Anúncio Publicitário

A CRÓNICA: WALDSCHMIDT FORA DE HORAS SALVA ÁGUIA DO EMPATE

Depois do tropeção leonino em Famalicão, o SL Benfica tinha uma oportunidade de ouro para diminuir a distância para o primeiro lugar e não a desperdiçou: na receção ao FC Paços de Ferreira, as águias tiveram de suar para vencer por 2-1, com o golo da vitória a surgir no último lance do encontro por Luca Waldschmidt.

Antes do apito inicial, Jorge Jesus teve uma dor de cabeça: Grimaldo lesionou-se no aquecimento para o jogo e teve de ser rendido por Nuno Tavares. Essa contrariedade não abalou o conjunto encarnado que entrou decidido a marcar cedo, e podia tê-lo logo ao minuto cinco pelo suspeito do costume, Darwin Núñez, que no frente a frente com Jordi acabou por permitir a defesa do guarda-redes.

Anúncio Publicitário

O início de jogo foi bastante movimentado com o Benfica a ter mais bola, contudo Pepa tinha prometido jogar “olhos nos olhos” e essa promessa quase tornou-se em realidade: jogada bem desenvolvida pelos castores do lado direito, Luther Singh cruzou para Douglas Tanque para uma excelente parada de Vlachodimos à passagem do minuto 14.

As águias voltaram à carga por intermédio de Pizzi aos 19’ num remate em que o médio tentou desviar tanto a redondinha que acertou no poste e não no fundo da baliza de Jordi, após Núñez assistir o capitão do Benfica.

O encontro estava num ritmo de “bola cá, bola lá” e Paços responde à ocasião do Benfica, mas com mais eficácia aos 24 minutos: pontapé de canto para os visitantes, a defesa encarnada afastou mal a bola e Oleg de primeira atira para o fundo das redes, inaugurando o marcador com um golaço. No instante, os pacenses poderiam ter feito o segundo por Douglas Tanque que atirou bastante por cima, quando estava em fantástica posição para marcar.

O Benfica foi logo em busca de restabelecer a igualdade no marcador, até já estava bem instalado no meio-campo defensivo do Paços, embora a maior dificuldade sentida era conseguir furar a muralha amarela e verde que ia cumprindo a sua tarefa de manter Núñez e companhia longe da sua baliza da melhor forma, aproveitando ainda alguns passes falhados para tentar lanças contra-ataques venenosos.

Aos 41’, Rafa atirou para uma defesa apertada de Jordi para canto. Na sequência do canto, o mesmo Rafa ainda chegou a introduzir a bola na baliza, mas o golo foi invalidado pelo controlo com o braço do extremo.

Antes do descanso, houve tempo para Taarabt rematar para fora com muito perigo. Intervalo na Luz e o Paços ia em frente no marcador.

Insatisfeito com a exibição da sua equipa, Jorge Jesus lançou para o segundo tempo Gabriel e Seferovic para os lugares de Weigl e Pizzi respetivamente. Apesar das mudanças, o primeiro lance de perigo pertenceu à formação visitante por Luther Singh que podia ter assistido um companheiro, mas optou pelo remate que foi contra o defesa encarnado.

O Benfica continuava a demonstrar as mesmas dificuldades em furar a defesa pacense, mas Rafa tratou de emendar isso: numa recuperação a meio-campo em que faz um túnel delicioso sobre Eustáquio, o extremo passa para Gilberto que assiste o número 27 das águias para marcar o tento do empate.

Gilberto estava muito envolvido na dinâmica ofensiva que quase voltou a assistir um colega do ataque, desta vez Seferovic que atirou não muito longe da baliza de Jordi aos 70’. Logo a seguir, foi Darwin a rematar em potência e acertar em cheio na barra, naquele que foi o seu primeiro remate à baliza.

O tempo começava a faltar para os homens de Jorge Jesus que ia perder uma ocasião soberana para reduzir a desvantagem para o líder Sporting. A equipa estava toda balanceada para o ataque, e ia deixando espaços na defesa para o Paços que teve ainda algumas ocasiões para tentar alcançar o 1-2, com destaque para o remate de João Amaral aos 89’.

Tanta insistência acabou por dar resultado: no último suspiro da partida, Gabriel cruzou para Luca Waldschmidt vestir a pele de salvador e fazer o 2-1, fazendo lembrar o ponta de lança angolano Pedro Mantorras que, em tempos passados, salvava (quase) sempre o Benfica no final dos jogos.

