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SL Benfica 3-1 Boavista FC: Como cimentar o primeiro lugar com classe

João Castro · 4 min

SL Benfica
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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A CRÓNICA: “CABEÇAS” NO SÍTIO

O SL Benfica venceu o Boavista FC por 3-1. Darwin bisou e Weigl também ajudou na contagem. Do lado dos visitantes foi Sauer que marcou.

Numa primeira parte com três golos, foi o SL Benfica que inaugurou o marcador. Diogo Gonçalves cruzou pela direita e Darwin Nuñez fez o primeiro de cabeça.

Mas, apesar de desorganizada, a equipa do Boavista FC mostrou que pode ser feroz no ataque. Aos 30 minutos, Sauer ensaiou o que viria a acontecer dois minutos depois. Grande golo do avançado boavisteiro de fora da área sem hipótese para Vlachodimos. Um autêntico foguete.

Julian Weigl esteve mal na fotografia, mas teve tempo para se redimir com o 2-1 marcado de cabeça aos 34 minutos.

No segundo tempo só deu SL Benfica. Aos 52 minutos, Yaremchuck deu um cheirinho ao 3-1, mas Bracali defendeu como pôde o míssil do ucraniano. O cheirinho converteu-se em realidade por Darwin Nuñez que, servido de bandeja por Rafa, apenas teve de encostar para o fundo das redes. Bis do avançado uruguaio nesta noite.

Uma noite de classe definida em golos de cabeça e que faz o SL Benfica cimentar o primeiro lugar do campeonato. Já o Boavista FC fica na sexta posição da tabela classificativa.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Darwin Nuñez – Certamente um dos melhores jogos de Darwin desde que chegou ao SL Benfica. Ao longo dos 90 minutos foi um jogador combativo e ofereceu aquilo que levou o SL Benfica a contratá-lo: golos! É claramente um bom período para o avançado uruguaio. Faço também menção honrosa a Sauer do Boavista FC.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Kenji Gorré – Jogo inglório para um número sete de uma equipa. Gorré passou ao lado do jogo e pouco ofereceu ao ataque boavisteiro, até porque apenas Sauer estava ao melhor nível. Por isso mesmo, acabou por ser substituído ao intervalo, mas refira-se que o jogo dos axadrezados acabou por não evoluir na mesma.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Jorge Jesus apresentou-se inicialmente num 3-5-2 com o ataque entregue a Darwin e Yaremchuck. Rafa era o elemento mais solto na zona intermediária e criava muito perigo nas transições ofensivas muito perigosas com a ligação ao ataque. Darwin era um dos responsáveis por explorar a profundidade.

O modelo de jogo dos encarnados baseou-se em explorar as transições e bolas nas costas, mas com posse de bola, aproveitando as fragilidades do Boavista FC, nomeadamente no jogo aéreo. A saída de Yaremchuck levou a um 3-4-3 puro com Rafa e Cebolinha no apoio a Darwin e, posteriormente, Rodrigo Pinho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Vertonghen (5)

Otamendi (5)

Lucas Veríssimo (5)

Grimaldo (5)

Weigl (7)

João Mário (6)

Diogo Gonçalves (6)

Rafa (8)

Yaremchuck (6)

Darwin (8)

SUBS UTILIZADOS

Valentino Lázaro (5)

Everton Cebolinha (6)

Rodrigo Pinho (5)

Pizzi (-)

Morato (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

A equipa de João Pedro Sousa apresentou-se num 3-4-3 com alguns problemas que levaram ao disposicionamento e dificuldades na saída de bola. Foi também notório a ausência de um terceiro central de raiz, as dificuldades em bolas aéreas defensivas e a contrariedade com a lesão de Hamache.

O jogo dos Boavisteiros foi baseado nos remates de meia distância e na qualidade individual com Musa muito desapoiado no ataque. A segunda parte contou com um novo elemento do ataque: Ntep, mas nada mudou. Apenas Gustavo Sauer criava perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bracali (5)

Rodrigo Abascal (4)

Jackson Porozo (4)

Hamache (-)

Nathan (4)

Makouta (5)

Sebastian Perez (4)

Malheiro (4)

Gorré (3)

Gustavo Sauer (7)

Musa (4)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Ferreira (3)

Ntep (4)

Luís Santos (-)

Yusupha (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Pergunto-lhe sobre a forma como se posicionou o ataque do Benfica. Vimos bolas longas, muita profundidade e agressividade no jogo aéreo. Foi uma estratégia? Até porque o Boavista apresentou três centrais, sendo que um deles não era de raiz.

Jorge Jesus: Se olharmos para a equipa do SL Benfica que começou o jogo, tirando o Rafa, o Grimaldo e o Diogo, era uma equipa muito alta. Mas isso pode nos beneficiar naquilo que é a bola parada ofensiva e defensiva. Aí viu-se o poderio do SL Benfica. No primeiro golo Diogo Gonçalves cruzou e o Darwin finalizou porque ele é um bom jogador dentro da área.

Boavista FC 

BnR: Acredita que esta derrota também se pode justificar pelo grande desposicionamento e dificuldades na saída de bola, mais a ausência de um terceiro central de raiz que pode ter ajudado nas dificuldades em bolas aéreas defensivas?

João Pedro Sousa: Sim, é verdade. Com um sistema de 3 centrais, no 1º golo não tem grande justificação, temos de ser mais fortes nesse momento do jogo e ganhar essa bola. Na saída de bola na 1.ª parte tivemos mais dificuldades, às vezes tentávamos sair para atrair a primeira linha de pressão do SL Benfica para depois tentar jogar nas costas dessa linha de pressão.

Sabemos também que os médios e defesas do SL Benfica saltam na pressão para procurarem encontrarem os nossos médios e tirar a profundidade dos avançados. Mas de facto tivemos muita dificuldade porque não conseguimos chegar ao jogo exterior. Na 2.ª parte conseguimos um pouco. O SL Benfica é muito pressionante e é muito difícil jogar contra a equipa do SL Benfica.

João Castro

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