Publicidade

SL Benfica | Milhões empatados devido à COVID-19

Gonçalo Batista · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Com a situação mundial, provocada pelo surto do coronavírus, a conjuntura económica dos clubes deteriorou-se bastante. Agora, os clubes (sobretudo os clubes sem investidores) irão procurar soluções mais acessíveis e explorar a sua formação. Isto é bom do ponto de vista da sustentação do clube, mas é negativo para emblemas que procurem colocar jogadores. O SL Benfica enquadra-se perfeitamente nisto.

Os encarnados serão privados de cerca de 20 milhões de euros, fruto de cláusulas de compra que não serão ativadas. No lote de emprestados que irão regressar à Luz estão Bruno Varela, Ferreyra, Cádiz, Lema e Fejsa (podendo ainda incluir-se outros jogadores como Pedro Pereira).

Facundo Ferreyra esteve emprestado uma época e meia ao RCD Espanyol, onde marcou nove golos em 33 partidas. Esta temporada o avançado argentino tinha vindo a receber poucos minutos, mas com a chegada de RDT as oportunidades escassearam ainda mais. Ferreyra regressa agora à Luz, mas dificilmente será opção para Bruno Lage. O já experiente avançado parece estar longe da forma que demonstrou nas últimas épocas ao serviço do FC Shakhtar Donetsk.

Bruno Varela representou o AFC Ajax nas últimas duas épocas. No entanto, o guarda redes luso-cabo-verdiano tem apenas três jogos realizados e nestas três partidas não impressionou os responsáveis do clube de Amesterdão. Bruno Varela regressa agora ao SL Benfica, onde até poderia ser um bom suplente para Vlachodimos, mas o seu futuro deverá passar pela saída do clube encarnado.

Fejsa é um dos jogadores de regresso à Luz
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Jhonder Cádiz esteve esta época emprestado ao Dijon FCO. Na Liga Francesa, Cádiz chegou a impressionar, tendo marcado quatro golos em 20 jogos, incluindo o golo da vitória frente ao PSG. O avançado venezuelano tem, na minha opinião, alguma qualidade, mas dificilmente consigo imaginar um cenário onde seja habitualmente opção nos encarnados. Jhonder Cádiz, provavelmente, ainda dará um pequeno encaixe financeiro à equipa das águias.

Depois do empréstimo ao CA Penarol, Cristian Lema esteve esta época emprestado ao CA Newell’s Old Boys clube histórico de Messi e Marcelo Bielsa. Após 22 jogos e cinco golos, o clube argentino demonstrou interesse em adquirir em definitivo o jogador, mas não estava disposto a pagar a cláusula de compra de 2,5 milhões de euros. Lema já demonstrou não ter interesse no regresso a Portugal, passando o seu futuro por um novo empréstimo ou uma venda a um clube sul-americano.

De todos os jogadores nesta lista, Ljubomir Fejsa foi sem dúvida o mais importante para o SL Benfica, mas com a chegada de Bruno Lage perdeu espaço no meio campo dos encarnados. Em janeiro foi emprestado Deportivo Alavés, onde realizou apenas cinco jogos. O clube espanhol já disse que não irá acionar a cláusula de compra, obrigando assim o jogador a regressar ao clube encarnado. Dificilmente Fejsa conseguirá recuperar o lugar num “lotado” meio campo encarnado. O futuro do sérvio deverá passar por uma transferência ou mesmo uma rescisão de contrato amigável. Uma partida ingrata para um jogador que tanto deu ao clube.

Germán Conti está emprestado até dezembro. Yony González irá render três milhões de euros aos encarnados (na sequência do negócio de Pedrinho). Filip Krovinovic provavelmente continuará em definitivo no West Bromwich Albion FC. Gedson Fernandes está emprestado até ao final da próxima temporada, podendo o Tottenham Hotspur FC exercer a cláusula de compra de 50 milhões de euros. Caio Lucas, emprestado ao Al Sharjah FC dos Emirados Árabes Unidos, conta com uma cláusula de compra a rondar os dez milhões de euros.

Gonçalo Batista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.