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No início da fase de grupos da Taça da Liga, SL Benfica e Vitória SC não foram além de um empate a zero. A Luz foi palco do duelo entre os dois principais candidatos a lutar pela passagem no grupo B à “Final Four”, que irá decorrer em janeiro de 2020. Bruno Lage e Ivo Vieira aproveitaram o jogo para fazer algumas mexidas nos onzes, guardando as peças principais para os compromissos da Primeira Liga e europeus.
A partida começou com sinal “mais” para o conjunto visitante: aos seis minutos, Davidson trabalhou bem dentro da área encarnada e disparou à baliza de Zlobin (uma das muitas novidades no onze benfiquista), com a bola a passar perto da barra. Três minutos depois, foi Rochinha a rematar cruzado e a pôr em sentido a defesa contrária, depois de Sacko ter combinado bem com o médio português.
O primeiro lance de perigo do Benfica surgiu à passagem do minuto 15: na sequência de um canto, Adel Taarabt cruzou para a área onde surgiu Jardel a cabecear entre os centrais vitorianos, contudo o golo não apareceu. Algum tempo depois, foi Gedson a tentar a sua sorte à entrada da área, mas o seu remate não criou grande perigo a Douglas, após uma boa interceção no meio-campo defensivo do Vitória.
O Benfica começou a ter mais bola e a tentar empurrar o adversário para a sua zona defensiva, embora fosse notória a falta de entrosamento entre os jogadores que foram lançados de início por Bruno Lage, pois não havia criação de espaços na frente de ataque, o que facilitava a tarefa dos defesas vimaranenses.
A terminar a primeira parte, o Vitória esteve perto de fazer o primeiro no marcador por dois momentos consecutivos: primeiro Davidson aproveitou um desentendimento entre Zlobin e Jardel para disparar para uma defesa espetacular do guardião russo e em segundo, os postes salvaram por duas vezes consecutivas o Benfica de ir em desvantagem para o intervalo, com Bonatini a ter a infelicidade de atirar ao poste e à barra. Assim sendo, o nulo no marcador manteve-se e os atletas dos dois conjuntos foram para o descanso, com alguns assobios dos adeptos benfiquistas face ao “adormecimento” nos últimos instantes da primeira parte.

Fonte: Liga Portugal
O segundo tempo não trouxe qualquer alteração nos onzes, mas o Vitória voltou a entrar com mais vontade de vencer: aos 51’, Bonatini falhou um golo praticamente certo, após um bom trabalho de Davidson no lado esquerdo. O mesmo Davidson, no minuto seguinte, rematou forte do “meio da rua” e Zlobin encaixou sem qualquer problema.
O conjunto vimaranense ia estando por cima do jogo, sem medo de ter bola e a aproveitar as debilidades do setor defensivo encarnado. O extremo brasileiro Davidson ia sendo o homem em destaque até ao momento, sempre a criar desequilíbrios do lado esquerdo e a tentar visar a baliza de Zlobin quando surgia oportunidade para tal, como exemplo disso o remate aos 59’.
O Benfica estava a ter muitas dificuldades em criar situações de perigo, e percebendo isso, Bruno Lage lançou em campo Rafa Silva e Gabriel – regressou hoje aos relvados, após um longo período de ausência -, numa clara tentativa de ter mais bola e apostar na rapidez do extremo português para causar estragos na defesa adversária.
A partida caiu num ritmo de desinteresse, e só animou nos últimos cinco minutos, altura em que o lateral Tomás Tavares, ao minuto 85, tirou um “coelho da cartola”, foi para cima do adversário e cruzou rasteiro para Rafa Silva disparar e valeu Frederico Venâncio a cortar para impedir o golo. O Benfica ainda tentou o “forcing” final em busca do golo, mas não conseguiu desfazer o nulo.
Um ponto para SL Benfica e Vitória SC, numa partida em que os visitantes mereciam ter conquistado os três pontos, e não os levam para a Cidade Berço por causa de diversas bolas ao poste e algumas defesas de Zlobin. O Benfica tem agora encontro marcado com o SC Covilhã, enquanto que os vimaranenses vão receber o outro Vitória, o Vitória FC. Os outros dois clubes do Grupo B jogam só dia 12 de outubro para a estreia nesta fase de grupos da Taça da Liga.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SL Benfica – Ivan Zlobin (GR), Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel, Nuno Tavares, Andreas Samaris (Gabriel, 65’), Adel Taarabt, Caio Lucas (Raúl de Tomás, 81’), Gedson Fernandes, Jota (Rafa Silva, 60’) e Haris Seferovic
Vitória SC – Douglas (GR), Falaye Sacko, Frederico Venâncio, Pedro Henrique, Florent Hanin, Mikel Agu (André Pereira, 66’), Denis Poha, André Almeida (Lucas Evangelista, 57’), Rochinha, Davidson e Léo Bonatini (Marcus Edwards, 72’)
A FIGURA

