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O Benfica disputou o seu primeiro jogo oficial na temporada 2018/2019 e logo a contar para a Liga dos Campeões. À procura de chegar à liga milionária, os «encarnados» venceram no Estádio da Luz por 1-0 os turcos do Fenerbahçe com golo de Franco Cervi. Um resultado positivo, uma vitória perante 58,878 adeptos, mas levar uma vantagem mínima para a Turquia pode significar uma nulidade e denota-se uma experiência e maturidade superior desta equipa forasteira.
Nesta fase, o Benfica parece ter encontrado alguma solidez no meio campo e na defesa, apesar de ainda faltar ideias que façam distribuir jogo para alas e posteriormente para o eixo de ataque, onde há caras novas. A dificuldade do jogo da próxima terça-feira é imprevisível.
Perante a não convocatória de Jonas e daquilo que se foi vendo dos novos reforços do ataque do Benfica na pré-temporada, Ferreyra foi a opção de Rui Vitória, deixando Castillo no banco. Mudança de jogadores que aconteceu na segunda parte e trouxe factores positivos para os encarnados. Mais atrás no terreno estava a outra novidade de que se tem falado tanto, Gedson Fernandes, que surgia ligeiramente mais adiantado do que o ‘6’ Fejsa e ‘encheu’ o campo. Odysseas Vlachodimos foi quem tomou as redes «encarnadas e foi sempre muito aplaudido pelo estádio a cada intervenção, fosse ela maior ou menor.
No primeiro tempo, o Benfica atacou de norte para sul, algo que costuma acontecer na segunda parte quando joga em casa. O início do jogo fica logo marcado por uma iniciativa de Gedson Fernandes que recupera uma bola no interior da área, ao lado direito, passa rasteiro para o meio. O Estádio da Luz suspirava bem cedo o golo, mas ninguém estava lá. Para se ver um pouco mais de Benfica, era preciso chegar à meia hora de jogo.
Dois momentos. Aos 32’ Grimaldo encontra Cervi nas costas da defesa do Fenerbahçe e faz um cruzamento venenoso, que parecia enganar o guarda-redes que sacode a bola. Salvio estava lá perto, ainda se atira para a bola, mas cortada por um defesa. No minuto seguinte, num ritmo ligeiramente maior no jogo, Salvio remata mesmo, ao lado, mas obrigou o guardião turco a esticar-se.
Os «encarnados» pretendiam construir jogo, trocando bola a seu ritmo, mas o Fenerbahçe ia pressionando cada vez mais alto, levando-os ao erro, onde algumas vezes surgiam os turcos. Os vice-campeões da Turquia, aproveitam, chegavam mais rápido à área adversária em posse, mas sem muito perigo. Alper Potuk e Giuliano, os jogadores no eixo, eram sempre muito procurados a partir de bolas vindas das laterais.
Mesmo antes do apito para o intervalo, Ferreyra ganha a bola sobre Neustäder e, praticamente isolado do lado esquerdo, remata fraco em jeito, quase a entregar a bola a Demirel.

Fonte: SL Benfica
A segunda parte começa com os mesmos contornos da primeira, tirando uma oportunidade de Pizzi, quase sem ângulo do lado esquerdo da área a chutar uma bola que tinha sobrado de um erro do guarda-redes do Fenerbahçe que não tinha agarrado bem o esférico. Os turcos iam gradualmente descendo mais no terreno, mas com algum controlo.
À passagem do minuto 60, o Benfica via que tinha de arriscar mais para não levar um resultado nulo para a Turquia e o treinador Rui Vitória trocou Facundo Ferreyra para lançar o outro reforço para o ataque, Nicolás Castillo. Tirando aquela ligeira oportunidade no final dos primeiros 45 minutos, não se viu muito do avançado argentino. Em contraste, foi o colombiano a dar algo mais ao Benfica para chegar ao golo. Salvio passa para dentro de área para Castillo que, de costas e muito perto da baliza turca, atrai alguns oponentes do Fenerbahçe. Este passa para baixo, onde estava Cervi para receber com o melhor pé, o esquerdo, e finalizar (1-0). A bola passa no meio das pernas de Mauricio Isla antes de bater Demirel.
No decorrer que faltava da segunda parte, o Benfica foi ficando mais à vontade do jogo e foi ganhando alguns números na estatística ao nível do remate, muito por culpa de Castillo. Reteve como queria várias vezes a bola em sua posse, devolvia aos colegas ou rematava, tentava pressionar a linha defensiva do Fenerbahçe. Um ‘mais’ para o campeonato que está já à porta. Os adeptos do Benfica iam ficando rendidos, mas de certeza que não estão a esquecer de Jonas.
O calendário não vai perdoar neste “querido mês de agosto” aos «encarnados». O Benfica ainda joga esta semana, na sexta-feira, frente a um renovado Vitória Sport Clube, terça-feira desloca-se à Turquia, depois segue para o Bessa defrontar o Boavista. Mas até lá, veremos o desfecho desta terceira eliminatória da Liga dos Campeões e, quiçá, o play-off que está ligeiramente mais perto.
A FIGURA

Franco Cervi – Não é só quem marca o golo da vitória quem merece destaque, mas a força dos acontecimentos leva-nos a isso. O Benfica persistiu em atacar mais pelo lado direito e até foi de um jogador que ocupa esse espaço (Salvio) que criou o golo, vindo um pouco para o meio. No entanto, Cervi continua a ser o jogador mais acertado a cumprir a posição na ala, tanto a atacar, como a colaborar defensivamente, colmatando falhas que Grimaldo tem nesse capítulo. As melhores jogadas, aquelas que ficam para o registo, vêm muito do lado esquerdo. Exibições de Gedson Fernandes e de Castillo também são de realçar, bem como um jogo relativamente seguro para Fejsa e os centrais Jardel e Ruben Dias.
O FORA DE JOGO

Facundo Ferreyra – Há qualidade no avançado argentino, mas pode ainda estar num “modo pré-época”. Para um avançado internacional e com experiência de Liga dos Campeões, pede-se um pouco mais de frieza. Nota-se ainda alguma falta de encaixe nas ideias da equipa. Todavia, talvez não seja com muitas bolas no ar, vindas de longe que possam realçar as qualidades do atacante argentino.
Foto de Capa: UEFA












