Anterior1 de 2

A CRÓNICA: EMPATE NOS AÇORES ESQUECIDO COM VITÓRIA NA LUZ

Uma das imagens que ficou na memória do empate na jornada anterior foi a de Pizzi a beber um café no reatamento da partida nos Açores, bebida essa que ajuda milhares de pessoas a despertar logo pela manhã.

De facto, era necessário às águias tomarem um café para conseguir mostrar uma reação em força depois mais um percalço na luta pelo título, mas foi preciso muita paciência para conseguir esse tal café que desse o ânimo necessário para conquistar os três pontos: triunfo por 2-0 do SL Benfica sobre o CD Tondela na Luz, com os golos a serem apontados apenas na segunda parte por Seferovic e Waldschmidt.

Anúncio Publicitário

A entrada na “cafetaria da Luz” feita pelo anfitrião deu logo a entender que o pedido feito por Jorge Jesus era para optar desde logo por um Chocolate Quente, para não arrefecer com o enorme frio que se fazia sentir: conjunto encarnado a ter mais bola nos primeiros minutos de jogo, a exercer uma forte pressão sobre a defesa adversária, mas seria necessária muita paciência para ser satisfeito o desejo da Águia – o golo inaugural.

O convidado teve dificuldade para conseguir entrar no espaço, já que o Benfica não ia dando grande margem de manobra à formação beirã de chegar ao balcão e tentar também pedir uma bebida: neste caso, um Chá Gelado que resfriasse a ambição caseira de reagir ao empate frente ao Santa Clara.

O tempo de espera estava já longo, e os homens do setor mais recuado do Benfica tentaram despachar o empregado na resolução do pedido efetuado logo ao início, com Gilberto a subir no terreno, aos 22’, e a atirar de primeira para fora depois de um cruzamento de Otamendi.

O colega Darwin percebeu que era preciso mostrar algum descontentamento pela demora no serviço, e também disparou no minuto seguinte ao que Niasse respondeu com uma boa defesa. Ainda houve o remate de Pizzi no minuto 27, no entanto o destino da bola não foi o fundo das redes.

A impaciência para que o tal Chocolate Quente fosse finalmente servido começava a crescer, mas o Tondela estava a fazer bem a sua tarefa de fechar os caminhos até à sua baliza, algo que ia deixando Darwin Núñez e companhia um pouco ansiosos e isso era refletido no momento de rematar.

A estratégia inicialmente pensada para fazer e receber logo o pretendido tinha forçosamente de ser revista ao intervalo, uma vez que o nulo no marcador não era o desejado para o Benfica dar cinco estrelas no final da experiência vivenciada na “Cafetaria da Luz”.

O início de segundo tempo trouxe uma mudança de pedido do lado visitado. O Café Escaldado passou a ser a bebida ambicionada para desatar o nulo, e o Benfica veio com maior vontade de ser mais dinâmico na frente de ataque para abrir espaços na defesa contrária.

Essa maior intensidade quase finalmente deu resultado aos 53 minutos, com o golo do suíço Seferovic – Pizzi picou a bola sobre a defesa tondelense para Darwin assistir de primeira o número 14. O tento ainda foi a escrutínio do VAR, mas o pedido dos pupilos de Jorge Jesus era finalmente entregue.

Ao ver que o anfitrião conseguiu chegar ao golo, o Tondela tinha de mudar o seu plano para ser igualmente atendido e obter o Chá Gelado e Jhon Murillo foi lançado para explorar o contra-golpe rápido, apressando assim o funcionário do espaço onde decorria o encontro entre as duas equipas.

Tomada a bebida quente, as águias queriam agora adicionar à sua conta um bolo para fechar o marcador, e essa procura evidenciou-se sobretudo pelo lado esquerdo do ataque que estava a causar muitas dificuldades aos defesas visitantes.

A indecisão entre o Queque e o Bolo de Arroz levou a uma diminuição no ritmo intenso do Benfica, o que ajudou os homens de Pako Ayestarán a partir em busca de alcançar o seu chá. Um lance rápido e bem trabalhado pelo Tondela terminou num remate de Salvador Agra em zona perigosa aos 74’.

Percebendo que o Café Escaldado estava a começar a perder o seu efeito, Jorge Jesus lançou Waldschmidt para ajudar os seus colegas a escolher rapidamente um bolo.

A hora de encerramento do estabelecimento ia-se aproximando a passos largos e o Tondela continuava sem ver o seu pedido efetuado, mas isso podia ter sido alterado por Murillo aos 86’. O extremo venezuelano apareceu solto de marcação na área e rematou para Vlachodimos impedir o empate.

Os encarnados sentiram esse lance, foram novamente para cima do adversário e, por momentos, houve a sensação de que tinha sido escolhido o Queque: no instante seguinte, Darwin chegou a introduzir a bola na balizar para dar o K.O. à equipa visitante, só que o VAR voltou a intervir e anulou a entrega do bolo.

Lembram-se da principal missão de Walschmidt quando entrou em campo? Pois bem, o alemão foi quem fez o pedido final e o Queque chegou à mesa do Benfica aos 90+4’, com novamente Darwin a assistir para o tento que fechou o marcador.

A partida terminou com a experiência do Benfica a receber três estrelas: não foi uma exibição de “nota artística”, mas foi o suficiente para garantir a vitória. O descanso permitiu aos jogadores redefinir a tática para levar de vencida o Tondela por 2-0, o que permite manter distâncias para o topo. O café acabou mesmo por ser importante para as águias reagirem e alcançarem mais três pontos.

Anterior1 de 2

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome