Publicidade

SL Benfica | Os 3 emprestados que podem regressar a casa

Márcio Francisco Paiva · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O rol de emprestados é extenso, mas nem todos têm perspetivas de voltar a integrar o plantel do SL Benfica na próxima época (seja lá quando ela for). Uns por estarem em fim de linha, como Fejsa, outros por estarem no início da mesma, como Nuno Santos, outros por simplesmente não contarem, como Caio Lucas ou Cádiz.

Alguns serão seguramente vendidos, outros novamente emprestados, outros colocados nas equipas secundárias. No entanto, três emprestados podem integrar o próximo plantel encarnado, dada a qualidade e consistência demonstradas e as lacunas e necessidades dos quadros principais do clube da Luz.

Segue a lista desses mesmos três futebolistas, em ordem crescente de qualidade e probabilidade de virem, de facto, a integrar o plantel.

3.

Fonte: SL Benfica

Facundo Ferreyra – O argentino chegou com 27 anos a Lisboa para ser aposta imediata, por força da idade, mas também da veia goleadora que havia apresentado ao serviço do FK Shakhtar, com 53 golos em três épocas. Todavia, a falta de golos na primeira metade da temporada 18/19 forçaram clube e jogador a acertar um empréstimo de dois anos ao RCD Espanyol de Barcelona.

No primeiro meio ano em terras catalãs, Ferreyra não fez mais nem melhor do que mimetizar o que havia feito na Luz: nove jogos e um golo. Na época agora suspensa, o cenário melhorou um pouco: 24 jogos e oito golos num clube a atravessar um mau momento. Sete desses golos foram conseguidos em nove jogos na Liga Europa.

Raúl de Tomás e Calleri tornam difícil a vida do argentino na Catalunha e o regresso a Lisboa também não seria fácil. Ainda assim, caso as águias optem por vender Haris Seferovic (o que seria mais provável se houvesse Europeu este ano), Ferreyra pode ser uma solução sem custos e de qualidade, tendo características interessantes para o estilo de jogo do SL Benfica, sendo forte nos movimentos de rutura, de profundidade, de tabela com o segundo avançado/médio-ofensivo e na capacidade de prender os centrais.

2.

Fonte: SL Benfica

Filip Krovinovic – O croata chegou ao SL Benfica como uma grande promessa e na única época que pôde fazer “em condições” ao serviço das águias, demonstrou qualidade e magia. Não contribuiu muito para as estatísticas, tendo apontado “apenas” dois golos, pouco para o que construía, e somente fez dezanove jogos. Uma lesão grave travou o que se perspetivava ser um crescimento contínuo até um estatuto de craque nacional e internacional.

Na época transata, após a recuperação, esteve em três jogos da equipa B e nove da equipa principal. Contudo, precisava de jogar constantemente para voltar ao nível mais próximo possível do que havia apresentado anteriormente. Para isso, tinha que ser emprestado e foi-o. O West Bromwich Albion FC, candidato claro à subida à Premier League, apostou nele e deu-lhe a camisola número “7”.

O médio de 24 anos correspondeu, tendo sido aposta regular (34 jogos) e tendo provado o seu valor. Notícias veiculadas antes da suspensão do futebol a nível mundial (exceção feita à Bielorrússia) davam conta da vontade dos ingleses de avançarem para a contratação em definitivo de Krovinovic, caso subissem ao principal escalão do futebol inglês.

Face à suspensão em curso, à qualidade do croata e à premente necessidade de criatividade e magia do plantel encarnado, Filip Krovinovic pode muito bem voltar a jogar de águia ao peito.

1.

O rol de emprestados é extenso, mas nem todos têm perspetivas de voltar a integrar o plantel do SL Benfica na próxima época (seja lá quando ela for).
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Diogo Gonçalves – É um dos produtos verdadeiramente Made in SL Benfica. Ingressou no clube com 11 anos e cedo mostrou ser uma das maiores promessas ofensivas dos encarnados. Alinhando como extremo/ala direito, o bejense foi fazendo furor nas equipas de formação do clube da Luz. Na época 17/18, fez os primeiros jogos pela equipa principal, concretamente treze.

A inexperiência, no entanto, fazia-se notar. Faltava capacidade regular de tomar decisões acertadas. Muita habilidade, mas pouco pragmatismo. Clube e futebolista consideraram que seria boa ideia uma experiência no segundo escalão inglês, ao serviço do Nottingham Forest FC. Não o foi. Diogo participou em apenas dez partidas e não fez mossa a qualquer adversário. Esta época, surpreendentemente, tudo mudou.

A surpresa não reside na qualidade ou falta dela do jogador, mas no facto de Diogo Gonçalves se ter afirmado numa posição mais recuada. João Pedro Sousa apostou nele a lateral-direito e o jogador cresceu de sobremaneira. Demonstrou uma boa capacidade defensiva sem perder a sua qualidade ofensiva, que conseguia exponenciar quando, por vezes, alinhava na sua posição de origem.

Tornou-se um futebolista polivalente, sendo capaz de dar conta de todo o corredor direito. Além do mais, fê-lo numa equipa com uma filosofia de jogo semelhante à dos encarnados e numa equipa que guerreava pela Europa até ao momento da suspensão, o FC Famalicão.

Com 23 anos e muita qualidade, esta pode ter sido a época-catapulta para Diogo Gonçalves, que poderá e deverá regressar a casa para ser pronto-socorro de um lado direito que bem precisa de alternativas.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Márcio Francisco Paiva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.