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SL Benfica | As 5 posições mais carenciadas do plantel

Márcio Francisco Paiva · 5 min

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No presente artigo, são colocadas em foco as cinco posições mais carenciadas do principal plantel do SL Benfica, hierarquizadas em ordem crescente. Fazemo-lo numa altura em que os clubes já o deviam também fazer, numa preparação da próxima época que deveria já estar em curso.

Infeliz e estupidamente, essa preparação não pode arrancar já “a todo o gás” (direitos de autor reservados por Luís Filipe Vieira), uma vez que estamos a menos de um mês de se materializar a controversa ideia de retomar o campeonato (o principal, os outros parecem ter a importância para as entidades “competentes” que o Covid-19 tem para Trump e para Bolsonaro).

Críticas à parte (que, de resto, é o que os criticados fazem, colocam-nas de parte), avancemos para o que neste artigo verdadeiramente interessa. Número cinco…

5.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ala direito – Bruno Lage já assumiu publicamente que o seu desejo é ter dois jogadores por posição ao seu dispor. No que respeita à ala direita, de facto, tem-no. Como opções para o lado direito ofensivo, os encarnados usufruem de Pizzi e de uma sombra de Pizzi, tendo sido este último o eleito para assumir a titularidade nos últimos jogos antes da suspensão do campeonato.

No entanto, numa perspetiva de crescimento, talvez seja uma boa ideia fazer ingressar no plantel alguém que seja superior a uma sombra de Pizzi, proceda esse alguém do Benfica Futebol Campus ou do mercado de verão (até deve haver mais opções, há menos part-times este verão).

Com a chegada de Pedrinho e com a permanência de Chiquinho (que não deve ter muito mercado nesta fase), é provável que ambos se juntem a Pizzinho – desculpem, este não tem diminutivo – (e quem sabe a um jovem da formação: Dantas, Embaló, Nuno Santos) nas opções para a ala direita e para a posição de segundo avançado/médio-ofensivo.

4.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Guarda-redes – Dizem por aí que Helton Leite está quase garantido (depois de um Luizão no FC Porto, um Helton no SL Benfica). Caso se confirme, a questão da baliza estará encerrada, assumindo que Vlachodimos fica. Apesar de não ser a solução ideal (sobretudo quando há pouco menos de um ano quase se confirmava a contratação de Perín por uma verba 10 vezes superior), Leite é um guardião de muito bom nível, sendo exímio em quase todos os parâmetros que definem um guarda-redes.

É muito bom entre os postes, sendo o tipo de guarda-redes que corresponde bem nos momentos decisivos das partidas; possui uma boa envergadura – 1,96m e 92Kg – que não lhe retira agilidade e flexibilidade; não compromete muito nas saídas da baliza (pelo ar e aos pés dos adversários); não tem um mau jogo de pés e é rico em cálcio (creio, posso estar a confundir com outro tipo de Leite).

Caso não se confirme, é urgente avançar para outra contratação e arranjar colocação para Varela, Zlobin e, por empréstimo, para Svilar. A situação da baliza das águias terá, dê por onde der, de ser melhorada. Na presente época, Vlachodimos atingiu um nível que tornou ainda mais visíveis as lacunas dos colegas de posição. Para a época 20/21 (ou 21/21 ou o que acabar por ser), o plantel das águias terá que contar com uma alternativa válida e viável ao grego, sob pena de deitar a perder jogos e até competições.

3.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Lateral direito – Para olhar para a lateral direita encarnada e concluir que se trata de uma lacuna, é necessário fazer a distinção entre ter dois jogadores e ter duas opções válidas. Bruno Lage tem à sua disposição dois laterais direitos, mas não me parece que neste momento tenha duas opções válidas para a posição. Tomás Tavares, quem aprecio muito, revelou-se “verde” demais para assumir a posição.

Apesar de no SL Benfica ser “verde” não inviabilizar nada (ao contrário do que acontece em clubes em que ser “vermelho” é de todo uma impossibilidade), falta claramente uma alternativa credível a André Almeida, que por vezes revela também lacunas comprometedoras.

Para reforçar a lateral direita, as águias terão que pescar no mercado, uma vez que o produto da formação mais bem preparado é o próprio Tomás Tavares. Ainda assim, ao que parece, João Ferreira trabalha de momento com o plantel principal e poderá ter uma oportunidade para convencer quem interessa – Bruno Lage.

2.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Lateral esquerdo – Grimaldo tem sido a única opção para a lateral esquerda, sendo claro que é preciso atacar o mercado por uma alternativa (e por um titular, caso o espanhol decida materializar o tease que anda há anos a levar a cabo, aproveitando toda e qualquer entrevista para “se fazer” a clubes com mais posses). Nuno Tavares não chegou a ser aposta na lateral-esquerda, tendo “ficado queimado” pelas más prestações na lateral contrária.

O internacional pelas camadas jovens lusas deve merecer nova oportunidade. Contudo, o mais provável é a chegada de um futebolista de créditos firmados ou perto de os firmar. Alfonso Pedraza, espanhol de 24 anos que esta temporada alinha no Real Betis Balompié por cedência do Villarreal CF, tem sido apontado aos encarnados (bem como aos rivais azuis-e-brancos).

É uma boa solução. Seja ou não esta a solução escolhida pelos responsáveis encarnados, é certo que as águias terão um novo lateral esquerdo no seu plantel e é provável que esse lateral não advenha da formação.

1.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Defesa central – É a posição mais carenciada do plantel das águias. Do plantel e da equipa base. São três os centrais à disposição de Lage, mas apenas Rúben Dias foi consistentemente uma hipótese válida (e por vezes…). Francisco “Ferro” Ferreira baixou bastante de forma e Jardel já nem tem forma. Morato e Pedro Álvaro precisam de crescer num contexto menos exigente e Kalaica, pelos vistos, tem que crescer 13,7 vezes para ter uma oportunidade.

Exige-se um ataque ao mercado que resulte na contratação de um parceiro para Rúben Dias (e ai de alguém que se lembre de vendê-lo), relegando Ferro para terceiro central. O quarto central poderá ser um dos três jovens referidos no parágrafo anterior (na impossibilidade de adquirir Garay, David Luiz ou um central nesta linha).

Robin Koch, o nome mais badalado, seria uma excelente solução. Segundo consta, está próximo do SL Benfica. Não, esperem, afinal está tremido. Calma, parece que está quase garantido. Não, não, agora está a caminho de outro clube. Parece que vai ficar no SC Freiburg. Afinal, parece que nunca existiu ninguém com esse nome e era tudo uma ilusão fabricada pelos meios de comunicação social que estão cada vez mais interessados em fazer do mercado de transferências uma novela ao nível de “Equador” ou de “Big Brother”.

Seja Koch ou outro, alguém terá que ser. Atacar a próxima temporada com o atual lote de centrais seria uma loucura tão grande ou maior do que acreditar que o Roberto tinha condições para ser guarda-redes do SL Benfica. Ou da equipa de casados da minha terra.

Márcio Francisco Paiva

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