Davidson – O extremo brasileiro foi o elemento “mais” do Vitória SC na partida de hoje na Luz. Durante os 90 minutos, Davidson tentou sempre desequilibrar e teve boas oportunidades para faturar, contudo no lado encarnado houve um seguro Zlobin que respondeu bem quando foi posto à prova, merecendo por isso uma nota de destaque também.
O FORA DE JOGO

Jota – O jovem português não tem conseguido impor-se na equipa principal do Benfica e tem a sua vida algo complicada. Durante a partida, ainda chegou a trocar de posição de segundo avançado para uma das alas, mas nem assim Jota conseguiu impor o seu jogo. Foi uma noite para esquecer.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
BnR: Na parte final do encontro, o meio-campo do Benfica foi formado entre Taarabt e Gabriel. Acredita que esta dupla pode ser uma solução para o futuro? E, na sua opinião, o que cada atleta pode oferecer ao jogo encarnado, caso voltem a jogar juntos?
Bruno Lage: «O futuro é cada momento. O próximo sábado será já esse momento. aquilo que é importante perceber é aquilo que pretendíamos com essa alteração. colocar um homem que nos desse capacidade de rodar o jogo de um corredor ao outro para explorar. O Vitória muito bem saltava com médios para nos pressionar, quer o Samaris quer o Adel [Taarabt].
Com o Gabriel temos linhas de passe interiores, mas na largura, melhor do que ninguém, faz isso com uma grande qualidade. Com a entrada do Rafa, colocamos o Gabriel entre linhas e passar o Caio para a direita para procurar posições mais ofensivas onde poderíamos ser mais agressivos. Porém, precisávamos de meter alguém que nos desse esta capacidade de virar o jogo. Foi isto que procurámos ter, e conseguimos porque nos minutos finais surgem duas oportunidades nossas de um cruzamento da direita e outro da esquerda».
Vitória SC
BnR: Tirou o Léo Bonatini aos 72 minutos e passou o André Pereira para a frente de ataque. Acha que teria sido melhor ter optado por uma dupla de ataque formada por Léo Bonatini e André Pereira para o final do jogo, com vista à obtenção do golo da vitória, visto que tiveram mais próximos de vencer o jogo aqui na Luz?
Ivo Vieira: «Podia e cheguei a pensar numa situação dessas, mas podia pôr o jogo em causa, pois iria perder um jogador no meio campo. Nós, os treinadores, todos nós fazemos as substituições com a melhor das intenções para acrescentar ao jogo e para ganhá-lo. Muitas vezes também existem opositores do outro lado que não deixem fazer aquilo que queremos em campo.
Quando alteramos alguma coisa na equipa ou fazemos uma substituição é para acrescentar, para a equipa ficar mais ofensiva ou defender resultados, mas nem sempre acontece assim. Depois no fim, nós [treinadores] somos julgados por vocês [jornalistas], e bem, consoante aquilo que foi as nossas decisões e naquilo que foi o resultado. Não me foco muito naquilo que foi o resultado, mas sim naquilo que são as minhas convicções e a ideia que tento passar aos jogadores e que eles seguem fielmente em cada jogo».
Rescaldo de opinião de Guilherme Costa e João Pedro Barbosa
Foto de Capa: Liga Portugal
Artigo revisto por Diogo Teixeira