Mesmo sem um grande brilhantismo, o certo é que o Benfica alcança o triunfo a acabar a partida e reduz a diferença para o Sporting. Pede-se muito mais a Jorge Jesus e aos seus comandados, uma vez que voltaram a evidenciar as suas dificuldades contra adversários que mostrem uma grande organização.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luca Waldschmidt – Lançado no início do segundo tempo, o alemão foi peça fundamental na reviravolta encarnada. Procurou criar espaços na frente de ataque, batalhou para marcar e conseguiu já perto do fim, dando assim três pontos importantes ao SL Benfica na luta pelo título. Nota positiva para Rafa que foi o mais inconformado do lado encarnado enquanto esteve em campo, tanto que é por ele que começou a reviravolta na Luz.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Julian Weigl – Uma das surpresas no onze inicial, a expetativa era grande para ver o que Weigl poderia trazer ao jogo encarnado, ainda para mais após a boa entrada em campo frente ao Lech Poznan. Contudo, a expetativa rapidamente deu lugar à frustração, já que o médio alemão não trouxe novas ideias a um meio-campo que ainda procura alcançar uma melhor dinâmica. Foi sem surpresas que saiu ao intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se esta noite no seu habitual 4-4-2, onde o grande destaque foi para dupla do meio-campo formada por Weigl e Taarabt. Após o empate do Sporting, o Benfica tinha uma oportunidade de ouro para reduzir distâncias para o topo do campeonato.

As águias entraram motivadas para o jogo, mas foram surpreendidas pela ousadia pacense que marcou primeiro aos 23 minutos. A partir daí, os comandados de Jorge Jesus foram em busca do empate, contudo a muralha visitante não estava a dar espaços e faltava alguma criatividade para surgirem oportunidades soberanas para o golo.

O segundo tempo trouxe um Benfica ainda mais determinado em marcar e chegou ao empate por intermédio de Rafa Silva. O que se assistiu logo a seguir ao 1-1 foi um autêntico “assalto” à baliza de Jordi em busca do golo que garantissem os três pontos importantes na luta pelo título, mas foram dados muitos espaços nas costas que poderiam ter causado calafrios na intenção encarnada de vencer.

O golo da vitória acabou por surgir perto do fim por autoria de Luca Waldschmidt que permite ao Benfica ficar a apenas dois pontos do líder Sporting.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (6)

Gilberto (6)

Jan Vertonghen (6)

Nicolás Otamendi (6)

Nuno Tavares (5)

Julian Weigl (4)

Adel Taarabt (6)

Rafa (7)

Everton (4)

Pizzi (5)

Darwin Núñez (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel (5)

 Haris Seferovic (4)

Luca Waldschmidt (8)

Pedrinho (5)

Chiquinho (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O conjunto pacense apresentou-se na Luz no seu típico 4-4-3 com duas alterações face à última partida: o central Maracás e o trinco Mohamed Diaby foram lançados no onze inicial, relegando Marco Baixinho e Luiz Carlos para o banco de suplentes respetivamente. Num série de seis jogos sem perder e três consecutivos sem sofrer golos, o Paços de Ferreira queria causar uma surpresa na visita à Luz.

O Paços entrou sem medo do SL Benfica, e até inaugurou primeiro o marcador com um remate soberbo de Oleg aos 23’. Em vantagem, os visitantes entregaram o controlo do jogo ao Benfica, embora fossem aproveitando algumas desatenções para lançar contra-ataques venenosos com o intuito de ferir ainda mais uma águia a necessitar de vencer. No segundo tempo, a frescura começou a faltar à defesa pacense e isso fez mossa, já que o Benfica conseguiu chegar à reviravolta perto do fim do jogo. Um castigo duro para a equipa de Pepa que merecia levar um ponto para casa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (5)

Fernando Fonseca (5)

Maracás (5)

Marcelo (5)

Oleg (6)

Mohamed Diaby (4)

Bruno Costa (6)

Stephen Eustáquio (6)

Luther Singh (5)

Hélder Ferreira (4)

Douglas Tanque (5)

SUBS UTILIZADOS

Uilton Silva (4)

Luiz Carlos (5)

Marco Baixinho (5)

João Amaral (5)

João Pedro (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Paços de Ferreira

BnR: Face ao último encontro (vitória fora contra o Moreirense), o Pepa retirou Marco Baixinho e Luiz Carlos do onze inicial, colocando Maracás e Diaby nos seus lugares respetivamente. Que justificação está na base dessas mudanças?

Pepa: «Posso falar nessas mudanças abertamente, sem querer esconder nada, pois as pessoas gostam de perceber as opções dos treinadores. Optei pelo Maracás porque controla melhor a profundidade, é o nosso central mais rápido e esteve muito bem, tendo saído exausto. Em condições normais, naquela bola que dá o primeiro golo do Benfica, ele saí bem, mas não conseguiu recuperar a posição devido ao seu cansaço. Em relação ao Diaby, o próprio Luiz Carlos, o nosso “velhote”, na sequência de três jogos seguidos, quebra normalmente, mas escolhi o Diaby pela dimensão que dá no meio-campo e capacidade que ele tem. Teve várias oportunidades entre o Vertonghen e o Nuno Tavares, pois sabíamos que o lateral esquerdo saí muito na pressão ao nosso ala, e a nossa intenção era atrair o nosso ala mais baixo à largura. O Diaby não é tão forte na construção e o Benfica é muito forte nessa primeira referência quando vai de frente, mas para trás tem mais dificuldades. Nós tínhamos planeada uma dessas saídas pelo Diaby na profundidade e saímos várias vezes. É uma questão de opções, estratégia e condição física dos jogadores.»

Anúncio Publicitário

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome