábio Martins. Já Rui Vitória também mexeu, mas por obrigação, já que Jonas se queixou de um toque e foi substituído por Jimenez.

Apesar do bom trabalho do Braga, o Benfica conseguiu ser superior Fonte: SL Benfica
Apesar do bom trabalho do Braga, o Benfica conseguiu ser superior
Fonte: SL Benfica

E se o jogo parecia encaminhado, Bruno Varela deu uma ajudinha a mudar o caso e ficou a meio caminho numa bola alta na pequena área para permitir a Paulinho reduzir. O Braga acusou a motivação e intensificou o a pressão, por três vezes visando a baliza adversária com perigo. Rui Vitória respondeu aos acontecimentos trocando Pizzi por Samaris e apostando em tentar fechar melhor os caminhos da sua baliza, mas Abel respondeu e utilizou a sua última troca para refrescar o ataque com Dyego Sousa para o lugar de Paulinho.

O Benfica começava a acusar a pressão e a mostrar desgaste físico, deixando a descoberto espaços que o Braga utilizava ara tentar alcançar a igualdade. Teixeira ainda deu uma oportunidade ao adversário com uma falta infantil à entrada da área que lhe valeu um amarelo, mas Grimaldo mandou muito por cima. O Braga estavam cima dos visitantes, mas ainda deu outra benesse quando os seus centrais falharam um passe e isolara Jimenez, mas com apenas Matheus pela frente o mexicano chutou para longe.

O jogo endurecia e Fejsa foi o amarelado seguinte, ao parar um perigoso contra-ataque. Completamente balanceado no ataque, o Braga descurou a defesa e, já nos cinco minutos de ompensação, numa resposta rápida, Cervi bailou sobre os defesas e fez a sua segunda assistência da noite ao servir Jimenez para um verdadeiro balázio dirigido ao fundo das redes.

Mais calmo, o Benfica podia gerir agora o jogo e Rafa entrou para substituir Salvio e queimar mais uns segundos e passar o tempo até ao término da partida com o resultado final de 3-1. O clube da Luz continua na perseguição ao líder FC Porto, enquanto o Braga voltou a mostrar-se a um grande nível, mas não conseguiu traduzir essa qualidade de jogo num resultado positivo.


A FIGURA

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

 

Cervi – Não esteve sempre ao mesmo nível durante a partida, mas figurou em duas assistências para golo, tendo uma importância fulcral no desenho do resultado.

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

 

Bruno Varela – Teve pouco trabalho mas o que teve foi suficiente para mostrar insegurança. Péssimo lance do jovem guarda-redes no golo sofrido.

 Foto de Capa: Bola na Rede

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.